quinta-feira, 2 de junho de 2011

Homilia Diária - 02.06.2011 - "A vossa tristeza se transformará em alegria"


Diante da situação que você está passando, Jesus diz no Evangelho de hoje: “Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”.
Gostaria que você meditasse bem no que estas palavras significam. A sua tristeza se converterá em alegria. Com fé, confiança e esperança entregue-se a Deus, pois Jesus vai subir para o Seu e o nosso Pai. Para o Seu e nosso Deus. Pare de se maltratar e chorar!
Preste atenção nestas palavras de Jesus: “A vossa tristeza se transformará em alegria”. É promessa de Deus, na pessoa do Seu próprio Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Daí, que seja uma realidade na vida de todos aqueles que crêem em Jesus Cristo Salvador. Ele é o único que sabe verdadeiramente qual é o tamanho da sua tristeza e agonia. Ele vem para fortalecer e encorajar a você. Saiba que a sua tristeza se transformará em alegria! Embora agora você esteja passando por situação difícil, não se preocupe: Já Jesus o percebeu e por isso te diz: “Vós agora sentis tristeza, mas eu hei de ver-vos novamente e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria”.
Meu filho, não existe tristeza no coração do homem que não possa ser transformada em alegria por Jesus. Todavia, mais fundamental que confiarmos no amor de Deus, é apegar-se a este amor de forma sobrenatural, mesmo que as pessoas à sua volta o incentivem a desistir dos seus sonhos, mesmo que elas coloquem barreiras naquilo que você tem buscado. Não importa! Deus é maior. Confie no Senhor e – somente assim – esta tristeza vai se transformar em alegria. E esta alegria não será tirada de seu coração por ninguém. Ela será a alegria plena.
Ao passar por alguma dificuldade, parece que ela não vai ter fim. Não é mesmo? Mas olhe quantas tristezas você já superou. E eu creio que em todas elas você pensava que não era possível a superação. “Eu não vou sair dessa”. “A minha casa caiu e já não a conseguirei levantar”. Não vai passar, desta vez eu não vou aguentar!” Mas você as superou com força e coragem. Sobretudo com fé n’Aquele que venceu o mundo.
Muitas vezes – no momento da tristeza – fazemos perguntas ao Senhor. O “por que” disso, o “por que” daquilo? Mas, “de novo Senhor?” E “por que só eu? Será que não posso ter sossego?”
Quero deixar bem claro para você, meu irmão: Se você deixar Jesus entrar no seu coração, se você confiar cegamente n’Ele, Ele então dirá a você: “No mundo sofrereis tribulações. Mas tende fé. Eu venci o mundo e comigo também vós vencereis”.
Portanto, se confiarmos ao Senhor nossas tristezas, chegaremos ao ponto de não questionarmos mais o Senhor. É necessário que nossa confiança esteja somente no Senhor, nosso Deus. Tire sua confiança do homem. Confie apenas no Senhor, porque Ele tem o poder de mudar tudo. Ele é o Senhor da vida, da alegria e da esperança.
Padre Bantu Mendonça

Catequese do Papa: perdão que renova e transforma Intervenção na audiência geral de hoje

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 1º de junho de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral.
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Queridos irmãos e irmãs:
Lendo o Antigo Testamento, uma figura se destaca entre as demais: a de Moisés, como homem de oração. Moisés, o grande profeta e guia na época do êxodo, exerceu sua função de mediador entre Deus e Israel, tornando-se portador, com relação ao povo, das palavras e mandatos divinos, conduzindo-o rumo à liberdade da Terra Prometida, ensinando os israelitas a viverem na obediência e na confiança a Deus, durante a longa estadia no deserto, mas também, sobretudo, rezando. Ele reza pelo Faraó quando Deus, com as pragas, tentava converter o coração dos egípcios (cf. Ex 8-10); pede ao Senhor a cura da irmã Maria, enferma de lepra (cf. Nm 12,9-13); intercede pelo povo que havia se rebelado, aterrorizado pelo informe dos exploradores (cf. Nm 14,1-19); reza quando o fogo estava devorando o acampamento (cf. Nm 11,1-2) e quando serpentes venenosas estavam fazendo um massacre (cf. Nm 21,4-9); dirige-se ao Senhor e reage protestando quando o peso da sua missão se tornou muito grande (cf. Nm 11,10-15); vê Deus e fala com ele "face a face", como se fala com um amigo (cf. Ex 24,9-17; 33,7-23; 34,1-10.28-35).
Também quando o povo, no Sinai, pede a Aarão que faça um bezerro de ouro, Moisés reza, explicando de forma emblemática sua própria função de intercessor. O episódio é narrado no capítulo 32 do Livro do Êxodo e tem um relato paralelo no Deuteronômio, no capítulo 9. É neste episódio que eu gostaria de me deter na catequese de hoje, em particular na oração de Moisés que encontramos na narração do Êxodo. O povo se encontrava aos pés do Monte Sinai, enquanto Moisés, em cima do monte, esperava o dom das Tábuas da Lei, jejuando durante quarenta dias e quarenta noites (cf. Ex 24,18; Dt 9,9). O número 40 tem um valor simbólico e significa a totalidade da experiência, enquanto com o jejum se indica que a vida vem de Deus, é Ele quem a sustenta. O fato de comer implica na assunção do alimento que nos sustenta; por isso, jejuar, renunciando à comida, adquire, neste caso, um significado religioso: é uma maneira de indicar que não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca do Senhor (cf. Dt 8,3). Jejuando, Moisés indica que espera o dom da Lei divina como fonte de vida; esta desvela a vontade de Deus e nutre o coração do homem, fazendo-o entrar em uma aliança com o Altíssimo, que é fonte de vida, é a Vida em si.
Mas, enquanto o Senhor dá a Moisés a Lei sobre o monte, aos pés dele o povo a desobedece. Incapazes de resistir na espera e na ausência do mediador, os israelitas pedem a Aarão: "Vem, faze-nos deuses que caminhem à nossa frente. Pois quanto a esse Moisés, o homem que nos fez sair da terra do Egito, não sabemos o que aconteceu" (Ex 32,1). Cansado de um caminho com um Deus invisível, agora que Moisés, o mediador, desapareceu, o povo pede uma presença tangível, palpável do Senhor, e encontra no bezerro de metal fundido feito por Aarão um deus que se torna acessível, manipulável, à mão do homem. Esta é uma tentação constante no caminho da fé: eludir o mistério divino construindo um deus compreensível, que corresponda aos próprios esquemas, aos próprios projetos. Tudo o que acontece no Sinai mostra a necedade e vaidade ilusória desta pretensão porque, como afirma ironicamente o Salmo 106, "assim trocaram a sua Glória pela imagem de um bezerro que come pasto" (Sl 106, 20).
Por isso, o Senhor reage o ordena a Moisés que desça do monte, revelando-lhe o que o povo está fazendo e terminando com estas palavras: "Deixa que a minha ira se inflame contra eles e eu os extermine. Mas de ti farei uma grande nação" (Ex 32,10). Assim como com Abraão com relação a Sodoma e Gomorra, também agora Deus desvela a Moisés o que pretende fazer, como se não quisesse agir sem seu consentimento (cf. Am 3,7). Diz: "Minha ira arderá contra eles". Na verdade, "minha ira arderá contra eles" é dito a Moisés para que intervenha e lhe peça que não o faça, revelando assim que o desejo de Deus é sempre de salvação. Como para as duas cidades na época de Abraão, o castigo e a destruição, com que se expressa a ira de Deus como rejeição do mal, indicam a gravidade do pecado cometido; ao mesmo tempo, a petição do intercessor pretende manifestar a vontade de perdão do Senhor. Esta é a salvação de Deus, que envolve misericórdia, mas que sempre denuncia a verdade do pecado, do mal que existe, para que, assim, o pecador, reconhecendo e rejeitando o próprio mal, possa se deixar perdoar e transformar por Deus. Dentro da realidade corrupta do homem pecador, a oração de intercessão torna operativa, dessa maneira, a misericórdia divina, que encontra sua voz na súplica de quem reza e se torna presente através dele onde há necessidade de salvação.
A súplica de Moisés se centra na fidelidade e na graça do Senhor. Ele se refere primeiro à historia de redenção que Deus começou com a saída de Israel, para depois recordar a antiga promessa feita aos pais. O Senhor conseguiu a salvação libertando seu povo da escravidão egípcia; "Por que - pergunta Moisés - os egípcios diriam: ‘Foi com má intenção que ele os tirou do Egito, para matá-los nas montanhas e exterminá-los da face da terra’?" (Ex 32,12). A obra de salvação que se começou deve ser completada; se Deus fizesse seu povo perecer, isso poderia ser interpretado como o sinal de uma incapacidade divina de levar a cumprimento o projeto de salvação. Deus não pode se permitir isso; Ele é o Senhor bom que salva, a garantia da vida, é o Deus da misericórdia e do perdão, da libertação do pecado de mata. Assim, Moisés apela a Deus, à vida interior de Deus contra a sentença exterior. Mas então, argumenta Moisés com o Senhor, se os seus escolhidos perecem, ainda que sejam culpados, Ele poderia parecer incapaz de vencer o pecado. E isso não pode ser aceito. Moisés teve uma experiência concreta do Deus de salvação, foi enviado como mediador da libertação divina e reza com a sua oração, torna-se intérprete de uma dupla inquietude, preocupado pelo destino do seu povo, mas também pela honra que se deve ao Senhor, pela verdade do seu nome. O intercessor quer, de fato, que o povo de Israel se salve, porque é o rebanho que lhe foi confiado, mas também para que nessa salvação se manifeste a verdadeira realidade de Deus. Amor pelos irmãos, mas também por Deus se complementam na oração de intercessão, são inseparáveis. Moisés, o intercessor, é o homem dividido entre dois amores, que na oração se unem em um único desejo de bem.
Depois, Moisés apela à fidelidade de Deus, fazendo-lhe recordar suas promessas: "Lembra-te de teus servos Abraão, Isaac e Israel, com os quais te comprometeste por juramento, dizendo: ‘Tornarei os vossos descendentes tão numerosos quanto as estrelas do céu, e toda esta terra de que vos falei, eu a darei aos vossos descendentes como posse para sempre'" (Ex 32,13). Moisés recorda a história fundadora das origens, dos Pais do povo e da sua eleição, totalmente gratuita, na qual somente Deus havia tido a iniciativa. Eles receberam a promessa não pelos seus méritos, mas pela livre escolha de Deus e do seu amor (cf. Dt 10, 15). E agora, Moisés pede que o Senhor continue fiel à sua história de eleição e de salvação, perdoando seu povo. O intercessor não desculpa o pecado do seu povo, não enumera supostos méritos nem do povo nem seus, mas apela à gratuidade de Deus: um Deus livre, totalmente amor, que não cessa de buscar quem se afasta, que permanece sempre fiel a si mesmo e que oferece ao pecador a possibilidade de voltar a Ele e converter-se, com o perdão, em justo e capaz de ser fiel. Moisés pede a Deus que se mostre mais forte que o pecado e que a morte e, com sua oração, provoca esta revelação divina. Mediador de vida, o intercessor se solidariza com o povo; desejoso somente da salvação que o próprio Deus deseja, ele renuncia à perspectiva de converter-se em um novo povo agradecido ao Senhor. A frase que Deus lhe havia dirigido - "Mas de ti farei uma grande nação" - não é nem sequer levada em consideração pelo "amigo" de Deus, que, no entanto, está preparado para assumir, não somente a culpa do seu povo, mas também todas as suas consequências. Quando, depois da destruição do bezerro de ouro, volta ao monte novamente, para pedir-lhe a salvação de Israel, dirá ao Senhor: "Mas agora perdoa-lhes o pecado; senão, risca-me do livro que escreveste" (v. 32). Com a oração, desejando o desejo de Deus, o intercessor entra sempre mais profundamente no conhecimento do Senhor e da sua misericórdia e se torna capaz de um amor que chega até o dom total de si mesmo. Em Moisés, que está no cume do monte, face a face com Deus, e que se torna intercessor pelo seu povo, que oferece a si mesmo - "risca-me" -, os Padres da Igreja viram uma prefiguração de Cristo, que, no alto da cruz, realmente está diante de Deus, não só como amigo, mas como Filho. E não somente se oferece - "risca-me" -, senão que, com seu coração atravessado, faz-se "riscar"; converte-se - como diz o próprio São Paulo - em pecado, carrega consigo nossos pecados para salvar-nos: sua intercessão não é só solidariedade, mas se identifica conosco; Ele nos carrega em seu corpo. E assim, toda a existência do homem e do Filho é o grito ao coração de Deus, é perdão, mas um perdão que transforma e renova.
Acho que devemos meditar nesta realidade. Cristo está diante do rosto de Deus e reza por mim. Sua oração na cruz é contemporânea a todos os homens, contemporânea a mim: Ele reza por mim, sofreu e sofre por mim, identificou-se comigo, tomando nosso corpo e a alma humana. E nos convida a entrar em sua identidade, fazendo-nos um corpo, um espírito com Ele, porque do alto cume da cruz, Ele não trouxe novas leis, tábuas de pedra, mas trouxe a si mesmo, seu corpo e seu sangue, como nova aliança. Assim, torna-nos consanguíneos a Ele, um corpo com Ele, identificados com Ele. Convida-nos a entrar nessa identificação, a estar unidos a Ele em nosso desejo de ser um corpo, um espírito com Ele. Oremos ao Senhor para que esta identificação nos transforme, nos renove, porque o perdão é renovação e transformação.
Eu gostaria de terminar esta catequese com as palavras do apóstolo Paulo aos cristãos de Roma: "Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus, que justifica? Quem condenará? Cristo Jesus, que morreu, mais ainda, que ressuscitou e está à direita de Deus, intercedendo por nós? Quem nos separará do amor de Cristo? (…) Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados (…) nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm 8,33-35.38.39).
Obrigado!
[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]
Queridos irmãos e irmãs:
Enquanto o Senhor, no cimo do monte Sinai, dava a Moisés os Dez Mandamentos, ao pé do Monte o povo de Israel já estava a transgredi-los, fabricando um vitelo de ouro e prostrando-se diante dele. Por isso Deus reage e manda Moisés descer do monte, dizendo: “Deixa que a minha ira se inflame contra eles e os destrua! De ti farei uma grande nação”. Dizia-lhe isto, na esperança que Moisés intercedesse. É que a punição e a destruição, em que se exprime a cólera de Deus como rejeição do mal, indicam a gravidade do pecado cometido, enquanto a prece do intercessor pretende manifestar a vontade de perdão de Deus. A súplica de Moisés está inteiramente centrada na fidelidade e misericórdia do Senhor. Mediador de vida, Moisés solidariza-se com o povo; desejoso apenas da salvação que também Deus deseja, renuncia completamente à perspectiva que lhe era oferecida de se tornar, ele mesmo, pai de um povo agradável ao Senhor.
Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha saudação amiga para todos, com menção especial das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição em festa pela recente beatificação da sua Madre Fundadora. Esta queria ver-vos todas unidas num mesmo e único pensamento: Deus. No pensamento e serviço de cada uma, o hóspede seja Deus; e, com Ele, a vossa vida não poderá deixar de ser feliz. Sobre vós, vossas comunidades e famílias desça a minha Bênção.
[Tradução: Aline Banchieri . © Libreria Editrice Vaticana]

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Como Cristo dar a vida por outros sem esperar nada em troca, diz o Papa


VATICANO, 01 Jun. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- Ao presidir hoje a audiência geral perante milhares de fiéis na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI assinalou que na oração, os cristãos podem compreender a urgência de que seguindo o exemplo de Cristo, "demos a vida por outros, sem esperar nada em troca".

Na síntese de sua alocução sobre a oração de Moisés no Monte Sinai publicada em espanhol, o Santo Padre assinala que "segundo a Escritura, ele falava com Deus como quem fala com um amigo. Em um dos encontros que a Bíblia descreve, Moisés sobe ao monte Sinai a receber as tábuas da lei; jejua quarenta dias, para significar que a vida vem de Deus e que ele a espera no dom da Lei, sinal de sua aliança".

Na catequese em italiano Bento XVI recorda que Moisés, que "desempenhou a sua função de mediador entre Deus e Israel fazendo-se portador, junto ao povo, das palavras e ordens divinas, conduzindo-o à liberdade da Terra Prometida, (...) mas também, e diria sobretudo, rezando.".

O Papa sublinhou que Moisés se comporta como intercessor especialmente quando o povo pede a Aarão que construa o bezerro de ouro, enquanto espera o profeta que subiu ao monte Sinai para receber as Tábuas da Lei.

"Cansado de um caminho com um Deus invisível, agora que também Moisés, o mediador, desapareceu, o povo pede uma presença tangível, palpável, do Senhor, e encontra no bezerro de metal fundido feito por Aarão um deus tornado acessível, ao alcance do humano. É essa uma tentação constante no caminho de fé: contornar o mistério divino construindo um deus compreensível, correspondente aos próprios esquemas, aos próprios projetos".

Ante a infidelidade dos israelitas, Deus pede a Moisés que lhe deixe destruir esse povo rebelde, mas este compreende que essas palavras estão encaminhadas a que o profeta "intervenha e Lhe peça para não fazê-lo".

"Se Deus destruísse o seu povo, isso poderia ser interpretado como sinal de uma incapacidade divina de levar a cumprimento o projeto de salvação. Deus não pode permitir isso: Ele, o Senhor bom que salva, a garantia da vida, é o Deus de misericórdia e perdão, de libertação do pecado que mata".

O Santo Padre disse logo que "Moisés fez a experiência concreta do Deus de salvação, foi enviado como mediador da libertação divina e então, com a sua oração, faz-se intérprete de uma dupla inquietação, preocupado com a sorte do seu povo, mas também preocupado com a honra que se deve ao Senhor, com a verdade do seu nome".

"O Amor pelos irmãos e amor por Deus se compenetram na oração de intercessão, são inseparáveis. Moisés, o intercessor, é o homem tensionado entre os dois amores, que na oração se sobrepõem em um único desejo de bem".

"O intercessor não se desculpa pelo pecado de seu povo, não elenca presuntos méritos nem do povo nem seus", observou o Santo Padre. O profeta "apela à gratuidade de Deus: um Deus livre, totalmente, que não cessa de buscar aquele se distanciou, que se mantém sempre fiel a si mesmo e oferece ao pecador a possibilidade de voltar a Ele e de tornar-se, com o perdão, justo e capaz de fidelidade. Moisés pede que Deus mostre-se mais forte também que o pecado e a morte, e com a sua oração provoca esse revelar-se divino.".

O Pontífice indicou ademais que "os Padres da Igreja viram uma prefiguração de Cristo, que do alto da cruz realmente está diante de Deus, não somente como amigo, mas como Filho".

"Sua intercessão não é somente de solidariedade, mas a identificação conosco (...) E assim toda a sua existência de homem e de Filho é clamor ao coração de Deus, é perdão, mas perdão que transforma e renova".

"Penso que devemos meditar essa realidade. Cristo está diante do rosto de Deus e reza por mim. A sua oração sobre a Cruz é contemporânea a todos os homens, contemporânea a mim: Ele reza por mim, sofreu e sofre por mim, se identificou comigo tomando o nosso corpo e a alma humana. E convida-nos a entrar nessa sua identidade, fazendo-nos um corpo, um espírito com Ele, porque do alto da Cruz Ele trouxe não novas leis, tábuas de pedra, mas a si mesmo, o seu corpo e o seu sangue, como nova aliança".

Finalmente o Papa saudou os peregrinos em vários idiomas e deu a todos a bênção apostólica.

Mensagem do Dia

"Aprova os bons, tolera os maus e ama a todos."
Santo Agostinho

Amar a minha pequenez e a minha pobreza - Monsenhor Jonas

Amar a minha pequenez e a minha pobreza 
.: Ouça esta homilia na íntegra


Hoje posso dizer a ela "Ave cheia de graça, bem aventurada, bendita!"

Foi assim que o anjo chamou Maria, chamou-a pelo nome. Em Gênesis, Deus falou à serpente que colocaria inimizade entre ela e a Mulher, entre a descendência da serpente e a da Mulher. O anjo disse a ela que para Deus nada é impossível e Maria deu o seu sim. Ela ainda era uma menina, Imaculada, pura e por isso pôde dizer "eis aqui a escrava do Senhor". Ela esperava um Salvador como todos esperavam, mas nunca imaginara que Ele viesse dela. Era grande demais para ela, mas Deus a escolheu.
Como isso aconteceu já que era tão pequena? Porque para Deus nada é impossível. Deus faz as grandes coisas através dos pequenos. É do pequeno e do humilde que Ele manifesta a sua glória.

"O que agrada a Deus em minha pequena alma, é que eu ame a minha pequenez e minha pobreza. É a esperança cega que tenho em sua misericórdia".

Para os orgulhosos é difícil acolher sua pequenez e assumir que é pequeno. Por isso assuma-se e ame-se. O que agrada a Deus, o que dá liberdade para Ele agir é:
primeiro; ser pequeno, pobre e humilde;
segundo; aceitar, assumir que sou pequeno.

Sou uma "poeirinha", mas Deus olha para mim, põe os olhos em mim, como disse Maria. E isso acontece porque sou pequeno. Aceito, assumo e amo a minha pequenez. Maria nunca quis ser grande, por isso o Senhor olhou para Ela.


Meus irmãos, é daí que vêm as grandes datas. Quem era João XXIII? Ele que só queria ser um pároco de Igreja, viver uma vida de simplicidade, ele sabia que era pequeno. Mas Deus pôs seus olhos nele. Ele foi eleito Papa e como Maria deu o seu sim. Que maravilha Deus fez através dele, que foi chamado de "Papa bom", porque sabia que era pequeno e também sabia que ali era inspiração de Deus.
Deus pode fazer coisas grandiosas nas pessoas que assumem seu nada.

Lembro que no início de meu sacerdócio, no começo de janeiro, Dom Antônio Miranda me chamou e disse "esse documento [Evangelli Nuntiandi] é muito sério, precisamos colocar em ação, comece como os jovens". Eu vi nas palavras de Dom Antônio inspiração, mas ele não parou por aí. Ele foi me falando que "os batizados não são evangelizados. Faça alguma coisa!" Me senti pequeno diante de algo tão grande. Comecei com os jovens. Começamos os encontros com os Catecumenatos, e depois desafiei os jovens a darem um ano de sua vida a Deus. Doze jovens começaram comigo a experiência de largar tudo para ser só de Deus e evangelizar. Mas, alguém que estava sentada em sua cadeira disse que era muito sério, pois não seria só um ano, mas daria sua vida toda a Deus.

A única dos doze que começaram comigo que ficou até hoje foi a Luzia. É uma história de dois que tiveram a graça de, assim como Maria, assumir o seu nada. Lembro que a Luzia quando se confessou comigo só chorava mais que confessava. Naquele momento, ela assumiu sua pequenez. Faz 30 anos que o Papa Paulo VI assinou o documento que gerou a Canção Nova. E digo aos meus filhos de comunidade "o segredo, meu filho, é assumir sua pequenez. Se nós tivéssemos amado ainda mais nosso nada Deus teria feito ainda muito mais, mas mesmo assim Deus fez em nós maravilhas. É por isso que a Canção Nova existe".

Assim também Deus fez com o padre Gilberto, que já faleceu, da Fraternidade Javé Salvador, Deus realizou muito através dele, de sua pequenez. "Deus faz quando assumimos que somos pequenos e pobres".

"O que agrada a Deus, em minha pequena alma, é que eu ame a minha pequenez e minha pobreza. É a esperança cega que tenho em sua misericórdia".

Para Deus nada é impossível, o segredo esta aí. Em qualquer coisa da Igreja é necessário aceitar e assumir a nossa pequenez e pobreza.Louvemos a Deus que faz o impossível naqueles que reconhecem a sua pequenez. 

"Onde está seu coração, aí está o seu tesouro"




"Serás inteiramente do Senhor teu Deus!" Dt 18,13









Inteiramente! Não parcial, nem “quando der” ou “se possível” mas inteiramente. Você meu irmão que tem feito seu estudo bíblico a partir do método proposto pelo Monsenhor Jonas nos livros “A Bíblia foi escrita para você” e também “A Bíblia no meu Dia-a-Dia” , reconhece claramente neste versículo uma ordem. No contexto desta citação o povo de Deus era alertado a não se voltar para os deuses dos povos pagãos, nem tampouco imitar suas práticas abomináveis. Era necessária esta ordem para deixá-los atentos e vigilantes. E é exatamente assim que esta palavra se atualiza para mim e para você neste dia.
Serás inteiramente do Senhor, teu Deus. Repita esta oração colocando o seu nome, e ordene isso ao seu coração, aos seus pensamentos, aos seus medos, angústias e sofrimentos. O inimigo de Deus, o maligno, que é mentiroso por excelência, nos sugestiona que Deus não suporta a presença do pecador, e assim, quando pecamos, cada vez mais nos afastamos de Deus, repetindo aquilo que Adão e Eva fizeram quando se esconderam aos escutarem os passos do Senhor caminhando no Éden. (Gn 2,8-10).
Nada mais equivocado. Deus abomina o pecado, mas ama o pecador. Sim, é isso mesmo! Deus nos quer inteiros, não apenas nossas virtudes e fortalezas, mas também nossas misérias e fraquezas. Por que mesmo elas, em Deus, são transformadas e colocadas a serviço do reino. Há uma história de um santo que exemplifica como age nosso Deus:
Certa vez – numa noite de Natal – Jerônimo teve uma visão. Jesus apareceu para o santo e lhe disse:” Jerônimo, hoje é o dia do meu aniversário. Você pode me dar um presente?”Jerônimo disse a Jesus:” Bem, meu Mestre e Senhor, o que posso te dar? Qual presente eu poderia te oferecer? O maior presente que eu posso te dar hoje é a tradução da Bíblia. Aqui está; dou-te o trabalho de todos esses anos que despendi com a tradução. Se você quiser, posso queimar todo o meu trabalho de todos esses anos agora mesmo. E isto seria meu presente para você”. Mas Jesus responde: “Obrigado Jerônimo por sua generosidade, mas eu preciso de algo mais”. E Jerônimo pergunta: “ O que posso te dar meu Senhor? Se você quiser, posso dar-te a minha vida. Dou-te meus olhos, meus ouvidos. Eu estou pronto para ficar cego por você; estou pronto para ficar surdo por você. Posso te dar toda a minha vida; tira de mim o que você quiser. Estou pronto para morrer por você.” E Jesus responde: “Bem, Jerônimo, eu te agradeço por esta generosidade, mas todos os presentes que esta me oferecendo, já são meus. Eu te dei estes dons. E eu não preciso dos presentes que eu te dei. Eu preciso de algo que seja realmente teu.”E Jerônimo respondeu:” Eu não tenho nada que seja meu. Mas Senhor o que posso te dar que seja somente meu?”E Jesus disse:” Dá-me teus pecados, Jerônimo, somente estes são teus!“. (extraído do livro “O leão que ruge ao longo do caminho” Pág. 98 Frei Elias Vella)
Esta é a palavra para nossa semana. Sermos inteiramente do Senhor. Onde estivermos, com quem estivermos, a todo o momento e em qualquer situação. Esforcemo-nos para sermos inteiramente do Senhor. Em nossas virtudes, mas principalmente em nossos defeitos. Corramos aos braços de nosso Deus, que nos acolhe como Pai, como Pastor. Nos lancemos na “ternura exigente” de Nosso Senhor.
Unidos em Cristo,
Christian Moreira
Membro Com Aliança Fortaleza

O pato e a esponja É preciso que aprendamos a nos tornar impermeáveis

O pato e a esponja

É preciso que aprendamos a nos tornar impermeáveis
Por acaso você já observou o que acontece com os patos quando dão seus mergulhos na lagoa? Eles simplesmente não se molham. Suas penas são cobertas com uma camada de óleo, tornando a ave impermeável. Ele retira cuidadosamente o óleo, da glândula uropigial, com o bico e o espalha por todo o corpo. Se você lavar um pato com detergente, ele se afogará no primeiro mergulho. Mas o pato não é a única ave privilegiada com esta proteção. Praticamente metade das aves possuem a tal glândula.
Ao liderar pessoas difíceis é fundamental desenvolver um mecanismo de proteção parecido com o do pato. De alguma maneira, é preciso que fiquemos “impermeáveis”. O grande erro é deixar que o temperamento difícil de uma pessoa se torne referência para você e para todos ao redor.
Se alguém fala alto demais em seu ambiente de trabalho, não vai demorar muito para que todos comecem a se comunicar aos berros. Será a vitória do erro. É preciso que aprendamos a nos tornar um pouco surdos, mantendo um jeito sereno de falar. Impermeáveis. O silêncio falará mais alto que os gritos, e a serenidade será a referência determinante para aquele ambiente.
O problema é que, além de não sermos "patos", muitas vezes, nos comportamos como verdadeiras "esponjas".
Temos a trágica capacidade de absorver tudo. Se alguém vomita num lugar público, logo buscamos um balde d'água para limpar o lugar. Porque não fazemos o mesmo com as pessoas que vomitam mau humor, inveja e raiva?

Absorver estes sentimentos como uma esponja é tão asqueroso e prejudicial quanto absorver o vômito alheio.
Se pensássemos desta maneira, não ficaríamos com tanta facilidade nos remoendo em ressentimentos. Prestou atenção nesta palavra? Vou repetir "re-sentimento". É sentir de novo o que já fez mal da primeira vez. Recebemos uma ofensa, basta a dor uma vez só. Mas preferimos comentar sobre o fato ressentidamente com alguém, depois com outro e mais outro... Ao final do dia já "re-sentimos" a mesma dor várias vezes. Jogue um balde d'água nessa sujeira! O perdão é o melhor remédio. Seja pato.. não seja esponja.

(Artigo extraído do livro "Como liderar pessoas difíceis").
Padre Joãozinho, SCJ
http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/

Existe poder soberano? Há leis morais que não dependem do nosso querer

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Existe poder soberano?

Há leis morais que não dependem do nosso querer
O grande São Tomás de Aquino, na sua monumental obra “Suma Teológica”, ensina que a criatura humana, dotada de razão, está submetida à Divina Providência. Por isso o decálogo do Criador é intocável por estar vinculado à lei natural. Nenhum poder humano pode estabelecer leis que entrem em choque com essa lei originária, como por exemplo, permitir apoderar-se de propriedade alheia legítima, autorizar o homicídio, aprovar a infidelidade conjugal.

Há leis morais que não dependem do nosso querer. São tão sábias que se tornam imperativo categórico, emparelhando com as leis da física. "A lei do Senhor é perfeita" (Sl 19, 7). Se alguém acha que o poder público está acima do direito natural, está lhe conferindo uma autoridade soberana. Nem mesmo o poder judiciário está acima da ordem natural. Só Deus é soberano. "Nem o príncipe, nem o imperador são realmente soberanos" (Maritain). Nem tampouco é soberana a vontade do povo quando quer seguir caprichos. A lei injusta, ou contrária à reta ordem, mesmo que exprima a vontade da maioria, não tem valor de lei. Assim se evitam os males à comunidade.

A Igreja está relacionada com a sociedade. O filósofo agnóstico Habermas advertiu o mundo, diante do Cardeal Ratzinger, que todos deveriam ouvir mais a Igreja, porque ela é movida por reta intenção e tem experiência em assuntos humanos. A atual secularização da sociedade leva a catástrofes. Sabemos que o ser humano tem inteligência ordenadora a fim de tornar o convívio humano voltado para o bem comum. Por isso os legisladores podem produzir leis para um melhor convívio. Mas falece-lhes autoridade para minar a família tradicional, concedendo privilégios descabidos a outros grupos. Os legisladores não têm o poder de "criar".  Não têm o poder de classificar o cachorro e o gato como se fossem da mesma espécie. "E Deus viu que tudo o que fizera era muito bom" (Gn 1, 31).

Não queiramos fazer coro com a Organização das Nações Unidas (ONU), nem com certos juízes desorientados, quando procuram relativizar a união conjugal entre um homem e uma mulher. Os legisladores têm poder subsidiário diante das leis eternas. Estas, sim, são soberanas, porque vêm do Criador.  
Dom Aloísio R. Oppermann scj - Arcebispo Uberaba
domroqueopp@terra.com.br

Participar da glória de Deus - Monsenhor Jonas

Assim como os anjos foram provados, cada um de nós também será provado a seu tempo. É preciso que passemos pela prova, porque o que o Senhor tem preparado para nós é algo grande demais: participar com Ele da Sua glória e na qualidade de filhos.

Esse é o tempo da “nossa prova”: seremos aprovados ou reprovados. O que o Senhor tem reservado para nós é maravilhoso. Nenhum de nós merece participar da glória do Filho de Deus. Por Sua infinita misericórdia, faremos parte do Seu cortejo e triunfaremos com Ele.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Vocação, um desafio de amor" de monsenhor Jonas Abib)

Homilia Diária - 01.06.2011 - "Espírito Santo, vem orar por mim!"


O Evangelho de hoje vem confirmar a perfeita comunhão entre Jesus, o Pai e o Espírito Santo. Assim como Jesus ensinou isso aos Seus discípulos e estes à primeira comunidade cristã, assim a Igreja nos nossos dias continua anunciando essa verdade de fé.
É a presença do Espírito Santo, ao longo dos séculos, iluminando a cada povo, cultura, língua e nação, no sentido de perceber a presença de Jesus, por meio do amor que se manifesta nas comunidades e no mundo.
Faça a caminhada com o Espírito e peça que Ele ore por você e leve – para junto de Deus – tudo aquilo de que você precisa no dia de hoje. Lembro que, para cada dia, bastam as suas preocupações: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”. (Mt 6,34).
Diante de tantos flagelos, doenças e epidemias de vários tipos, violência com os crimes nojentos praticados pelos partidários do “encardido”, não temos outra saída senão a presença do Espírito Santo em nós.
O Espírito Santo Paráclito, presente nas comunidades, reforça a esperança e move os povos a um clamor pela fraternidade, justiça e paz.
Que o Espírito Santo inspire e conceda as palavras que você necessita usar e não consegue por causa das dificuldades do dia a dia. Que Ele o ajude nas fraquezas por não saber como deve pedir.
Implore confiante: “Espírito Santo, vem interceder por mim, pois todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Ti. Espírito Santo, vem orar por mim!”
Clame e peça, porque só Deus sabe a dor que você está sentindo no seu coração. Ferido, este está sim, mas o seu clamor – com o poder e a força do Espírito Santo – sobe até ao céu.
Padre Bantu Mendonça

Série - As dez formações mais acessadas

3ª Formação: Vida de Oração Necessidade do Cristão
Sidney Dias em missão na cidade de Itarema

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Série - Conheça a Bíblia segundo a Doutrina Católica em 86 perguntas.

36. Os escritos originais de Moisés, Paulo ou João existem hoje? 
Não. Nenhum dos originais existe hoje, mas nós sabemos de história e tradição que estes eram os livros que eles escreveram. O que nós temos é agora a Bíblia impressa; mas antes da invenção da imprensa em 1438, a Bíblia só existiu por letra ou forma de manuscrito. Nós temos agora em nossa posse cópias da Bíblia em manuscrito que datam já no quarto século. Nós não temos os originais mas cópias dos originais por várias razões: (1) O perseguidores da Igreja durante os primeiros 300 anos pegaram todo cristão que pudessem ver. (2) O material no qual os escritores inspirados escreveram foi o papiro, um material delicado, frágil, perecível, que não era feito para durar muito tempo. (3) Quando foram feitas cópias dos originais para as várias Igrejas, não havia a mesma necessidade de preservar os originais. Os cristãos antigos não achavam que era necessário para a salvação que os escritos de Paulo, João, etc, fossem preservados. Já que els tinham vivido, e tinham a Igreja infalível para os ensinar e guiar, eles estavam satisfeitos com meras CÓPIAS dos trabalhos originais dos autores.Hoje, sabe-se que há mais de 3.000 manuscritos ou cópias manuscritas da Bíblia. Hoje temos mais de 3.000 manuscritos ou cópias de manuscritos da Bíblia. Ainda não foi achado um mais antigo que o quarto século. 
37. Por que Lutero rejeitou 7 livros da Bíblia? 
Porque eles não se adequaram com suas doutrinas. Ele tinha criou a doutrina do julgamento provado e escolheu doutrinas religiosas; e sempre que qualquer livro, como o Livro de Macabeus, ensinava uma doutrina ao contrário do gosto dele, rejeitou, porque IIMc. 12:46 diz: "é santo e saudável rezar para os mortos que eles podem ser salvos dos pecados." Ele não só retirou certos livros, mas ele mutilou alguns que ficaram. Por exemplo, não se agradando com a doutirna de são Paulo: "estamos justificados pela fé", Lutero acrescentou a palavra "SÓ" para fazer o texto dizer: "estamos justificados 'só' pela fé". Sua explicação para este acréscimo é visto em suas próprias palavras, "eu sei que a palavra 'só' não está nos textos latinos e gregos; mas o dr. Martinho Lutero fez isto, eu eu quero que isto seja assim e meu desejo é que minha razão basta". São Paulo escreve sob a inspiração do Espírito Santo. Lutero cria uma Bíblia luterana sob sua própria idéia. Ele mostra pouco respeito pela Bíblia quando ele chama a Epístola de são João de "uma Epístola insignifcante sem a característica do Evangelho". Ele falou com desprezo sobre a Epístola de são Judas, a Epístola para os Hebreus, e o belo Apocalipse de são João. 
38. Havia outros escritos além do NT das Escrituras? 
Antes de 397 havia 3 classes de escritos sagrados para serem lidos nas Igrejas. Primeiro, havia os escritos genuínos universalmente aceitos pela Igreja Cristã como sendo de fato escritos pelos apóstolos cujo nomes tinham. A segunda classe de escritos sagrados que eram usados pelas Igrejas era a classe disputada. Em alguns lugares eles foram aceitados como Escritura genuína e em outros lugares não foram aceitados eles assim. Nesta segunda classe, ou lista de debates, são João, são Judas, a segunda Epístola de são Pedro, a segundo e terceira Epístola de são João, a Epístola para os Hebreus, e o Livro de Revelação (Apocalipse). Então houve uma terceira classe de escritos que nunca foram aceitos por quaisquer das Igrejas como Escritura genuína, pois continham tipos de histórias fantásticas ou fábulas da vida de Nosso Senhor. Em 397, a Igreja católica deu uma decisão definida sobre qual deveria ser admitido na Bíblia e que deveria ser rejeitado, e todo livro que está no NT protestante hoje, foi posto lá pelo papa Sirício e os bispos católicos no ano de 397. Se Cristo quisesse que os homens deveriam aprender o cristianismo do NT, e as centenas de livros que exisitiram antes da primeira Bíblia ser dada ao mundo pela Igreja católica? 
39. Você parece subestimar a Palavra escrita de Deus. 
Não. Eu estou simplesmente mostrando a posição da Igreja Cristã. Foi escrita pela Igreja; pertence a Igreja e é sua prerrogativa declarar o que significa. Também é intencional para esclarecimento, meditação, leitura espiritual, encorajamento, exortação, devoção, e isto dá testemunho das doutrinas da Igreja. Não é um guia completo ao céu. 
40. O VT é uma história civil e política dos judeus? 
Não. A história deles como o povo escolhido de Deus, escolhidos como os receptores e portadores da Revelação progressiva desde Adão, Noé, Abrãao, Moisés e os profetas. O VT e o NT podem ser chamados de um grande trabalho de UNIDADE, já que o VT leva a uma figura central, o Messias, Jesus Cristo e o NT nos mostra quem é esse Messias. 

Série - Os Mandamentos - Prof. Felipe Aquino

Ser cristão "não é um traje para ser usado em privado", adverte o Papa


VATICANO, 31 Mai. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- Ao receber ontem os participantes da assembléia plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, o Papa Bento XVI ressaltou que ante os esforços de alguns de expulsar a fé da vida pública, deve recordar-se que "ser cristão não é uma espécie de traje que se usa em privado".

Em seu discurso aos membros do dicastério instituído por ele em outubro de 2010, o Santo Padre destacou que o anúncio que sempre proclamou a Igreja "hoje precisa ser renovado para convencer o homem moderno, freqüentemente distraído e insensível. Por isso, a nova evangelização deve buscar encontrar as vias para que seja mais eficaz o anúncio da salvação, sem o qual a vida é contraditória e carece do essencial".

"Inclusive a aqueles que seguem unidos às raízes cristãs, mas vivem uma relação difícil com a modernidade, é importante fazer que entendam que ser cristão não é uma espécie de traje que se usa em privado ou em ocasiões especiais, mas algo vivo e totalizador, capaz de assumir tudo o que há de bom na modernidade".

Bento XVI sublinhou logo que "o termo 'nova evangelização' recorda a exigência de um novo modo de anúncio, especialmente para aqueles que vivem em um contexto como o atual, onde o desenvolvimento da secularização deixou lastros profundos nos países de tradição cristã".

"A crise que vivemos traz consigo os traços da exclusão de Deus da vida das pessoas, uma indiferença geral ante a fé cristã, até a tentativa de marginá-la da vida pública".

"Ademais, freqüentemente se verifica o fenômeno de pessoas que desejam pertencer à Igreja, mas que estão fortemente determinadas por uma visão da vida que contrasta com a fé".

O Papa destacou logo que "anunciar a Jesus Cristo único Salvador do mundo, hoje é mais complexo que no passado, mas nossa tarefa segue sendo a mesma que ao começo de nossa história. A missão não mudou, assim como não deve mudar o entusiasmo e a valentia que moveram os apóstolos e os primeiros discípulos".

Seguidamente expressou o desejo de que nos trabalhos da plenária destes dias, os membros e consultores esbocem "um projeto para ajudar a toda a Igreja e às diversas Igrejas particulares no compromisso da nova evangelização; um projeto onde a urgência de um renovado anúncio se encarregue da formação, em particular para as novas gerações, e se conjugue com a proposta de sinais concretos para que a resposta da Igreja neste peculiar momento seja clara".

Finalmente o Santo Padre assinalou que "se, por uma parte, toda a comunidade está chamada a reforçar o espírito missionário para oferecer o anúncio novo que esperam os homens de nosso tempo, não se pode esquecer que o estilo de vida dos fiéis necessita uma verdadeira credibilidade, quanto mais convincente quanto mais dramática seja a condição das pessoas às quais se dirigem"

Celebra-se hoje o 80º aniversário da proclamação de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil


APARECIDA, 31 Mai. 11 (ACI) .- Há exatamente 80 anos, o Brasil aclamava a Virgem de Aparecida como sua Padroeira, recordou hoje o Portal A12 do Santuário Nacional. O decreto que proclamava a Virgem de Aparecida como padoreira da nação foi assinado pelo papa Pio X no dia 16 de julho de 1929 e a proclamação oficial se deu no Rio de Janeiro, então Capital Federal, no dia 31 de maio de 1931.

A nota de hoje, 31, do Portal A12 conta que logo após a realização do Congresso Mariano de 1929, por empenho do então arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme, e do reitor do Santuário na época, padre Antão Jorge Hechenblaickner, os bispos presentes no Congresso pediram e obtiveram do Papa Pio X, a graça de Nossa Senhora Aparecida ser declarada Padroeira do Brasil.

O Missionário Redentorista, padre Júlio Brustoloni descreve em seu livro 'História de Nossa Senhora Aparecida: A Imagem, o Santuário e as Romarias' que naquele ano, a Imagem foi conduzida, saindo de Aparecida no dia 30 de maio para o Rio de Janeiro.

"A Imagem deixou seu nicho e foi conduzida pelo povo de Aparecida até a Estação local. Preces, lágrimas e emoção acompanhavam essa peregrinação histórica", descreve padre Júlio no livro.

A publicação ainda relata que cerca de um milhão de pessoas foram prestar suas homenagens à Padroeira naquele dia 31. De manhã, o ponto alto foi a Missa Campal celebrada diante da Igreja de São Francisco de Paula, onde a multidão cantou e rezou participando da eucaristia.

Mais tarde, uma procissão conduziu a Imagem para a Praça da Esplanada do Castelo. Junto do altar da Padroeira, encontrava-se o então presidente da república, Getúlio Vargas, Ministros de Estado, autoridades civis, militares e eclesiásticas. O Núncio Apostólico, Dom Aloísio Masella também esperava pela Virgem de Aparecida junto ao povo.

Era o Brasil que se consagrava à sua Senhora e Mãe, relata a nota do Portal A12 recordando a oração de consagração:

"Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!
Rainha do Brasil, abençoai a nossa gente.
Paz ao nosso povo! Salvação para a nossa Pátria!
Senhora Aparecida, o Brasil vos ama,
O Brasil, em vós confia!
Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama,
Salve Rainha!"

Após os atos de consagração e prece, Dom Duarte levou a Imagem para o carro-capela, estacionado na Estação Dom Pedro II com destino à Aparecida.
Na época, o Superior Vice-Provincial, padre José Francisco Wand escreveu no livro de ponto da paróquia que é absolutamente certo que o dia 31 de maio de 1931 seria sempre um dos mais memoráveis na história eclesiástica da Terra de Santa Cruz.

"Este dia significa para Aparecida o desenvolvimento grandioso das romarias", afirmava a mensagem.

Atualmente, o Santuário Nacional de Aparecida, local onde se encontra a Imagem da Padroeira do Brasil, aos cuidados dos Missionários Redentoristas acolhe centenas de romarias vindas de todas as partes do país para saudar a Padroeira do Brasil.

Para mais informação, visite:
www.a12.com