sexta-feira, 1 de abril de 2011

IV DOMINGO DA QUARESMA - Liturgia da Palavra: Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor Leituras: 1 Sm 1b.6-7.10-13a; Ef 5, 8-14; Jo 9, 1- 41

DOMINGO IV DE QUARESMA
Leituras: 1 Sm 1b.6-7.10-13a; Ef 5, 8-14; Jo 9, 1- 41

 “Laetare, Jerusalém!” Com o nome derivado da primeira palavra latina da Antífona de Entrada, este 4º domingo da quaresma, é apelidado de “Domingo Laetare”, dia de alegria e de luz que antecipa a grande alegria da páscoa. É o próprio Senhor e seu amor fiel, amplamente demonstrado ao longo da história, a razão última da alegria e da esperança para Jerusalém, cidade que o Senhor escolheu e amou como sua esposa. Para ela e junto com ela, ele vai construir um novo futuro, quase uma nova criação - “Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações! (Antífona de Entrada - Is 66, 10-11).
Com o olhar penetrante da fé, a Igreja vislumbra na profecia de Isaías o evento salvador de Cristo e a própria sorte, junto com a da nova humanidade gerada na sua cruz e ressurreição.
Eis a luz de Cristo! Demos graças a Deus!” Este é o grito de alegria, cantado por três vezes em tom crescente, com o qual a Igreja abre a grande Vigília da noite da Páscoa. É a alegre expressão da fé que o Senhor Ressuscitado está presente no meio da assembléia celebrante e que ela mesma está participando por graça à sua ressurreição. O grande Círio pascal, aceso no fogo novo, e em cuja flama vão se acendendo aos poucos as velas da assembléia orante a caminho, rumo ao recinto da Igreja, é símbolo do próprio Cristo morto e ressuscitado. Ele precede a comunidade dos que acreditam nele, e com sua obra e sua palavra, quebra o domínio das trevas e ilumina o caminho novo da humanidade.
O evento da páscoa de Jesus, com sua vitória sobre as trevas do pecado e da morte, constitui a origem e a meta do caminho do povo de Deus que fica peregrinando na história, iluminado por Cristo. A sua celebração sacramental na noite da Páscoa constitui por sua vez a origem e a meta do caminho quaresmal que cada ano se renova, para atingir, através do dinamismo do Espírito do ressuscitado, uma participação sempre mais profunda à vida de Cristo.
“Irmãos, outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz” (2 leitura – Ef 5,8). O apóstolo destaca que com o batismo não só gozamos da luz do Senhor paraconduzir uma vida certa, mas que em força desta relação vital para com ele, “somos luz” no Senhor, participamos do seu ser, da sua vida. Desta participação nasce a possibilidade e o chamado a viver como “filhos da luz”, isso é a atuar e agir com seu mesmo estilo.
O batismo constitui a inserção dos fiéis no dinamismo vital da páscoa do Senhor. A Igreja, com sábia pedagogia, através da liturgia da palavra dos domingos da quaresma, nos introduz progressivamente no mistério pascal e no coração da iniciação cristã, quase antecipando em síntese o caminho da Vigília pascal.
O Lecionário, reestruturado pela reforma promovida pelo Concílio Vaticano II, nos entregou novamente, numa sucessão orgânica e eloqüente, as leituras bíblicas que desde os séculos antigos ilustravam na liturgia de Roma o caminho dos catecúmenos rumo à iniciação cristã. Ao longo do tempo ficara perdido o sentido da quaresma como caminho de iniciação, em favor da quaresma como caminho penitencial. As leituras bíblicas correspondentes ficaram dispersas em variadas celebrações das férias, sem a visão original de conjunto. O povo de Deus não teve mais contato orgânico com elas.
Sobretudo na quaresma - páscoa experimentamos a verdade profunda das afirmações do papa Bento XVI quando menciona a importância do atual Lecionário das Missas: “A reforma desejada pelo Concílio Vaticano II mostrou os seus frutos, tornando mais rico o acesso à Sagrada Escritura que é oferecida abundantemente sobretudo nas leituras do domingo. A estrutura atual, além de apresentar com freqüência os textos mais importantes da Escritura, favorece a compreensão da unidade do plano divino, através da correlação entre as leituras do Antigo e do Novo Testamento, centrada em Cristo e no seu mistério pascal” (Exortação Apostólica Verbum Domini (2010), n. 57).
Nas catequeses oferecidas aos catecúmenos nas homilias mistagógicas dos Padres da Igreja, ou através das imagens dos mosaicos que ornavam as paredes das igrejas antigas, a cena de Jesus que cura o cego de nascença ocupava um lugar central. Como em toda a narrativa do evangelista João, também na narração deste episódio, encontramos a dimensão do evento milagroso e o seu valor de “sinal” destinado a suscitar a fé dos protagonistas e a iluminar a fé dos leitores de cada tempo.
No relato encontramos dois processos interiores que vão num sentido contrário. O cego passa através de um caminho de iluminação interior que o conduz progressivamente a penetrar sempre mais profundamente o mistério de Jesus e sua relação com ele: reconhece em Jesus inicialmente o homem (Jo 9,11), depois o profeta (v.17), um homem que procede de Deus (v. 33), para desaguar ao fim na confissão da sua fé plena em Jesus Senhor (v. 38).
Ao contrário, as autoridades se envolvem numa progressiva cegueira. Não querem reconhecer a manifestação de Deus em Jesus. Prisioneiros dos próprios preconceitos, presumem “ver e julgar” a Jesus (v. 24), ameaçam e insultam o cego (v. 28) e ao fim, o expulsam da comunidade (v. 34-35). Na realidade eles mesmos constroem o próprio julgamento de condenação diante de Deus (v. 39-41).
A aceitação ou a recusa de Jesus se torna critério de julgamento autêntico da qualidade das obras de cada pessoa e da sua real escolha entre a luz e as trevas. O duplo dinamismo que encontramos na relação do cego e das autoridades judaicas com Jesus, se torna um critério permanente para avaliar a relação de cada um com Jesus. “O julgamento consiste nisso: a luz veio no mundo, e os homens preferiram as trevas à luz. É que suas ações eram más. Quem age mal detesta a luz e não se aproxima da luz, para que não delate suas ações. Quem procede lealmente aproxima-se da luz, para que se manifeste que procede movido por Deus” (Jo 3, 19-21).
O batismo era indicado nas catequeses dos Padres da Igreja como “iluminação” e aqueles que eram batizados eram chamados de “iluminados”. Ainda hoje um pequeno, mas significativo rito complementar da celebração do batismo, põe em evidência sua dimensão iluminadora, que abre o caminho para seguir a Jesus e partilhar seus critérios de julgamento, que não olham as aparências enganadoras mas a verdade profunda das coisas e das pessoas.
É a entrega da vela batismal acesa no círio pascal e entregue ao batizado adulto ou aos pais e padrinhos da criança, com as palavras: “Recebei a luz de Cristo. Caminha sempre como  filho da luz, para que perseverando na fé, possas ir ao encontro do Senhor com todos os santos no reino celeste” (Rito da Iniciação Cristã dos Adultos (RICA). N. 265).
A avaliação inicial do profeta Samuel sobre os filhos de Jessé, guiado pelo aspecto exterior, e a escolha final de Davi, o mais novo, depois da correção do profeta por parte do próprio Deus, é exemplo significativo da diferença que passa entre o julgamento dos homens e o de Deus (1ª leitura). 
Como os prefácios dos outros domingos da quaresma, o de hoje proclama o louvor ao Pai, estruturando as razões específicas do seu canto a partir da mensagem fundamental do Evangelho e da sua relação intrínseca com o batismo. “Pelo mistério da encarnação, Jesus conduziu a luz da fé à humanidade que caminhava nas trevas. E elevou à dignidade de filhos e filhas os escravos do pecado, fazendo-os renascer das águas do batismo”. Este texto é um exemplo muito significativo de como toda nossa oração deveria deixar-se inspirar pela Palavra proclamada na liturgia ou meditada pessoalmente. A escuta amorosa do Pai tem que ter o primeiro lugar na oração cristã. A escuta na fé produz a palavra confiante dos filhos e das filhas. Nisto a liturgia é grande mestre de vida espiritual e de oração.
A luz/vida recebida no batismo é uma potencialidade divina a desenvolver, deixando-se guiar pela luz interior do Espírito, e procurando viver coerentemente segundo os impulsos interiores do mesmo, que conduz a um estilo de vida no qual se manifesta e resplandece a luz do mesmo Cristo. “Vivei como filhos da luz. E o fruto da luz chama-se bondade, justiça, verdade. Discerni o que agrada ao Senhor. Não vos associais às obras das trevas que não levam a nada; antes desmascarai-as.... Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá” (Ef 5, 8-11;14).
Na linha desta perspectiva da conformação progressiva a Cristo realizada pela sua luz transformadora, o apóstolo destaca como o caminho do discípulo, ao longo da vida, fica sendo um duro combate espiritual entre a luz de Cristo e as trevas do mundo que em nós habitam e nos circundam, e que tendem a nos ocupar novamente. É preciso fortalecer-se do poder de Deus e revestir-se da armadura do Espírito e de todos seus instrumentos (Ef 6, 10-17).
Desde o início a sorte do Verbo, que é a vida e a luz, é a de brilhar nas trevas, de encontrar oposição, mas as trevas não conseguem apreendê-la. Pois ela é a verdadeira luz que ilumina todo homem ao vir ao mundo (cf. Jo 1, 4-5; 9).
No contexto da solene festa judaica das cabanas, que celebrava a memória da grande aventura do êxodo, quando a nuvem e a coluna luminosa tinham guiado o caminho do povo de Deus no deserto, João faz proclamar a Jesus uma das suas auto-definições mais potentes, capaz de orientar e sustentar o caminho atribulado e as esperanças dos discípulos de todo tempo: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não caminhará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12).
Paradoxo da fé! Os místicos nos falam das terríveis experiências das trevas por eles experimentadas de maneira crescente e cada vez mais doloridas, na medida em que a graça do Senhor os introduz no conhecimento e na comunhão mais profunda para com ele.
A saída de Judas da sala da última ceia de Jesus com os discípulos, depois de ter tomado o bocado do pão molhado das mãos do próprio Jesus, marca o cume da prepotência das trevas:“Atrás do bocado entrou nele Satanás... Apenas tomou o bocado, saiu. Era noite” (Jo 13, 27;30). Mas a entrega de Jesus em plena liberdade aos inimigos, junto com a afirmação da sua suprema liberdade de Filho, se torna origem da liberdade dos discípulos frente à violência das trevas ao longo da história.
Não parece um paradoxo a afirmação de Jesus que também os discípulos, na medida em que se deixam envolver na sua experiência de total dedicação ao Pai, se tornarão eles mesmos luz irradiante da luz de Cristo para o mundo: iluminados e iluminadores. “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte.... Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está no céus” (Mt 5, 14 – 16).  
A perspectiva final da história, vislumbrada pelo profeta, e permeada pelo fermento da páscoa, não seja talvez a de uma cidade ao fim radicalmente transfigurada pela luz transformadora do Cordeiro e iluminada pela glória de Deus? “Não vi nenhum templo nela, pois o seu templo é o Senhor, o Deus todo poderoso, e o Cordeiro. A cidade não precisa do sol ou da lua para a iluminar, pois a glória de Deus a ilumina, e sua lâmpada é o Cordeiro” (Ap 21, 22-23).
“Oh noite feliz, só tu, soubeste a hora em que o Cristo da morte ressurgia; é por isso que de ti foi escrito: A noite será luz para o meu dia! (Exultet – Proclamação da Páscoa)





Por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração
SÃO PAULO, quinta-feira, 31 de março de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos o comentário à liturgia do próximo domingo – VI da Quaresma 1 Sm 1b.6-7.10-13a; Ef 5, 8-14; Jo 9, 1- 41 – redigido por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes - São Paulo). Doutor em liturgia pelo ‘Pontificio Ateneo Santo Anselmo’ (Roma), Dom Emanuele, monge beneditino camaldolense, assina os comentários à liturgia dominical, às quintas-feiras, na edição em língua portuguesa da Agência ZENIT.

Mensagem do Dia

"Quem se apega às coisas terrenas, a elas fica sempre apegado. Com certeza devemos deixá-las um dia. É melhor desapegar-nos um pouco por vez do que de uma só vez." (Padre Pio de Pietrelcina)

Catequese do Papa: Santo Afonso Maria de Ligório

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 30 de março de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral.
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Queridos irmãos e irmãs:Hoje eu gostaria de vos apresentar a figura de um santo Doutor da Igreja, a quem devemos muito, pois foi um eminente teólogo e mestre de vida espiritual para todos, especialmente para as pessoas simples. Ele é o autor da letra e da melodia de uma das canções natalinas mais famosas da Itália, ‘Tu scendi dalle stelle', além de muitas outras coisas.
Pertencente a uma família napolitana rica e nobre, Afonso Maria de Ligório nasceu em 1696. Dotado de grandes qualidades intelectuais, com apenas 16 anos se graduou em direito civil e canônico. Era o advogado mais brilhante do fórum de Nápoles: durante oito anos, ganhou todas as causas que defendeu. No entanto, sua alma estava sedenta de Deus e desejosa da perfeição; assim, o Senhor fez-lhe compreender que era outra a vocação à qual o chamava. De fato, em 1723, indignado pela corrupção e injustiça que assolou o ambiente à sua volta, ele abandonou a sua profissão - com ela, a riqueza e sucesso - e decidiu se tornar sacerdote, apesar da oposição paterna. Teve excelentes professores, que o introduziram no estudo da Sagrada Escritura, da História da Igreja e da mística. Adquiriu uma vasta cultura teológica, que começou a dar frutos quando, alguns anos mais tarde, ele começou seu trabalho de escritor. Foi ordenado sacerdote em 1726 e entrou, para o exercício do seu ministério, na Congregação diocesana das Missões Apostólicas. Afonso iniciou a evangelização e catequese entre os estratos inferiores da sociedade napolitana, a quem gostava de pregar e instruía nas verdades fundamentais da fé. Muitas dessas pessoas, pobres e modestas, às quais se dirigiu, frequentemente se dedicavam aos vícios e a operações criminosas. Pacientemente, ensinava-as a orar, incentivando-as a melhorar a sua maneira de viver. Afonso obteve excelentes resultados: no bairro mais miserável da cidade, multiplicavam-se grupos de pessoas que, no final da tarde, se reuniam em casas particulares e nas oficinas, para rezar e meditar sobre a Palavra de Deus, sob a orientação de um catequista formado por Afonso e por outros sacerdotes, que visitavam regularmente esses grupos de fiéis. Quando, a pedido do arcebispo de Nápoles, estas reuniões começaram a ser realizadas nas capelas da cidade, receberam o nome de "capelas noturnas". Isso foi uma verdadeira e apropriada fonte de educação moral, de reparação social, de ajuda mútua entre os pobres: ele pôs termo aos roubos, duelos, prostituição, até quase desaparecerem.
Ainda que o contexto social e religioso da época de Santo Afonso tenha sido muito diferente do nosso, as "capelas noturnas" são um modelo de atividade missionária e também podem inspirar-nos hoje para uma "nova evangelização", em especial dos mais pobres, e para construir uma convivência humana mais justa e fraterna. Aos sacerdotes foi confiado o dever de ministério espiritual, enquanto os leigos bem formados podem ser eficazes animadores cristãos, verdadeiro fermento evangélico dentro da sociedade.
Depois de ter pensando em ir evangelizar os povos pagãos, Afonso, aos 35 anos, entrou em contato com agricultores e pastores das regiões interiores do Reino de Nápoles e, estupefato pelo seu desconhecimento da religião e o estado de abandono em que se encontravam, decidiu deixar a capital e dedicar-se a essas pessoas, que eram pobres espiritual e materialmente. Em 1732, fundou a Congregação Religiosa do Santíssimo Redentor, que ficou sob a tutela de Dom Tommaso Falcoia e da qual se tornou superior. Estes religiosos, dirigidos por Afonso, foram autênticos missionários itinerantes, chegaram até as aldeias mais remotas, exortando à conversão e à perseverança na vida cristã, sobretudo através da oração. Ainda hoje, os Redentoristas, espalhados por muitos países do mundo, com novas formas de apostolado, continuam esta missão de evangelização. Penso neles com o reconhecimento, exortando-os a ser sempre fiéis ao exemplo de seu Santo Fundador.
Apreciado pela sua bondade e seu zelo pastoral, em 1762 Afonso foi nomeado bispo de ‘Sant'Agata dei Goti', ministério que deixou em 1775 por causa das doenças que sofria, por concessão do Papa Pio VI. O próprio Pontífice, em 1787, ao receber a notícia de sua morte, que ocorreu com muito sofrimento, exclamou: "Era um santo!". E ele estava certo: Afonso foi canonizado em 1839 e, em 1871, foi declarado Doutor da Igreja. Este título lhe foi concedido por muitas razões. Primeiro, ele propôs um rico ensinamento de teologia moral, que expressa adequadamente a doutrina católica, a ponto de ser proclamado pelo Papa Pio XII como "padroeiro de todos os confessores e moralistas". Em sua época, difundiu-se uma interpretação muito rígida da vida moral, talvez por causa da mentalidade jansenista, que, ao invés de alimentar a confiança e a esperança na misericórdia de Deus, fomentava o medo e apresentava um rosto de Deus severo e rígido, muito longe do revelado por Jesus. Santo Afonso, especialmente em sua principal obra, intitulada "Teologia Moral", propõe uma síntese equilibrada e convincente entre as exigências da lei de Deus, gravada em nossos corações, revelada plenamente por Cristo e interpretada com autoridade pela Igreja, e os dinamismos da consciência e da liberdade do homem, que, na adesão à verdade e ao bem, permitem a maturação e realização pessoal. Aos pastores de almas e confessores, Afonso recomendava que fossem fiéis à doutrina moral católica, assumindo, ao mesmo tempo, uma atitude caritativa, compreensiva, doce, para que os penitentes se sentissem acompanhados, apoiados e incentivados em sua jornada de fé e de vida cristã. Santo Afonso não se cansava de dizer que os padres são um sinal visível da infinita misericórdia de Deus, que perdoa e ilumina a mente e o coração do pecador, para que se converta e mude de vida. Na nossa época, na qual são claros os sinais de perda da consciência moral e - deve ser admitido - certa falta de apreço pelo Sacramento da Confissão, o ensinamento de Santo Afonso é ainda muito atual.
Junto às obras de teologia, Santo Afonso compôs muitos outros escritos, destinados à formação religiosa do povo. Seu estilo é simples e agradável. Lidas e traduzidas em várias línguas, as obras de Santo Afonso contribuíram para moldar a espiritualidade popular nos últimos dois séculos. Alguns desses textos oferecem grandes benefícios, ainda hoje, tais como "Máximas eternas", "As glórias de Maria", "A prática do amor a Jesus Cristo", obra - esta última - que representa a síntese do seu pensamento e sua obra-prima. Insiste muito na necessidade da oração, que permite abrir-se à graça divina para cumprir cotidianamente a vontade de Deus e obter a própria santificação. Com relação à oração, escreve: "Deus não nega a ninguém a graça da oração, com a qual se obtém a ajuda para vencer toda concupiscência e toda tentação. E digo, replico e replicarei sempre, durante toda a minha vida, que toda a nossa salvação está em rezar". Daí seu famoso axioma: "Quem reza se salva", de "Do Grande Meio da Oração e opúsculos afins" (Obras Ascéticas II, Roma, 1962, p. 171). Vem à minha mente, a propósito disso, a exortação do meu predecessor, o Venerável Servo de Deus João Paulo II: "As nossas comunidades cristãs devem tornar-se autênticas ‘escolas de oração' (...). É preciso, portanto, que a educação na oração de alguma forma se torne um ponto determinante de toda a programação pastoral" (Carta Apostólica ‘Novo Millennio Ineunte', 33 e 34).
Entre as formas de oração fortemente recomendadas por Santo Afonso, destaca-se a visita ao Santíssimo Sacramento ou, como dizemos hoje, a adoração, curta ou longa, pessoal ou comunitária, diante da Eucaristia. "Certamente - escreve Afonso -, entre todas as devoções, esta de adorar Jesus sacramentado é precisamente, depois dos sacramentos, a mais querida por Deus e a mais útil para nós. (...) Oh! Que belo é estar na frente de um altar com fé (...), apresentando nossas necessidades, como faz um amigo a outro, em quem confia totalmente!" ("Visitas ao Santíssimo Sacramento, a Nossa Senhora e a São José para cada dia do mês". Introdução). A espiritualidade de Afonso é, de fato, eminentemente cristológica, centrada em Cristo e em seu Evangelho. A meditação sobre o mistério da Encarnação e da Paixão do Senhor muitas vezes é o tema de sua pregação. Nestes eventos, a Redenção é oferecida a todos os homens "copiosamente". E justamente porque é cristológica, a piedade afonsiana é também eminentemente mariana. Muito devoto a Maria, Afonso ilustra o seu papel na história da salvação: sócia da Redenção e mediadora da graça, mãe, advogada e rainha. Além disso, Santo Afonso diz que a devoção a Maria nos confortará no momento da nossa morte. Ele acreditava que meditar sobre o nosso destino eterno, sobre o nosso chamado a participar para sempre da bem-aventurança de Deus, assim como a possibilidade trágica da condenação, ajuda a viver com serenidade e compromisso, e a enfrentar a realidade da morte mantendo sempre a confiança na bondade de Deus.
Santo Afonso Maria de Ligório é um exemplo de pastor zeloso, que conquistou as almas pregando o Evangelho e administrando os sacramentos, combinados com uma maneira de fazer baseada em uma bondade humilde e suave, que nascia de uma relação intensa com Deus, que é a Bondade infinita. Ele teve uma visão realista e otimista dos recursos do bem que o Senhor dá a cada homem e deu importância aos afetos e aos sentimentos do coração, além a mente, para poder amar a Deus e ao próximo.
Em conclusão, eu gostaria de recordar que o nosso santo, à semelhança de São Francisco de Sales, de que falei há algumas semanas, insiste em que a santidade é acessível a todos os cristãos: "O religioso por religioso, o leigo por leigo, o sacerdote por sacerdote, o casado por casado, o comerciante por comerciante, o soldado por soldado, e assim falando em todos os estados" ("A prática do amor a Jesus Cristo". Obras Ascéticas I, Roma, 1933, p. 79). Agradeçamos ao Senhor que, na sua providência, suscita santos e doutores em diferentes épocas e lugares, que falam a mesma linguagem para nos convidar-nos a crescer na fé e a viver com amor e alegria o nosso ser cristãos nas ações simples de todos os dias, para caminhar na via da santidade, no caminho rumo a Deus e à verdadeira alegria. Obrigado.
[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]
Queridos irmãos e irmãs:

Corria o ano de 1732, quando Santo Afonso Maria de Ligório fundou a Congregação do Santíssimo Redentor. Autênticos missionários itinerantes, os padres redentoristas foram até às aldeias mais distantes, exortando à conversão e à perseverança na vida cristã, sobretudo por meio da oração. Assim aprenderam do seu Fundador, o qual lhes recomendava que fossem fiéis à doutrina moral católica, mas assumindo uma atitude cheia de caridade e compreensão com os pecadores. Os sacerdotes - ensinava ele - são um sinal visível da misericórdia infinita de Deus, que perdoa e ilumina a mente e o coração do pecador, para que se converta e mude de vida. Este ensinamento de Santo Afonso é de grande actualidade neste nosso tempo, em que há claros sinais de perda da consciência moral e - com preocupação, o reconhecemos - de falta de estima pelo sacramento da Reconciliação.
Amados peregrinos de língua portuguesa, queridos fiéis da paróquia de Santa Maria do Barreiro, na diocese de Setúbal: a minha saudação amiga para todos vós, com votos de um frutuoso empenho na caminhada quaresmal que estais fazendo. Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade de Deus, e testemunhar a todos a sua bondade e misericórdia! Sobre vós e vossas famílias, desça a minha bênção apostólica.
[Tradução: Aline Banchieri.© Libreria Editrice Vaticana]

quarta-feira, 30 de março de 2011

Santo do Dia - 30.03.11


São João Clímaco

30 de Março



São João ClímacoNasceu na Palestina em 579, dentro de uma família cristã que passou para ele muitos valores, possibilitando a ele uma ótima formação literária.

Clímaco desde cedo foi discernindo sua vocação à vida religiosa. Diante do testemunho de muitos cristãos que optavam por ir ao Monte Sinai, e ali no mosteiro viviam uma radicalidade, ele deixou os bens materiais e levou os bens espirituais para o Sinai. Ali, com outros irmãos, deixou-se orientar por pessoas com mais experiência, fazendo um caminho pessoal e comunitário de santidade.

Foi atacado diversas vezes por satanás, vivendo um verdadeiro combate espiritual.

São João Clímaco buscou corresponder ao chamado de Deus por meio de duras penitências, pouca alimentação, sacrifícios, intercessões e participação nas Santas Missas.

Perseverou até o fim da vida, partindo para a glória aos 70 anos de idade.

São João Clímaco, rogai por nós!

Homilia Diária - 30.03.11 - "A verdadeira obediência é fruto do amor"


Hoje escutamos do Senhor: «Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas; […], não vim para abolir, mas para cumprir». No Evangelho de hoje, Jesus ensina que o Antigo Testamento é parte da revelação divina: Deus, no início, deu-se a conhecer aos homens por intermédio dos profetas. O povo escolhido reunia-se aos sábados na sinagoga para escutar a Palavra de Deus. Assim como um bom israelita conhecia as Sagradas Escrituras e as punha em prática, aos cristãos também convém a meditação frequente diária, se possível, delas [Sagradas Escrituras].
Em Jesus temos a plenitude da revelação. Ele é o Verbo, a Palavra de Deus, que se fez homem (cf. Jo 1,14), que vem a nós para dar-nos a conhecer quem é Deus e o quanto Ele nos ama. O Todo-poderoso espera do homem uma resposta de amor, manifestada no cumprimento dos Seus ensinos: «Se me amais, observareis os meus mandamentos» (Jo 14,15).
No texto do Evangelho de hoje encontramos uma boa explicação sobre isso na Primeira Carta de São João: «Pois amar a Deus consiste nisto: que observemos os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados» (IJo 5,3). Observar os mandamentos de Deus nos garante que O amamos com obras e verdadeiramente. O amor não é só um sentimento, senão que também pede obras, obras de amor, viver o duplo preceito da caridade.
Jesus nos ensina a malícia do escândalo: «Quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar os outros, será considerado o menor no Reino dos Céus» (Mt 5,19). Quem diz: «’Eu conheço a Deus’, mas não observa os seus mandamentos, é mentiroso e a verdade não está nele» (IJo2,4).
Também ensina a importância do bom exemplo: «Quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus» (Mt 5,19). O bom exemplo é o primeiro elemento do apostolado cristão. O próprio Cristo cumpria a lei, não para anulá-la, nem para destruí-la, mas para viver em obediência. Jesus instruiu Seus seguidores a observar os mandamentos.
Certa vez um jovem, príncipe e rico, aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E respondeu-lhe: ‘Se queres entrar na vida guarda os mandamentos’”. ( Mt 19, 16 e 17).
Jesus advertiu seus seguidores sobre o perigo de menosprezar a obediência a Seus mandamentos. Disse ele: “Nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7, 21). Não basta, para entrar no Reino do Céu, a confissão verbal. É necessário que se cumpra e que se faça a vontade de Deus revelada. E Jesus deixou isso bem claro.
A verdadeira obediência é fruto do amor. Paulo, escrevendo aos Romanos 13:10, assim afirmou: “De sorte que o cumprimento da lei é o amor”. Jesus relacionou de forma muito clara a ligação do amor e da obediência. Em Suas orientações finais aos discípulos, pouco antes de Sua morte, Ele disse: “Se me amais guardareis os meus mandamentos”(Jo 14:15). E “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço” (Jo 15:10). Com essas declarações, Jesus não deixa dúvida alguma com respeito a esse assunto. A obediência genuína tem como fonte geradora o amor. O amor verdadeiro se manifesta por meio de atos de amor pela obediência.
São João, o apóstolo do amor, em I João 5:2 e 3 escreveu: “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são pesados”.
Jesus foi vitorioso em Sua luta contra o pecado, porque estava ligado ao Pai, de quem buscava poder para vencer como humano. Da mesma forma, a vitória de Cristo nos é oferecida! Para que ela seja a nossa vitória, necessitamos estar tão ligados a Jesus, como o ramo está ligado ao tronco.
Ligados dessa maneira a Cristo, produziremos, pelo Seu poder, o fruto da obediência. Somente se permanecermos em Cristo nos será possível prestar obediência de coração, fruto do amor.
Voltando ao Sermão da Montanha, no capítulo 5 de São Mateus, encontramos Jesus apresentando uma dimensão profundamente espiritual dos mandamentos, da lei de Deus. O povo de Israel estivera tão apegado à forma e à letra da lei, que perdera completamente o discernimento espiritual que sustentava e sustenta cada ordenança.
Uma religião legal é insuficiente para pôr a alma em harmonia com Deus. Puramente o fundamento destituído de contrição, ternura ou amor, é apenas uma pedra de tropeço. Os que agiram assim nos dias de Jesus eram como o sal que se tornara insípido. Sua influência não tinha poder algum para preservar o mundo da corrupção.
O povo de Israel perdera completamente a percepção da natureza espritual da lei. Sua obediência não passava de uma mera observância de formas e cerimônias em vez de ser uma entrega do coração à soberania do amor.
As palavras de Cristo, proferidas no sermão da Montanha, conquanto fossem serenas, eram ditas com sinceridade e poder tais que moviam o coração do povo. De pronto se admiravam e percebiam que “ensinava como tendo autoridade”.
O Salvador, com Seu divino amor e ternura, exaltava a majestade e beleza da verdade. Com branda, mas profunda influência, os homens eram atraídos para ouvir e aceitar Seus ensinos.
De igual maneira hoje, se olharmos para a lei como um fim em si mesma, nos tornaremos formais, praticantes de uma religião cerimonial destituída de alegria. Mas quando olhamos para a lei e vemos nela algo que aponta nossa necessidade de Jesus, e encontramos n’Ele o Salvador que nos perdoa e nos capacita a viver de acordo com Sua vontade nos tornamos cristãos felizes na mais completa acepção da palavra.
É essa dimensão espiritual que Cristo resgatou em Seus ensinamentos e da qual nós necessitamos para revitalizar nossa vida religiosa.
Pai, livra-me do perigo de reduzir minha obediência aos Teus mandamentos à execução mecânica de gestos exteriores. Revela-me, cada vez mais profundamente, a Tua vontade, como o fez a Jesus. Que Ele seja hoje e sempre o meu exemplo de obediência à Tua Palavra viva na Lei e nos profetas de hoje! Amém!
Padre Bantu Mendonça
Fonte: Blog do Padre Bantu

Justa Homenagem - Desanse em paz!



O DIU também é abortivo

Além de matar o embrião, o DIU produz efeitos "secundários" e esterilidade provocados por seu uso, chegando  em alguns casos, inclusive à morte da usuária em alguns casos, inclusive até a morte da usurária
É inadmissível  a afirmação de que o  DIU não é abortivo, quando as próprias revistas especializadas e até a Organização Mundial da Saúde em seus informes ao respeito, assim o reconhecem explicitamente. Tanto é assim, que enquanto o aborto foi ilegal nos Estados Unidos também estava proibida sua comercialização e implantação .
O Laboratório que fabrica e distribui o Para Gard, DIU de última geração, modelo T 380 A nos Estados Unidos, distribui de forma obrigatória, um formulário com uma extensão de 11 páginas, de caráter de declaração jurada, a que deve ser rubricada pela interessada em sua colocação, em 12 oportunidades. Na mesma, há informações sobre todas as contra-indicações e efeitos colaterais que o DIU pode causar.
Lembramos que o nome T de cobre lhe é dado por causa da membrana galvanizada de cobre que recobre o corpo plástico em forma de "T" que tem o dispositivo.
Por suas características anatômicas, advertem que o DIU não é um dispositivo de barreira, quer dizer, não impede a livre circulação dos espermatozóides até encontrar-se com o óvulo. Sua função, na realidade, é, como agente exógeno ao organismo feminino, produzir irritação e inflamação nas paredes internas do útero (endométrio), o que lhe torna propenso a contrair uma série de infecções muito delicadas e que impossibilitam que o óvulo fecundado pelo espermatozóide (ovo) possa nidar-se ou implantar-se nessa parede. Isto leva ao desprendimento   e que provoque um  sangramento intermenstrual no qual é  expulso. Ou seja, ocorre um aborto.
A declaração jurada antes mencionada, elaborada pelo próprio Laboratório, explica o efeito da seguinte forma: "Como age o Para Gard: Ainda não se sabe exatamente como o Para Gard impede a gravidez. Foram  sugeridas várias teorias, entre elas, a interferência com o transporte, a fecundação e a implantação de espermatozóides. Os estudos clínicos com o DIU portadores de cobre indicam que a fecundação se altera, quer seja porque varia o número de espermatozóides ou pela falta de viabilidade destes. Os DIU não inibem a ovulação (produção e liberação de um óvulo dos ovários). O Para Gard nem sempre evita a produção de gravidez ectópica (a gravidez fora do útero, chamado às vezes gravidez tubária). A gravidez ectópica pode requerer cirurgia e deixar a mulher incapacitada de ter filhos, em  alguns casos pode causa a morte".
"Ainda não se compreende...", "Foram sugeridas várias teorias...". Em bom português, vemos que o próprio fabricante reconhece não saber como é o anticoncepcional. Na realidade, porque não o é. E fala de evitar a "implantação de espermatozóides". Como se o espermatozóide pudesse se implantar por si só no útero!
Mais adiante, a mesma declaração jurada sentença: "Fatores especiais de risco: ...Os dados indicam que há mais possibilidades em   relação  a outras mulheres, de que as usuárias do Para Gard contraiam  alguma infecção grave denominada doença inflamatória pélvica (DIP), especialmente se mantiverem  relações sexuais com mais de um parceiro. A DIP é o termo médico para designar a infecção da área pélvica superior. Nesta área  encontra-se o útero (matriz), as trompas de Falópio, o ovários e os tecidos circundantes (A vaginites, ou infecção local da vagina, não é DIP, mas pode levar a ela). Os estudos realizados indicam que o maior número de casos de DIP ocorrem pouco depois   da inserção do DIU e até   quatro meses depois. A DIP pode causar obstrução permanente das trompas, esterilidade, gravidez ectópica ou, em raras ocasiões, a morte. Se você tem agora ou já teve alguma DIP, não deve usar o Para Gard. A DIP é uma infecção causada pela gonorréia, clamídias ou outros organismos microscópicos. A DIP normalmente é um doença sexualmente transmissível (DST ou EV)..."
Vemos então, que o DIU não só não é anticoncepcional, como é abortivo, favorece as doenças de inflamação pélvica, a obstrução das trompas de Falópio, a esterilidade definitiva, os sangramentos constantes (e por conseqüências, anemias, debilitamento, etc.) e, em alguns casos, até a morte da usuária.
Muitas coisas se esclarecem quando sabemos que o dono da patente do Para Gard é o próprio Conselho de População, organismo vinculado à Fundação Rockefeller e consultor da ONU, junto ao Gyno Pharma, uma pequena corporação farmacêutica estabelecida como frente a pedido do próprio Conselho de População.
O laboratório Schering Argentina S.A.I.C. comercializa em nosso meio o DIU de terceira geração "NOVAT", para cuja propaganda acrescenta um rótulo que diz: "Método aprovado pelo Population Council" (Conselho de População).
Para tal fim, publicou uma série de cadernos onde presta informação sobre contraceptivos.
No caderno No 1, intitulado "Contracepção" (escrito por Gerd K. Doring; sem data de publicação), ao referir-se sobre a ação do DIU, diz: "Os anéis intrauterinos e as espirais impedem a implantação do ovo fecundado no endométrio" (pág. 13).
E no caderno No. 4, intitulado "Ginecologia e obstetrícia" (escrito por Adolf Eduard Schindler e Eva-María Schindler; Bs. As. Argentina, 1.989),  dedica-se à contracepção pós-coital (págs. 17 a 19), eufemismo para referir-se a métodos e práticas abortivas. Nessas páginas, mencionam o DIU, e entre outras coisas afirma: " Pode-se obter uma  contracepção pós-coital relativamente segura até 4 a 6 dias após o coito sem proteção, mediante a colocação de um DIU..." Desde então, depois de 6 dias, se as condições orgânicas da mulher eram favoráveis, a fecundação já se produziu, já há uma nova vida, já há uma pessoa. Mas ainda não ocorre a nidação do ovo no endométrio, sendo a colocação do Diu viável para impedi-la definitivamente. Estamos simplesmente diante de uma prática abortiva.
Se persistirem as dúvidas, o caderno continua, e ao mencionar as indicações para a colocação do DIU, entre outras, enumera:
". Planejamento familiar cumprido, mas não se deseja a  esterilização;
. Diretamente na interrupção da gravidez;
. Como anticoncepcional pós-coital" (pág. 21-22).
E ao mencionar as complicações possíveis com o uso do DIU, afirma:
"... Inflamação do pescoço e dos genitais internos...
. Perfuração;
. Aumento do índice de gravidez extrauterina;
. Gestações intrauterinas" (pág. 22).
Nos permitimos remeter a um artigo de atualização científica publicado na "Revista da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nacional de Cuyo, República Argentina. 1.989 VOL. XI Nro. 1"
Neste artigo, intitulado "Dispositivo intrauterino e gravide", encontramos afirmações e sentenças como as seguintes:
. "Se uma portadora de DIU fica grávida, esta situação pode ser complicada, além da posição que possa adotar o casal     sobre o futuro da gestação. É muito provável que a gravidez termine em um aborto espontâneo no primeiro ou segundo  trimestre... ...Se o DIU não for retirado, aproximadamente 50 % das gestações  ortotópicas abortam espontaneamente... Ou seja que esta situação representa de 3 a 5 vezes mais que a taxa de abortos espontâneos em usuárias de outros métodos. Alguns estudos evidenciam que mais da   metade de tais abortos ocorrem no 2otrimestre. Em 1.984 nos Estados Unidos foi   publicado um  trabalho sobre 539 mulheres com DIU, que tinham 26 vezes mais probabilidades de ter um aborto espontâneo séptico no 2o  trimestre em   relação a mulheres grávidas sem  DIU. Evidentemente que as complicações infecciosas no 2o  trimestre são mais graves que as de aborto espontâneo precoce" (pág. 35).
E continua: "Outro dos problemas que podem ocorrer é o das anomalias congênitas que costumam se apresentar em gestações das portadoras de DIU... Mishell estudou os tecidos expulsos de    mulheres que abortaram espontaneamente e eram portadoras de DIU. Em sua estatística, 21 de 110 apresentaram anomalias embrionárias" (pág. 36).
Depois acrescenta: "Se recordamos a ação do DIU,  pode-se dizer que este diminui   a nidação uterina em 99,5 %  e na trompa em 95 %. Portanto, se ocorre uma gravidez com DIU, há maior possibilidade que seja ectópica" (pág. 36).
E remata afirmando: "Há  poucos anos chamou a atenção o aumento de E.I.P (doenças de inflamação pélvica) devido às doenças sexualmente transmissíveis e foi sugerido que se produz com maior freqüência em  quase 50 % das portadoras de DIU. O teste         epidemiológico desta hipótese vem dos estudos que mostram um aumento das taxas com uma maior duração de uso do  DIU" (pág. 37).
Termina o artigo: "Por último, duas palavras sobe a recuperação da fertilidade daquelas que abandonam o uso do DIU. A recuperação não depende do tipo de DIU nem do tempo de uso, mas da gravidade do  dano que estes causam" (pág. 37).
Assina o artigo o  próprio  Dr Héctor Osvaldo Lotfi, então, Professor titular de Clínica Ginecológica da Faculdade de Cs. Médicas da U.N.C.- Mendoza - Argentina..
José Murri.
Fonte: Revista Arbil

Rebeldia x obediência - Monsenhor Jonas

Padre Fabio de Melo: "Tocando em frente"

Nenhum esforço é inútil na promoção da família fundada no autêntico matrimônio, diz o Papa

VATICANO, 29 Mar. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- Em uma mensagem a um grupo de bispos da América Latina e o Caribe que se reúne nestes dias em Bogotá (Colômbia), o Papa Bento XVI ressalta que "nenhum esforço, portanto, será inútil para fomentar tudo aquilo que contribua para que cada família, fundada na união indissolúvel entre um homem e uma mulher, leve adiante sua missão de ser célula viva da sociedade".

Em sua mensagem aos bispos responsáveis pelas comissões episcopais de vida e família da América Latina e o Caribe que se reúne na Colômbia entre os dias 28 de março ao 1 de abril, o Santo Padre assinala que "a família é o valor mais querido pelos povos dessas nobres terras".

"Por este motivo, a pastoral familiar tem um posto destacado na ação evangelizadora de cada uma das distintas Igrejas particulares, promovendo a cultura da vida e trabalhando para que os direitos das famílias sejam reconhecidos e respeitados".

No texto dirigido ao Cardeal Ennio Antonelli, Presidente do Pontifício Conselho para a Família, que preside a reunião, o Papa afirma que ante os diversos desafios que enfrenta a instituição familiar como a migração e a pobreza, "não podemos ficar indiferentes ante estas provocações. No Evangelho encontramos luz para responder a eles sem nos desanimar".

"Cristo com sua graça nos impulsiona a trabalhar com diligência e entusiasmo para acompanhar a cada um dos membros das famílias no descobrimento do projeto de amor que Deus tem sobre a pessoa humana".

"Nenhum esforço, portanto, será inútil para fomentar quanto contribua a que cada família, fundada na união indissolúvel entre um homem e uma mulher, leve adiante sua missão de ser célula viva da sociedade, foco de virtudes, escola de convivência construtiva e pacífica, instrumento de concórdia e âmbito privilegiado no qual, de forma gozosa e responsável, a vida humana seja acolhida e protegida, desde seu início até seu fim natural".

Depois de recordar o direito e o dever dos pais de "educar as novas gerações na fé e nos valores que dignificam a existência humana", Bento XVI alenta a prosseguir com a Missão Continental e sublinha que "a Igreja conta com os lares cristãos, chamando-os a serem um verdadeiro sujeito de evangelização e de apostolado e convidando-os a tomar consciência de sua valiosa missão no mundo".

"Animo, pois, a todos os participantes nesta significativa reunião a desenvolver em suas reflexões as grandes linhas pastorais marcadas pelos episcopados congregados em Aparecida, favorecendo assim que a família possa viver um profundo encontro com Cristo através da escuta de sua Palavra, a oração, a vida sacramental e o exercício da caridade".

Deste modo, prossegue, "se ajudará a pôr em prática uma sólida espiritualidade que propicie em todos seus membros uma decidida aspiração à santidade, sem medo a mostrar a beleza dos altos ideais e as exigências éticas e morais da vida em Cristo".

"Para promover isto, é necessário incrementar a formação de todos aqueles que, de uma ou outra forma, dedicam-se à evangelização das famílias. Do mesmo modo, é importante riscar caminhos de colaboração com todos os homens e mulheres de boa vontade para seguir tutelando intensamente a vida humana, o matrimônio e a família em toda a região".

Finalmente o Papa expressa seu afeto a todas as famílias da América Latina e do Caribe e as confia "ao poderoso amparo da Santíssima Virgem Maria os frutos desta louvável iniciativa, ofereço-lhes de coração a implorada Bênção Apostólica, que estendo com gosto a quantos estão comprometidos na evangelização e promoção do bem das famílias".

O aborto nunca pode ser aprovado porque destrói a vida humana, dizem Bispos uruguaios


MONTEVIDÉU, 29 Mar. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- Ao concluir sua assembléia plenária que se realizou entre os dias 21 a 25 de março, a Conferência Episcopal Uruguaia (CEU) deu a conhecer hoje um comunicado no qual assinalam que o aborto consiste em destruir uma vida humana inocente, algo que "nunca pode acontecer".

Assim indicaram os prelados em resposta a uma iniciativa da deputada Mónica Xavier, para despenalizar o aborto a pedido até a semana 12 da gestação.

O novo projeto de lei para despenalizar o aborto, vetado no ano 2008 pelo então presidente Tabaré Vásquez, conta com o apoio do atual presidente José Mujica, que disse publicamente que não vetaria a norma se for aprovada pelos senadores.
A respeito, no passado 8 de março, o líder pró-vida Álvaro Fernández, assinalou à agência do grupo ACI em espanhol, a ACI Prensa,  que esta norma tenta acabar com os portadores de síndrome de Down ou má formações genéticas.

Sobre este projeto, os bispos uruguaios dizem em seu comunicado de hoje que "ao preparar-nos à celebração da Páscoa, festa da Vida, golpeia nosso coração de pastores a proposta de uma cultura da morte, da qual é sinal a insistência de alguns a favor do aborto".

"A destruição de uma vida inocente nunca pode acontecer. Em uma sociedade que defende os direitos humanos, proclamamos a defesa do direito fundamental à vida dos seres humanos mais indefesos".

Os bispos ressaltam logo que "a morte do mais débil, do inocente, do que tem capacidades diferentes, não é só tirar uma vida, é também cortar uma geração".

"Neste sentido, resulta-nos paradoxal que, enquanto quer alentar o número de nascimentos, ante o inverno demográfico de nossa nação, e se fala de recorrer a cidadãos de outros países para povoar nosso chão uruguaio, promovam-se leis para dizimar nossa população".

Por isso fazem "um novo chamado à consciência de nosso povo e de nossos governantes diante deste tema de primitiva importância".

"Pensamos -concluem- que é necessário um esforço de imaginação e de humanidade para encontrar soluções que, ante as gravidezes não desejadas, contemplem as vidas das mães e de seus filhos em gestação".

Mensagem do Dia

"Aceita o que te manda o Sagrado Coração de Jesus Cristo para unir-te a Ele."
Santa Margarita Maria

terça-feira, 29 de março de 2011

Santo Padre exorta a estimar “valor pedagógico” da confissão Recebe os participantes do Curso sobre Foro Íntimo

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 28 de março de 2011 (ZENIT.org) - "O valor pedagógico da Confissão sacramental" é o principal elemento que o Papa Bento XVI quis destacar na audiência que concedeu, na última sexta-feira, aos participantes do Curso sobre Foro Íntimo, promovido pela Penitenciaria Apostólica e realizado de 21 a 25 de março.
Para o Pontífice, este é "um aspecto que talvez não tenha sido considerado suficientemente, mas que é de grande relevância espiritual e pastoral", porque a confissão pode ser "um 'lugar' real de santificação".
"Como o sacramento da Penitência educa? - perguntou ele. Em que sentido sua celebração tem um valor pedagógico, sobretudo para os ministros?"
Para responder a estas perguntas, sugeriu "partir do reconhecimento de que a missão sacerdotal é um ponto de observação único e privilegiado, no qual, cada dia, acontece a contemplação do esplendor da Divina Misericórdia".
"No fundo - reconheceu -, confessar significa atender tantas ‘professiones fidei' quanto o número de penitentes, e contemplar a ação de Deus misericordioso na história, tocando com a mão os efeitos salvíficos da Cruz e da Ressurreição de Cristo, em todos os tempos e para cada homem."
"Escola" para o sacerdote
"Conhecer e, de certa forma, visitar o abismo do coração humano, mesmo nos aspectos escuros - observou o Papa -, se, por um lado, põe à prova a humanidade e a fé do próprio sacerdote, por outro, alimenta nele a certeza de que a última palavra sobre o mal do homem e da história é de Deus e da sua misericórdia, capaz de fazer novas todas as coisas."
Das confissões, de fato, o sacerdote pode aprender muito, principalmente "de penitentes exemplares em sua vida espiritual, da seriedade com que realizam seu exame de consciência, da transparência no reconhecimento do próprio pecado e da docilidade diante do ensinamento da Igreja e das indicações do confessor".
"Da administração do sacramento da Penitência podemos receber profundas lições de humildade e de fé!", exclamou, definindo-a como "um apelo muito forte, a todo sacerdote, à consciência da própria identidade".
"Nunca, só pela força da nossa humanidade, poderemos ouvir as confissões dos irmãos!", continuou o Pontífice.
"Se eles se aproximam de nós é só porque somos sacerdotes, configurados segundo Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, e capazes de agir em seu Nome e sua Pessoa, para tornar realmente presente esse Deus que perdoa, renova e transforma."
Penitentes
Quanto ao valor pedagógico para os penitentes, o Santo Padre advertiu que é preciso admitir que "isso depende, em primeiro lugar, a ação da Graça e dos efeitos objetivos do sacramento na alma do fiel".
"A Reconciliação sacramental é um dos momentos em que a liberdade pessoal e a consciência de si mesmo são chamadas a expressar-se de forma clara, particularmente evidente. E talvez também por isso, numa época de relativismo e, consequentemente, de uma consciência atenuada do próprio ser, enfraquece-se também a prática sacramental."
Neste contexto, um importante valor pedagógico tem o exame de consciência, que "educa a ver com sinceridade a própria existência, a confrontá-la com a verdade do Evangelho e a avaliá-la com parâmetros não só humanos, mas a partir da Revelação divina".
"O confronto com os mandamentos, as bem-aventuranças e, acima de tudo, com o preceito do amor, é a primeira grande 'escola penitencial'."
A confissão integral dos pecados também "educa o penitente na humildade, no reconhecimento da própria fragilidade e, ao mesmo tempo, na consciência da necessidade do perdão de Deus e da confiança em que a graça de Deus pode transformar a vida".
Em uma época caracterizada "pelo barulho, pela distração, pela solidão, o colóquio do penitente com o confessor pode ser uma das poucas - quando não a única - oportunidade de ser ouvido de verdade e em profundidade".
Por esta razão, pediu aos sacerdotes que deem "o espaço adequado ao exercício do ministério da Penitência no confessionário: ser acolhidos e escutados também é um sinal humano do acolhimento e da bondade de Deus para com seus filhos".

Missa em ação de graças pelo Santuário do Pai das Misericórdias - Canção Nova

Missa em ação de graças pelo Santuário do Pai das                   Misericórdias

A manhã desta terça-feira, 29, começou com agradecimento na Canção Nova. O bispo de Lorena (SP), Dom Benedito Beni, presidiu uma Santa Missa em ação de graças pela construção do Santuário do Pai das Misericórdias e pelos sócios que colaboram para que a obra se torne realidade.
A Celebração Eucarística, que aconteceu às 7h, foi realizada no próprio local e contou com a presença do fundador da comunidade católica, monsenhor Jonas Abib, e dos cofundadores Wellington Silva Jardim e Luzia Santiago.
A celebração foi presidida pelo Bispo de Lorena (SP), Dom Benedito Beni, e contou com a presença do fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib
Foto: Wesley Almeida/CN

A Santa Missa comemora a finalização da estrutura do concreto armado da obra e também o início de mais uma etapa, a cobertura do santuário. Na homilia, o prelado ressaltou a figura do Pai das Misericórdias, Deus que ama e que perdoa nossos pecados. “A misericórdia de Deus é infinita, sem limites, e isso enche o nosso coração de esperança e confiança. O Pai dá como resposta ao nosso pecado o Seu perdão generoso”, explicou.
Dom Beni também salientou que os cristãos precisam fazer a sua parte, pois, segundo ele, “o perdão que nós damos ao próximo nos prepara para pedir perdão ao Senhor”. “Perdoar não significa ficar indiferente diante da ofensa. É curar uma ferida. E nós só conseguimos perdoar verdadeiramente quando unimos nosso perdão ao perdão de Cristo na cruz”, concluiu.
No final da celebração, monsenhor Jonas agradeceu à presença do bispo e fez questão de ressaltar uma frase conhecida na Canção Nova: "Nada é coincidência, tudo é providência". "Quando o senhor marcou essa data para a celebração era porque ela estava disponível na sua agenda. Mas ontem, graças a Deus, chegou o material que estávamos esperando para começar a outra etapa da obra”, comemorou.
Sobre a chuva fina, que ameaçava cair no local já no final da Missa, o sacerdote falou: “Estamos sentindo gotas de chuva, isso mostra que Jesus está satisfeito com o que estamos fazendo aqui, são chuvas de graças”.
Histórico do santuário 

A obra, que teve início em 9 de julho de 2008, está sendo construída numa área de cerca de 7.500m². A arquitetura da igreja tem o formato de uma mão, fazendo alusão ao cuidado e ao auxílio de Deus em nossa vida. O local escolhido marca o ponto mais alto dentro da sede da Canção Nova e poderá ser avistado da rodovia Presidente Dutra, que liga as duas principais capitais do país.
Com a conclusão da obra, o Santuário do Pai das Misericórdias terá capacidade para acolher 10 mil pessoas e já é considerado um dos maiores espaços para o culto cristão do Vale do Paraíba.

Assista a homília: