sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Meditação: 4º dia da Semana pela Unidade dos Cristãos Partilha, uma expressão de nossa unidade

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 20 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos o comentário aos textos bíblicos e de oração escolhidos para o 4º dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, 21 de janeiro.
Este texto faz parte dos materiais distribuídos pela Comissão Fé e Constituição, do Conselho Ecumênico das Igrejas e pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. A base do texto foi redigida por uma equipe de representantes ecumênicos de Jerusalém.
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Isaías 58, 6-10: Não é partilhar o teu pão com o faminto?
Salmo 37, 1-11: Confia no Senhor e faze o bem
Atos 4, 32-37: Punham tudo em comum
Mateus 6, 25-34: Procurai primeiro o Reino de Deus
Comentário
O sinal de continuidade em relação à Igreja apostólica de Jerusalém é a fidelidade "ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações". A Igreja de Jerusalém de hoje, porém, nos relembra a conseqüência prática de tal fidelidade - a partilha. Os Atos dos Apóstolos dizem simplesmente: " Todos os que abraçavam a fé estavam unidos e tudo partilhavam. Vendiam as suas propriedades e os seus bens para repartir o dinheiro apurado entre todos, segundo as necessidades de cada um" (Atos 2, 44-45). A leitura que fazemos hoje do Livro de Atos conecta essa partilha radical com o poderoso testemunho apostólico da ressurreição do Senhor Jesus e da grande graça que veio sobre eles. Os perseguidores romanos que vieram depois observaram com certa pertinência: "vejam como eles se amam".
Tal partilha de recursos caracteriza a vida do povo cristão em Jerusalém hoje. É um sinal de sua continuidade em relação aos primeiros cristãos; é um sinal e um desafio para todas as Igrejas. Isso liga a proclamação do Evangelho, a celebração da Eucaristia e a comunhão fraterna da comunidade cristã com uma radical igualdade e justiça para todos. Na medida em que tal partilha é um testemunho da ressurreição do Senhor Jesus e um sinal de continuidade com a Igreja de Jerusalém, é igualmente um sinal da unidade que temos uns com os outros.
Há muitas maneiras de partilhar. Há a partilha radical da Igreja apostólica, onde ninguém passava necessidade. Há a partilha mútua de cargas, lutas, dores e sofrimentos. Há a partilha nas alegrias e conquistas, nas bênçãos e curas do outro. Há também a partilha de dons e compreensões entre uma tradição eclesial e outra, mesmo no meio de nossa separação, uma partilha ecumênica de dons. Tal generosa partilha é uma conseqüência prática de nossa fidelidade ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna; é uma conseqüência de nossa oração pela unidade cristã.
Oração
Deus de justiça, teus dons são gratuitos. Nós te agradecemos porque nos tens dado o que precisamos para que todos possamos estar alimentados, vestidos, abrigados. Guarda-nos do pecado egoísta da acumulação de bens e inspira-nos para que sejamos instrumentos de amor, partilhando tudo que nos deste, em um testemunho da tua generosidade e justiça. Como seguidores de Cristo, leva-nos a agir juntos onde houver necessitados: onde famílias são privadas de suas casas, quando os mais vulneráveis sofrem nas mãos dos poderosos, onde a pobreza e o desemprego destroem vidas. Oramos em nome de Jesus, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Mensagem do Dia

"Ama até que te doa, se doer é o melhor sinal."
Beata Teresa de Calcutá

Mensagem do Dia

"Jesus vê, conhece e pesa todas as tuas ações." (Padre Pio de Pietrelcina)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Meditação: 3º dia da Semana pela Unidade dos Cristãos A fidelidade aos ensinamentos dos apóstolos nos une

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos o comentário aos textos bíblicos e de oração escolhidos para o 3º dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, 20 de janeiro.
Este texto faz parte dos materiais distribuídos pela Comissão Fé e Constituição, do Conselho Ecumênico das Igrejas e pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. A base do texto foi redigida por uma equipe de representantes ecumênicos de Jerusalém.
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Isaías 51, 4-8: Dai-me atenção, meu povo
Salmo 119, 105-112: Tua Palavra é lâmpada para os meus passos
Romanos 1, 15-17: Desejo vos anunciar o Evangelho
João 17, 6-19: Eu manifestei o teu nome
Comentário
A Igreja de Jerusalém nos Atos dos Apóstolos estava unida por sua fidelidade aos ensinamentos dos apóstolos, apesar da grande diversidade de língua e cultura entre seus membros. O ensinamento dos apóstolos era seu testemunho da vida, do ensino, do ministério, da morte e ressurreição do Senhor Jesus. Seu ensinamento é o que São Paulo chama simplesmente de "o evangelho". O ensinamento dos apóstolos é o que São Pedro exemplifica em sua pregação em Jerusalém no dia de Pentecostes. Usando palavras do profeta Joel, ele conecta a Igreja com a história bíblica do povo de Deus, levando-nos para dentro da narrativa que começa com a própria criação.
Apesar das divisões, a Palavra de Deus nos congrega e nos une. O ensinamento dos apóstolos, a boa nova em sua plenitude, estava no centro da unidade na diversidade da primeira Igreja de Jerusalém. Os cristãos em Jerusalém nos relembram hoje que não foi simplesmente o "ensinamento dos apóstolos" que uniu a primitiva Igreja, mas a fidelidade àquele ensinamento. Tal fidelidade transparece quando São Paulo identifica o evangelho como "o poder de Deus para a salvação".
O profeta Isaías nos recorda que o ensinamento de Deus é inseparável da sua justiça, que é "luz dos povos", ou, como diz o salmista, "tua palavra é lâmpada para os meus passos, luz para o meu caminho... Tuas exigências são para sempre minha herança; são a alegria do meu coração".
Oração
Deus da luz, nós te damos graças pela revelação da tua verdade em Jesus Cristo, tua palavra viva, que recebemos através do ensinamento dos apóstolos, ouvidos primeiramente em Jerusalém. Que o teu Espírito Santo continue a nos santificar na verdade do teu Filho, para que unidos nele possamos crescer na devoção à palavra, e juntos servir teu Reino em humildade e amor. Em nome de Cristo oramos. Amém.

Catequese de Bento XVI - Unidade dos Cristãos

João Paulo II quase não dormia em suas viagens, revela ex-autoridade vaticana

ROMA, 19 Jan. 11 (ACI) .- Depois do anúncio da próxima beatificação do Papa João Paulo II, o Cardeal Jozef Tomko, Prefeito Emérito da Congregação para a Evangelização dos Povos, revelou que em suas viagens Karol Wojtyla tinha tanto que fazer que sua generosidade o levava a dormir muito pouco.

Em uma entrevista publicada pelo jornal vaticano L'Osservatore Romano ontem, 18, o Cardeal recorda de maneira particular uma longa viagem de 16 dias que levou o Papa peregrino por Bangladesh, Singapura, Fiji, Nova Zelândia a Austrália e Seychelles.

"Depois de várias noites, quando o encontrei em Canberra (Austrália) uma manhã e perguntei-lhe se havia que tinha dormido, ele me respondeu com um sorriso: 'sim, a primeira noite'".

O Cardeal Tomko recorda ademais outro companheiro das viagens do Santo Padre, o falecido Cardeal Agostino Casaroli, quem também foi Secretário de estado Vaticano.

Este Cardeal "que era um homem engenhoso, brincava sobre a 'divisão do trabalho' entre o Papa e nós que formávamos seu séquito: 'O Papa trabalha e nós nos cansamos!"

Para João Paulo II, prossegue o Cardeal Tomko, estas viagens eram "'peregrinações ao santuário do povo de Deus'. Ele nunca duvidou em visitar cada continente mais vezes, mas é certo que as viagens aos países de missão, espalhados em diversas latitudes, eram as mais difíceis".

O Prefeito Emérito da Congregação para a Evangelização dos Povos relata também sua experiência ante a morte de João Paulo II em 2 de abril de 2005. Aquela noite "logo que soube a notícia cheguei a visitar o corpo deste gigante da história, ainda em seu leito de dor, com a majestosa paz da morte em seu rosto".

"Ajoelhei-me, rezei brevemente, tomei sua mão, aquela mão que senti sobre minha cabeça e a beijei devotamente. Era a mão de meu pai no Espírito. Certos laços invisíveis não se rompem jamais", aludindo à ordenação episcopal que recebeu dele em setembro de 1979.

Agora com a notícia da próxima beatificação, o Cardeal afirma que "tenho a alegria de ver realizado o desejo daquela multidão oceânica que em seus funerais clamava 'Santo subito!' (Santo já!). O vento que admiravelmente virava as páginas do Evangelho sobre o caixão de João Paulo II sopra ainda. Sua obra permanece e dá frutos. Pedro segue vivendo em seus sucessores como Cristo vive em sua Igreja".

2º Domingo do Tempo Comum

Mensagem do Dia

"O verdadeiro amor não se reconhece pelo que exige, mas pelo que oferece."
Jacinto Benavente

Homilia Diária - 20/01/2011 - "Toca-me, Senhor, e viverei?"



As pessoas iam a Cristo não apenas para ouvir os Seus ensinos, ser curadas e libertas. Elas se lançavam aos pés de Jesus, tocavam n’Ele e se derramavam diante d’Ele. Hoje, eu convido você a ir a Jesus. Só Ele pode curar, libertar, perdoar e salvar você. Em Mateus 12,15-21, o Senhor Jesus afirma que Ele é aquele que não esmaga a cana quebrada nem apaga a torcida que fumega. Cristo alivia as pessoas do fardo que as oprime. Ele não esmaga aquele que já está caído. Foi assim que Ele fez com a mulher pega, em flagrante, cometendo adultério. Ele não a apedrejou, antes, perdoou essa mulher restaurando-lhe a dignidade da vida. Cada pessoa tocada, curada e salva por Jesus era mais uma testemunha d’Ele. Imagine duzentas pessoas que foram curadas estavam no meio daquela multidão. Eram mais duzentas testemunhas a falar sobre o poder do Senhor. O círculo daqueles que eram salvos aumentava, o número daqueles que testemunhavam crescia. Cada nova pessoa curada e salva era uma voz a mais a chamar as outras a irem a Jesus.
Hoje, depois de dois mil anos, milhões e milhões de vidas já foram tocadas, curadas e transformadas por Jesus Cristo. Você não pode se desculpar. Cada nova vida salva por Cristo é um forte argumento de que Ele é suficiente para ser o seu Salvador. Amigo, há uma nuvem de testemunhas ao seu redor proclamando para você que Jesus é o único Salvador, a única esperança para a sua alma. Vá até Ele agora mesmo!
Jesus não apenas cura os enfermos, mas prioriza o ensino. Esse anseio descontrolado do povo por cura (cf. 3,8,10), principal ou exclusivamente por cura, Jesus corrige com Sua atitude (cf. 1,37s, Jo 6,26). Ele não quer ser apenas um curandeiro, por isso cria espaço para o ensino da verdade (cf. 4,1). Esse barco usado por Cristo tinha duas finalidades: proteção e maior alcance. Jesus tem para você palavras de vida eterna que satisfazem a sua mente, aquietam o seu coração e lhe dão segurança eterna, porque:
a) O próprio nome de Jesus convida você. Seu nome é Jesus Cristo, que significa “Salvador”. Você é pecador e Ele é o Salvador. Você tem sede e Ele é a água da vida. Você tem fome e Ele é o pão da vida. Você está perdido e Ele é o caminho. Você está morto e Ele é a ressurreição e a vida.
b) O poder de Jesus encoraja você a ir a Ele. Jesus tem todo o poder no céu e na terra. Os astros Lhe obedecem, o vento escuta a Sua voz, as ondas do mar se acalmam diante da Sua palavra. A doença atende a Sua ordem, os demônios se rendem à Sua autoridade, os inimigos prostram-se diante dos Seus pés. Ele tem poder para libertar e salvar você. Portanto, vá a Ele agora mesmo.
c) O amor de Jesus encoraja você a ir a Ele. Cristo o ama e importa-se com você. Ele foi à cruz por você. Suas mãos foram rasgadas, Seus pés foram pregados na cruz e Ele foi transpassado no madeiro por amor a você. Ele o ama com amor eterno. Por isso, vá a Ele.
d) O banquete da salvação já está preparado para receber você. Deus já fez tudo. A mesa já está preparada. Os céus estão prontos para festejar sua volta para Deus. Os anjos se alegram com a sua salvação. A noiva de Cristo, a Igreja, convida você: Venha! O Espírito do Deus eterno diz a você: “Se você tem sede, venha e beba, de graça, da água da vida”. O Evangelho é uma mensagem urgente: amanhã pode ser tarde. Hoje é o tempo de Deus. A Palavra que você está ouvindo é a voz de Jesus. Vá a Ele. Aquelas pessoas não ficaram esperando até Jesus ir às cidades delas, elas foram até Ele, pois tinham pressa. Elas se atiravam aos Seus pés para tocá-Lo. Não deixe que alguma dificuldade impeça você de ir a Cristo: família, amigos, prazeres, dinheiro, preconceito.
Vá a Cristo sem demora. Somente Ele pode perdoar os seus pecados, preencher o vazio da sua alma e satisfazer os anseios do seu coração. Ele pode tirar o seu coração endurecido e dar-lhe um coração sensível. Ele pode abrir os seus olhos para que você veja a glória de Deus. Ele pode tirar você do poço profundo em que você se encontra. Ele pode dar a você um novo nome, um novo coração, uma nova mente, uma nova esperança, uma nova vida, basta tocá-Lo. Pois todos os que fizeram isso ficaram curados.
Eis-me aqui, Senhor Jesus. Como aqueles homens que iam atrás de Ti e Tu os tocava e eles ficavam curados, quero tocar, ainda que seja na orla do Teu manto. Por favor, venha tocar em mim. Toque os membros da minha família e todos aqueles que trago no meu coração. Pois tenho certeza de que, juntos e curados, viveremos felizes e sempre. Dá-me essa graça, Senhor. Amén!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mensagem do Dia

"Ao Coração de Jesus lhe agradam muito os serviços dos pequenos e humildes de coração, e paga com bênçãos seus trabalhos."
Santa Margarida Maria

Gotas de cura interior A cura interior é um processo - Padre Léo

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1. A cura interior, muito mais do que um objetivo a ser alcançado ou uma meta a ser conquistada, é conseqüência do nosso jeito de viver. Cura interior é fruto, precisa ser cultivada. E, como vivemos num mundo desértico e árido, precisamos ter a sabedoria de gotejá-la, todos os dias.
2. Na vida, precisamos aprender a celebrar as vitórias, pequenas e grandes. Cada passo vivido precisa ser degustado, saboreado, festejado. Não podemos ficar esperando para celebrar somente as grandes vitórias. Aliás, sem a celebração das pequenas conquistas, perde-se o sabor das grandes vitórias. Cada pequena vitória celebrada é semente para as grandes vitórias almejadas.
3. O pessimismo do mundo moderno acaba contaminando nosso coração. Vamos nos tornando especialistas em ressaltar o negativo. Alimentamos o negativo através das notícias e das conversas. Enfocamos o negativo com lente de aumento e com isso nos tornamos especialistas naquilo que não presta. É preciso educar-se para as conquistas, para o belo, para o positivo. A celebração de cada etapa vivida e conquistada nos ajuda nesse processo.
4. A celebração das vitórias tem também um aspecto muito importante, que precisa ser ressaltado cada vez mais: aprender a compartilhar nossas conquistas. Vitória que não é compartilhada não pode ser chamada de vitória. A celebração das conquistas e vitórias ajuda a nos preparar para vencer novos desafios. Vitória celebrada é semente de novas vitórias.
5. Feliz aquele que tem com quem compartilhar suas tristezas e dores. Mais feliz ainda aquele que tem com quem compartilhar suas alegrias. O amigo verdadeiro é aquela pessoa diante de quem podemos nos revelar por inteiro. Muita gente tem medo de partilhar suas vitórias – aliás, pode nem mesmo ter alguém diante de quem fazê-lo. O outro parece sempre ser uma ameaça. Como vivemos numa constante competição, parece que ser feliz ofende aos outros. Acreditar na felicidade é um bom caminho para encontrá-la, é uma trilha segura para construí-la.
6. Um coração curado sabe que a alegria verdadeira não está naquilo que temos ou conquistamos, mas na qualidade de nossos relacionamentos. O que não pode ser partilhado não merece ocupar lugar nenhum em nossa vida.
7. Para compartilhar a felicidade é preciso optar pela alegria. Divertir-se corretamente não é pecado! O grande pecado é não saborear a vida. É preciso ter a seriedade suficiente para ser alegre e brincalhão. Uma boa piada, na hora certa, tem um lindo poder restaurador em nosso coração. Rir e ajudar os outros a rir é um dos mais eficientes e eficazes remédios para a cura interior. Quem aprendeu a sorrir saberá chorar na hora certa, diante das pessoas e das situações adequadas.
8. No processo de cura interior é fundamental não perder tempo e energia com bobagens. Cada vez que nos entristecemos devemos nos perguntar: é algo realmente sério? Será que esse fato merece a atenção que estou dando a ele? Não estou atribuindo um peso excessivo ao que a pessoa me falou ou me fez? Quanto tempo vou continuar alimentando essa tristeza em meu coração?
9. Todos nós estamos sujeitos a muitos erros e falhas. Ninguém está vacinado contra os dissabores da vida. Portanto, ficar remoendo o passado gesta o rancor, que é sempre prejudicial a nós e aos outros. A raiva emburrece a pessoa. O ressentimento bestifica. É preciso aprender a perdoar aos outros e a nós mesmos. O rancor produz medo de começar de novo. Viver é correr riscos, sempre. Amar é um risco consciente. A vida é imprevisível! Só quem tem coragem de se arriscar saberá saborear a alegria das vitórias.
10. É preciso estar aberto ao novo. Não devemos temer coisas novas, pessoas novas, comidas novas, culturas novas. Triste de quem viaja para para outros países mas logo procura um restaurante com comida típica de seu país. Então, para que viajar? É preciso deixar-se impregnar pela cultura e pelos costumes locais. Ao menos para conhecer é preciso saborear. Se a outra pessoa daquele país gosta de tal alimento, por que não posso me arriscar? Abrir-se ao novo pode ser o começo de uma experiência muito interessante.

Monsenhor Jonas Abib no Revolução Jesus - Que alegria de ver e ouvir o nosso Fundador!!!

A Igreja em Jerusalém, ontem, hoje, amanhã Introdução à Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2011

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos a introdução dos textos bíblicos e de oração escolhidos para o primeiro dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, 18 de janeiro.
Este texto faz parte dos materiais distribuídos pela Comissão Fé e Constituição, do Conselho Ecumênico das Igrejas e pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. A base do texto foi redigida por uma equipe de representantes ecumênicos de Jerusalém.
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Há dois mil anos, os primeiros discípulos de Cristo reunidos em Jerusalém experimentaram o derramamento do Espírito Santo em Pentecostes e foram reunidos na unidade como corpo de Cristo. Nesse evento, os cristãos de todos os tempos e lugares vêem sua origem como comunidade de fiéis, chamados a proclamar juntos Jesus Cristo, como Senhor e Salvador. Embora aquela iniciante Igreja de Jerusalém experimentasse dificuldades, interna e externamente, seus membros perseveraram na fidelidade e na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. Não é difícil perceber como a situação dos primeiros cristãos na cidade santa reflete a da Igreja em Jerusalém hoje. A comunidade atual experimenta muitas das alegrias e tristezas da Igreja dos primeiros tempos: sua injustiça e desigualdade, e suas divisões, mas também sua fiel perseverança e o reconhecimento de uma unidade mais ampla entre os cristãos.
As Igrejas em Jerusalém hoje nos oferecem uma visão do que significa buscar a unidade, mesmo em meio a grandes problemas. Elas nos mostram que o chamado à unidade pode ser mais do que meras palavras e que, de fato, ele pode nos orientar para um futuro no qual antecipamos e ajudamos a construir a Jerusalém celeste.
É preciso realismo para transformar tal visão em modo concreto de viver. A responsabilidade por nossas divisões é nossa; elas são o resultado de nossas próprias ações. Precisamos mudar nossa oração, pedindo a Deus que nos transforme para que possamos trabalhar ativamente pela unidade. Estamos bastante dispostos a rezar pela unidade, mas isso pode se tornar um substitutivo para a ação que vai fazer com que ela aconteça. Será possível que estejamos sendo, nós mesmos, um bloqueio ao Espírito Santo porque somos obstáculos à unidade, porque nosso orgulho vaidoso é uma barreira à unidade?
Este ano, o chamado à unidade, para as Igrejas do mundo inteiro, vem de Jerusalém, a Igreja mãe. Conscientes de suas próprias divisões e de sua própria necessidade de fazer mais pela unidade do corpo de Cristo, as Igrejas em Jerusalém fazem um apelo a todos cristãos para a redescoberta conjunta dos valores que mantinham unida a comunidade primitiva em Jerusalém, quando os cristãos se uniam no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir do pão e nas orações. Esse é o desafio que está diante de nós. Os cristãos de Jerusalém convocam seus irmãos e irmãs para fazer desta Semana de Oração uma ocasião de renovar o compromisso de trabalho por um genuíno ecumenismo, enraizado na experiência da Igreja dos primórdios.
Quatro elementos de unidade
As orações da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2011 foram preparadas por cristãos em Jerusalém, que escolheram como tema At 2,42: “Eles eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações”. Esse tema é um chamado à volta às origens da primeira Igreja em Jerusalém; é um chamado à inspiração e renovação, a uma volta ao essencial da fé; é um chamado a relembrar o tempo em que a Igreja ainda era una. Dentro desse tema, são apresentados quatro elementos que eram marcos da primeira comunidade cristã e que são essenciais à vida da comunidade cristã, onde quer que ela exista.
Primeiramente, temos a palavra que era comunicada pelos apóstolos. Em segundo lugar, a comunhão fraterna (koinonia) era um sinal importante entre os primeiros fiéis sempre que se reuniam. Uma terceira marca da Igreja primitiva era a celebração da Eucaristia (a fração do pão), lembrando a Nova Aliança que Jesus realizou através de seu sofrimento, morte e ressurreição. O quarto aspecto é a atitude constante de oração. Esses quatro elementos são os pilares da vida da Igreja e de sua unidade.
A comunidade cristã na Terra Santa deseja dar proeminência a esses elementos essenciais básicos ao elevar a Deus suas preces pela unidade e vitalidade da Igreja no mundo. Os cristãos de Jerusalém convidam suas irmãs e irmãos do mundo inteiro a se unir a eles em oração enquanto trabalham pela justiça, paz e prosperidade para todos os povos da terra.
Os temas dos oito dias
Há uma caminhada de fé que pode ser detectada nos temas dos oito dias. Desde seus inícios na “sala superior”, a primitiva comunidade cristã experimenta o derramamento do Espírito Santo, que lhe permite crescer na fé e na unidade, na oração e na ação, de modo a tornar-se verdadeiramente uma comunidade da Ressurreição, unida a Cristo em sua vitória sobre tudo que nos divide uns dos outros e nos separa dele. Então a própria Igreja de Jerusalém se torna um farol de esperança, uma degustação antecipada da Jerusalém celeste, chamada a reconciliar não somente nossas Igrejas, mas todos os povos.
Essa caminhada é guiada pelo Espírito Santo, que conduz os primeiros cristãos ao conhecimento da verdade sobre Jesus Cristo e que enche a Igreja primitiva de sinais e prodígios, para a admiração de muitos. À medida que prosseguem na caminhada, os cristãos de Jerusalém se reúnem com devoção para ouvir a Palavra de Deus pregada no ensinamento dos apóstolos, e se juntam em comunhão para celebrar sua fé no sacramento e na oração. Cheia do poder e da esperança que vêm da Ressurreição, a comunidade celebra sua vitória certa sobre o pecado e a morte, e assim tem a coragem e a visão para ser ela própria um instrumento de reconciliação, inspirando e desafiando todos os povos a superar as divisões e injustiças que os oprimem.
O dia 1 apresenta as bases da Igreja mãe de Jerusalém, deixando clara sua continuidade com a Igreja de hoje pelo mundo inteiro. Ele nos relembra a coragem da Igreja primitiva, que bravamente dava testemunho da verdade, assim como hoje necessitamos trabalhar pela justiça em Jerusalém e no resto do mundo.
O dia 2 recorda que a primeira comunidade unida em Pentecostes tinha em seu interior pessoas de origens diversas, assim como a Igreja em Jerusalém hoje representa uma rica diversidade de tradições cristãs. Nosso desafio hoje é conseguir uma unidade visível maior, capaz de acolher nossas diferenças e tradições.
O dia 3 contempla o primeiro elemento essencial de unidade: a Palavra de Deus apresentada através do ensinamento dos apóstolos. A Igreja de Jerusalém nos recorda que, sejam quais forem as nossas divisões, esses ensinamentos nos impelem a nos envolver em amor mútuo e em fidelidade ao corpo único que é a Igreja.
O dia 4 enfatiza a partilha como segunda expressão de unidade. Assim como os primeiros cristãos punham tudo em comum, a Igreja de Jerusalém chama todos os irmãos e irmãs da Igreja a partilhar bens e tarefas, com coração alegre e generoso, para que ninguém passe necessidade.
O dia 5 destaca o terceiro elemento da unidade: a fração do pão, que nos une em esperança. Nossa unidade vai além do momento da Santa Comunhão: ela precisa incluir a atitude correta a respeito da vida ética, da pessoa humana e de toda a comunidade. A Igreja de Jerusalém conclama os cristãos a se unirem na “fração do pão” hoje, porque uma Igreja dividida não pode falar com autoridade sobre temas de justiça e paz.
O dia 6 apresenta o quarto elemento de unidade: com a Igreja em Jerusalém ganhamos força pelo tempo que nos dedicamos à oração. Especificamente, a Oração do Senhor chama todos nós, em Jerusalém e no mundo inteiro, os fracos e os poderosos, a um trabalho conjunto pela justiça, paz e unidade, para que venha a nós o Reino de Deus.
O dia 7 nos leva além dos quatro elementos da unidade, com a Igreja em Jerusalém alegremente proclamando a Ressurreição, mesmo quando ela carrega a dor da cruz. A Ressurreição de Jesus é hoje para os cristãos em Jerusalém a força que lhes permite a permanência constante no seu testemunho, no trabalho para a liberdade e a paz na Cidade da Paz.
O dia 8 conclui a caminhada com um chamado das Igrejas de Jerusalém para um trabalho mais amplo de reconciliação. Mesmo se os cristãos conseguirem unidade entre eles, sua tarefa não estará completa, porque eles precisam se reconciliar com outros. No contexto de Jerusalém, isso significa relacionamento entre palestinos e israelitas; em outras comunidades, os cristãos são desafiados a buscar justiça e reconciliação em seu próprio contexto.
O tema de cada dia foi, portanto, escolhido não apenas para nos recordar a história da Igreja dos primeiros tempos, mas também para nos trazer à mente as experiências de cristãos em Jerusalém hoje, e para convidar todos nós a uma reflexão sobre como podemos trazer essa experiência para a vida de nossas comunidades cristãs em cada local.
Durante esta caminhada de oito dias, os cristãos de Jerusalém nos convidam a proclamar e dar testemunho de que a Unidade – em seu sentido pleno de fidelidade ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações – nos dará a possibilidade de, juntos, superarmos o mal, não só em Jerusalém, mas no mundo inteiro.

Meditação: 1º dia da Semana pela Unidade dos Cristãos - A Igreja de Jerusalém

Dia 1: A Igreja em Jerusalém
Joel 2, 21-22.28-29: Derramarei meu Espírito sobre toda a carne.
Salmo 46: Deus está no meio da cidade
Atos 2, 1-12: Quando chegou a dia de Pentecostes
João 14, 15-21: É ele o Espírito da verdade
Comentário
A caminhada desta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos começa em Jerusalém no dia de Pentecostes, no início da própria caminhada da Igreja.
O tema desta Semana diz: “eles eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações”. “Eles” são a primitiva Igreja de Jerusalém, nascida no dia de Pentecostes quando o Defensor (Paráclito), o Espírito de verdade, desceu sobre os primeiros fiéis, como tinha sido prometido por Deus através do profeta Joel, e pelo Senhor Jesus na noite anterior ao seu sofrimento e sua morte. Todos os que vivem em continuidade com o dia de Pentecostes vivem em continuidade com a primitiva Igreja de Jerusalém, com seu líder São Tiago. Essa Igreja é a Igreja mãe de todos nós. Ela nos proporciona a imagem ou ícone da unidade cristã pela qual oramos nesta Semana.
De acordo com uma antiga tradição oriental, a sucessão na Igreja vem através da continuidade em relação à primeira comunidade de Jerusalém. A Igreja de Jerusalém nos tempos apostólicos é ligada à Igreja celeste de Jerusalém, que por sua vez se torna o ícone de todas as Igrejas cristãs. O sinal de continuidade com a Igreja de Jerusalém para todas as Igrejas é a manutenção das “marcas” da primeira comunidade cristã através do nosso empenho em estar “assíduos aos ensinamentos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações”.
A atual Igreja de Jerusalém vive em continuidade com a Igreja apostólica de Jerusalém, particularmente por seu penoso testemunho da verdade. Seu testemunho do Evangelho e sua luta contra a desigualdade e a injustiça nos lembram que a oração pela unidade dos cristãos é inseparável da oração pela paz e pela justiça.
Oração
Todo poderoso e Misericordioso Deus, com grande poder reuniste os primeiros cristãos na cidade de Jerusalém, pelo dom do Espírito Santo, desafiando o poder terreno do Império Romano. Concede-nos que, como essa primeira Igreja de Jerusalém, possamos nos unir corajosamente na pregação e na vivência das boas novas da reconciliação e da paz, onde houver desigualdade e injustiça. Oramos em nome de Jesus, que nos liberta da servidão do pecado e da morte. Amém.

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos o comentário aos textos bíblicos e de oração escolhidos para o primeiro dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, 18 de janeiro.
Este texto faz parte dos materiais distribuídos pela Comissão Fé e Constituição, do Conselho Ecumênico das Igrejas e pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. A base do texto foi redigida por uma equipe de representantes ecumênicos de Jerusalém.
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Fonte: ZENIT

Homilia Diária - 18/01/2011 - "Jesus é o Senhor dos ‘domingos’ da sua vida?"



Será que Jesus é o Senhor dos nossos domingos? A lei que Deus imprimiu no nosso coração é a lei do amor, portanto, o que nos faz mal e prejudica a nossa vida é justamente o desamor.
Tudo o que não é regido pelo amor e não tem como objetivo a vivência do amor não é eficaz para o nosso crescimento. Toda lei que tira do homem o direito de viver com dignidade, de prover a sua existência e sobrevivência é maldita e não está conforme a vontade de Deus. Jesus quer nos ensinar a colocar a caridade como lei primeira nas ações da nossa vida. Muitas vezes, ficamos bitolados por preceitos, por regras e não percebemos que estamos sendo injustos e infratores da Lei de Deus.
Tudo o que o Pai criou, Ele o fez em favor do homem, objeto do Seu Amor. Portanto, dizer que “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado” significa que a nossa sobrevivência e a caridade com nós mesmos e com os nossos irmãos estão acima das normas que, apesar de estabelecidas para o homem, muitas vezes se voltam contra o próprio homem.
O homem é a criatura a quem Deus mais tem apreço e todas as coisas foram criadas para Ele, por amor. Jesus é o Senhor de tudo o que foi criado, e, tudo foi criado por Ele por amor ao homem.
Os campos de trigo, os rios, os mares, as aves, as árvores existem para estar à disposição do homem a fim de que este perceba o olhar e a atenção de Deus para si. Jesus, Senhor da criação, é o Senhor do sábado, porém, Ele precisa ser também Senhor dos nossos “sábados”, isto é, daqueles dias em que nós não achamos conveniente servir a alguém ou “perder” o tempo de lazer ou de trabalho para dar de comer a alguém faminto. O dia de sábado, o qual para nós cristãos é o domingo a que Jesus se refere, pode ser também para nós aquele dia em que nós destinamos para o nosso deleite, para curtição, para realizar os nossos planos pessoais e, sem menos esperar somos convocados para alguma outra missão. Aí nós alegamos a nossa impossibilidade porque “hoje é sábado” e o sábado está destinado a outras experiências. Nesse caso a lei do amor ficou de lado e imperou em nosso coração a lei do egoísmo e da indiferença.
Jesus é o Senhor dos “domingos” da sua vida? Você tem alimentado a alguém necessitado em “dia de domingo”? Você é capaz de sacrificar um dia de lazer e de descanso para ajudar a algum discípulo de Jesus? Você tem trocado o domingo pela praia, pelo churrasco, viagem de passeio ou festa? Em nome de quem você tem feito caridade? O que você aprendeu mais com esse Evangelho?