segunda-feira, 30 de maio de 2011

Bento XVI: Evangelho faz a vida florescer Intervenção por ocasião do “Regina Caeli”

CIDADE DO VATICANO, domingo, 29 de maio de 2011 (ZENIT.org)- Apresentamos, a seguir, as palavras que o Papa Bento XVI dirigiu hoje, da janela dos seus aposentos no Palácio Apostólico, aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro para a oração do Regina Caeli.
* * *
Queridos irmãos e irmãs!
No livro dos Atos dos Apóstolos, narra-se que, após uma primeira violenta perseguição, a comunidade de Jerusalém, exceto os apóstolos, se dispersa nas regiões circundantes e Felipe, um dos diáconos, chega a uma cidade da Samaria. Lá, pregou Cristo ressuscitado e seu anúncio esteve acompanhado de numerosas curas; a conclusão do episódio é muito significativa: “E houve uma grande alegria naquela cidade” (Atos 8, 8). Sempre nos impressiona esta expressão, que, em essência, nos comunica um sentido de esperança, como se dissesse: É possível! É possível que a humanidade conheça a verdadeira alegria, porque, onde chega o Evangelho, floresce a vida; como um terreno árido que, regado pela chuva, rapidamente floresce. Felipe e os demais discípulos, com a força do Espírito Santo, fizeram nos povos da Palestina o que Jesus havia feito: pregaram a Boa Notícia e realizaram sinais prodigiosos. Era o Senhor que agia por meio deles. Assim como Jesus anunciava a vinda do Reino de Deus, os discípulos anunciaram Jesus ressuscitado, professando que Ele é Cristo, batizando em seu nome e expulsando toda doença do corpo e do espírito.
“E houve uma grande alegria naquela cidade.” Lendo esta passagem, espontaneamente se pensa na força de cura do Evangelho, que, ao longo dos séculos, “lavou”, como rio beneficioso, tantas populações. Alguns grandes santos e santas levaram esperança e paz a cidades inteiras – pensemos em São Carlos Borromeu em Milão, na época da peste; na Beata Madre Teresa de Calcutá; e em tantos missionários, cujos nomes Deus conhece, que deram a vida por levar o anúncio de Cristo e fazer florescer entre os homens a alegria profunda. Enquanto os poderosos deste mundo buscavam conquistar novos territórios por interesses políticos e econômicos, os mensageiros de Cristo iam por todos os lugares com o objetivo de levar Cristo aos homens e os homens a Cristo, sabendo que somente Ele pode dar a verdadeira liberdade e a vida eterna. Também hoje, a vocação da Igreja é a evangelização: tanto as populações que ainda não foram “regadas” pela água vida do Evangelho como aquelas que, ainda tendo antigas raízes cristãs, precisam de seiva para dar novos frutos e redescobrir a beleza e a alegria da fé.
Queridos amigos, o beato João Paulo II foi um grande missionário, como documenta também uma mostra preparada nestes dias em Roma. Ele relançou a missão ad gentes e, ao mesmo tempo, promoveu a nova evangelização. Confiamos uma e outra à intercessão de Maria Santíssima. Que a Mãe de Cristo acompanhe sempre e em todos os lugares o anúncio do Evangelho, para que se multipliquem e se ampliem no mundo os espaços nos quais os homens reencontram a alegria de viver como filhos de Deus.
[Tradução: Aline Banchieri. ©Libreria Editrice Vaticana]

Homilia Diária - 30.05.2011 - "O Espírito Santo, em nós, dá testemunho de Jesus"


Diante de tanto ódio dos grandes deste mundo, que, felizmente, é passageiro, os cristãos estão convidados a não desanimar, pois estes não estão sós. Jesus permanece com eles de uma maneira invisível, enviando-lhes o Espírito da Verdade.
Uma das funções do Espírito da Verdade é dar testemunho do Senhor. Sua ação em favor dos discípulos consiste em convencê-los da veracidade da Pessoa e dos ensinamentos do Mestre. O conteúdo do Seu testemunho será o próprio Jesus.
Tal testemunho faz-se perceptível na própria ação dos discípulos. Pelo fato de o Espírito manter sempre viva no coração deles a imagem de Jesus, eles estão em condições de mostrar a todos a verdade do Filho de Deus, que veio armar Sua tenda no meio da humanidade carente de salvação.
A ação do Espírito da Verdade predispõe os discípulos a enfrentar a perversidade do mundo, sem se intimidarem. Afinal, a missão deles consistirá em levar a luz de Cristo para quem caminha nas trevas do erro e da mentira. Move-os à esperança de que a humanidade, marcada pelo pecado, acolha a Palavra de Jesus Cristo para ser salva.
O testemunho do Espírito supõe – por parte do discípulo – um total discernimento e docilidade para acolhê-Lo, pois ele O recebe em meio a hostilidades, as quais, muitas vezes, o impedem de captar com clareza a moção do bom Espírito. Por outro lado, o mau espírito, encarnado nos adversários, busca inculcar-lhe dúvidas a respeito da Pessoa de Jesus e da credibilidade de Suas palavras.
Só com muito discernimento e disposição – para deixar-se guiar pelo Espírito Santo de Deus – é possível manter-se fiel a Jesus. Peça comigo a Deus a graça e a força do Espírito Santo, para que docilmente você saiba acolhê-Lo e possa, assim, enfrentar a perversidade do mundo sem medo de nada e de ninguém. Que Ele seja o seu auxílio e defensor em todas as circunstâncias.
Espírito Santo, enche o meu ser, fortalece a minha pouca fé no Filho de Deus, feito homem para me salvar. Amém.
Padre Bantu Mendonça

Evangelizar como João Paulo II para que todos vivam a alegria de Deus, exorta o Papa


VATICANO, 29 Mai. 11 (ACI) .- Ao presidir este domingo a oração Mariana do Regina Caeli diante de milhares de fiéis na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI exortou a anunciar o Evangelho como João Paulo II, para que todos conheçam e vivam a alegria profunda que só Deus oferece.

Em sua catequese em italiano o Santo Padre se referiu à primeira leitura dos Atos dos Apóstolos em que se narra o anúncio de Cristo Ressuscitado na Samaria, aonde os discípulos batizam muitas pessoas e realizam múltiplos milagres "e foi grande a alegria naquela cidade".

"É possível que a humanidade conheça a verdadeira alegria, porque ali onde chega o Evangelho, floresce a vida, como um terreno árido que, irrigado pela chuva, de repente reverdece. Felipe e os outros discípulos, com a força do Espírito Santo, fizeram nos povos da Palestina o que tinha feito Jesus: pregaram a Boa Notícia e operaram sinais prodigiosos".

"Era o Senhor –prosseguiu o Papa– quem atuava por meio deles. Como Jesus anunciava a vinda do Reino de Deus, assim os discípulos anunciaram a Jesus ressuscitado, professando que Ele é o Cristo, o Filho de Deus, batizando em seu nome e curando toda enfermidade do corpo e do espírito".

O Santo Padre se referiu logo a São Carlos Borromeu e à Beata Teresa de Calcutá, como exemplos de evangelizadores que "levaram a paz e a esperança a cidades inteiras", entregando "a vida inteira para anunciar a Cristo e fazer florescer entre os homens a alegria profunda".

"Enquanto os capitalistas deste mundo procuravam conquistar novos territórios por interesses políticos e econômicos, os mensageiros de Cristo foram por todo lugar com a com a tarefa de levar a Cristo aos homens e os homens a Cristo, sabendo que só Ele pode dar a verdadeira liberdade e a vida eterna".

Hoje também, continuou Bento XVI, a vocação da Igreja "é a evangelização: seja às populações que não foram ainda 'irrigadas' pela água viva do Evangelho, seja com aquelas que, tendo antigas raízes cristãs, necessitam nova linfa para dar novos frutos e redescobrir a beleza e a alegria da fé".

"Queridos amigo, o Beato João Paulo II foi um grande missionário, como documenta também uma mostra exposta neste período em Roma. Ele relançou a missão ad gentes e, ao mesmo tempo, promoveu a nova evangelização".

Finalmente o Papa confiou esta missão e a nova evangelização à Virgem Maria e fez votos para que a Mãe de Cristo "acompanhe sempre e em todo lugar o anúncio do Evangelho, para que se multipliquem e se estendam no mundo os espaços nos que os homens reencontrem a alegria de viver como filhos de Deus".

Em espanhol e logo depois da oração Mariana, o Santo Padre disse que "a liturgia de hoje convida a não sentir-nos órfãos de Deus no mundo, porque Cristo vive e, por seu Espírito, o Espírito da verdade, segue sendo nosso consolo, nossa defesa e nosso guia".

Bento XVI convidou por isso a todos a "renovar com gozo a esperança cristã que nasce do mistério pascal, para confrontar as dificuldades, afugentar o desânimo e os esforços por construir um mundo mais digno do homem, segundo os desejos de Deus. Que a santíssima Virgem Maria nos acompanhe neste caminho".

domingo, 29 de maio de 2011

Caminho decisivo - Monsenhor Jonas

Para que os nossos sejam influenciados, precisamos estar num caminho decidido de santidade, não podemos estar no “mais ou menos”. Agindo assim, você nada conseguirá, pelo contrario, estará colocando em risco sua própria salvação. Em vez de levá-los para a salvação, você acabará afastando-os.

Mesmo nos arrastando, na nossa fraqueza, precisamos andar pelo caminho da santidade. Nessa luta pela santidade, Jesus põe-se ao nosso lado para ser, em nosso favor, o Orante, o Intercessor, o Mediador, aquele que guerreia por nós, o Valente, o Vitorioso por excelência.

Deus te abençoe
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Combatentes na esperança" de monsenhor Jonas Abib)

Mensagem do Dia

"Abandone-se nos braços da Mãe Celeste. Ela se encarregará de cuidar da sua alma." (Padre Pio de Pietrelcina)

Leigos católicos devem participar da política sem sucumbir à sede de poder, afirmou o Papa


VATICANO, 27 Mai. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- O Papa Bento XVI assinalou esta tarde que os leigos católicos devem participar, em primeira pessoa, na vida pública e política para oferecer sua necessária contribuição à sociedade, formados a partir da Doutrina Social da Igreja que os purifique da "sede de poder".

Assim o indicou o Papa em seu discurso logo depois de presidir a oração do Terço com os bispos italianos pela ocasião do 150° aniversário da unidade do país, no qual se meditou os mistérios luminosos instituídos pelo Beato João Paulo II.

O Santo Padre disse também aos bispos: "não duvidem em estimular aos fiéis leigos a vencerem todo espírito de fechamento, distração e indiferença e a participar de primeira pessoa na vida pública".

Aos prelados que celebravam sua assembléia plenária desde a segunda-feira, o Papa os alentou a "animar as iniciativas de formação inspiradas na Doutrina Social da Igreja, para quem está chamado à responsabilidade política e administrativa não seja vítima da tentação de explorar a própria posição para interesses pessoais ou sede de poder".

Na Basílica romana de Santa Maria Maior, indica a nota de Rádio Vaticano, Bento XVI destacou que cada um dos católicos membros da Igreja deve promover e tutelar a vida humana em todas suas fases e sustentar a família.

Deste modo exortou os que participam da política e do mundo empresarial a que façam tudo o que esteja a seu alcance para superar a precariedade no trabalho, "que nos jovens compromete a serenidade de um projeto de vida familiar, com um grave dano para um autêntico desenvolvimento e harmônico da sociedade".

O Papa também ressaltou a necessidade da oração na vida cotidiana como fonte de todos estes esforços, e pôs como exemplo a própria Virgem Maria com quem "fomos convidados a compartilhar os passos de Jesus".

"Que a oração nos ajude a reconhecer nele o centro de nossa vida, a permanecer em sua presença, a conformar nossa vontade à sua, a fazer 'o que ele lhes diga' seguros de sua fidelidade".

Finalmente o Papa fez votos para que "o exemplo de Maria abra o caminho a uma sociedade mais justa, amadurecida e responsável, capaz de redescobrir os profundos valores do coração humano".

"Que a Mãe de Deus –concluiu– anime os jovens, sustente as famílias, console os doentes , implore a cada um a reconhecer e a seguir também neste tempo o Senhor, que é o verdadeiro bem da vida, porque é a vida mesma ".

sexta-feira, 27 de maio de 2011

As razões da esperança Como ser cristão num ambiente paganizado?

O mundo em que vivemos, muitas vezes chamado de aldeia global pela diversidade de culturas que convivem com a proximidade oferecida pelos meios de comunicação, traz consigo o desafio da tolerância nas relações humanas e, ao mesmo tempo, a possibilidade de nos manifestarmos legitimamente, a fim de que tudo o que nos é próprio se transforme em dom a ser compartilhado.

Constata-se que o Cristianismo é hoje alvo de repetidas investidas, com as quais é questionado em seus princípios e orientações morais. Num tempo em que as espécies animais, as árvores e as águas são valorizadas como nunca – e com razão! – ser a favor da vida desde a concepção até a morte natural é considerado conservadorismo! As chamadas questões de gênero encontram artilharia pronta para mirar a Igreja e os cristãos, a ponto de os conceitos oriundos da Sagrada Escritura não poderem ser oferecidos para a formação das consciências. É possível que o relato da criação que afirma ter Deus criado homem e mulher seja censurado por aí! Um rolo compressor pretende calar a voz da pregação corajosa do Evangelho, quando personalidades da Igreja se levantam para denunciar o tráfico de pessoas e de drogas. Em nossa região, chega-se ao ponto de personalidades eclesiásticas necessitarem de esquemas especiais de segurança para exercerem o direito de ir e vir.

Como ser cristão num ambiente paganizado? O primeiro passo é a certeza nascida da escolha de Deus, no seguimento de Jesus Cristo, não se envergonhando d'Ele nem de Seu Evangelho. A coerência com as opções feitas conduz ao respeito nas relações interpessoais. Já ouvi, de algumas pessoas, a manifestação de apreço aos cristãos que, mesmo debaixo de saraivadas de acusações, se mantêm firmes. Depois, a verdade vem a ser oferecida e não imposta, acreditando na voz da consciência, muitas vezes abafada, mas sempre presente, por meio da qual o Espírito Santo suscita em todas as pessoas a busca do bem. Em algum momento as pessoas se sentirão provocadas pela força da retidão! Além disso, respeitar as opções dos outros não significa obrigatoriamente apoiá-las. Ninguém pode nos obrigar a assinar um manifesto a favor do erro patente, cujos frutos se fazem imediatamente notar!

E por falar em frutos, não é difícil notar a quantidade de crianças, adolescentes e jovens sem referências familiares sólidas, como resultado de algumas gerações até estimuladas ao divórcio. Vale continuar, de nossa parte, a fazer propaganda da família estável, dos filhos considerados dom de Deus, do relacionamento entre homem e mulher vivido segundo a lei de Deus. Retrógados? Tradicionais? Antes, corajosos, sem medo de pôr à disposição nosso modo de viver e entender a existência humana.

Mas as incompreensões são inevitáveis. Com o Apóstolo São Pedro, podemos tomar posição: "Quem é que vos fará mal, se vos esforçais por fazer o bem? Mais que isso, se tiverdes que sofrer por causa da justiça, felizes de vós! Não tenhais medo de suas intimidações, nem vos deixeis perturbar. Antes, declarai santo, em vossos corações, o Senhor Jesus Cristo e estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir. Fazei-o, porém, com mansidão e respeito e com boa consciência. Então, se em alguma coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso bom procedimento em Cristo. Pois será melhor sofrer praticando o bem, se tal for a vontade de Deus, do que praticando o mal. De fato, também Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na existência humana, mas recebeu nova vida no Espírito" (I Pd 3, 15-18).

Para dar razões da esperança que em nós existe, é preciso não fugir da convivência com o que é diferente. Antes, com a necessária formação, aprender a dialogar, escutando as motivações das outras pessoas. O respeito mútuo fará vir à tona os verdadeiros valores. Aos cristãos caberá estar atentos ao que existe de mais humano, o mistério mais profundo da consciência.
Pode também acontecer que a brecha aberta pelo próprio Deus nos corações seja o mistério da dor. Por ela só pode passar o amor gratuito, livre, que ilumina todos os espaços. Muitas pessoas, aguerridas em suas batalhas verbais, escondem angústias terríveis, para as quais não há resposta senão no mistério de Cristo morto e ressuscitado, o Senhor em quem acreditamos. Ele é o melhor e definitivo presente que podemos oferecer a todos. O Espírito da verdade, prometido por Jesus, nos dê, também na atual geração, a necessária lucidez para o testemunho corajoso do Evangelho.
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

Unidos pela Eucaristia


 
"Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne, entregue pela vida do mundo" (Jo 6, 51). Cristo falou com clareza. A partir daí começou uma enorme discussão entre os judeus, a pergunta era esta: "Como é que ele pode pode dar a sua carne a comer?" (Jo 6,52).

Isso tudo nos ajuda muito, pois os judeus entenderam ao pé da letra que era para comer da Carne mesmo e beber do próprio Sangue de Cristo. Ao pé da letra se tornava uma coisa esquisita demais. Como Jesus não disse isso em símbolo, os judeus entenderam verdadeira e concretamente que era para comer a Carne e o Sangue d'Ele. O que eles não eram capazes de entender ainda é que era falado do Corpo glorioso de Jesus, exatamente o que recebemos na comunhão, Jesus inteiro, mas com o Corpo glorioso.



Ouça esta pregação

Os judeus entenderam que era realmente sobre [comer] o Corpo e o Sangue que Jesus estava falando, mas o interessante é que o Senhor não volta atrás quando alguém não acreditava nem fica dando explicações. Pelo contrário, Ele deu um passo a mais “Jesus disse: 'Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem consome a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida'” (Jo 6,53-55).

É simples? Como explicar isso? É um mistério. Assim como o Senhor criou todas as coisas, por que não poderia possuir o pão e o vinho como fez na Última Ceia? Ele continua vivo, Ele está no meio de nós. Na verdade, Jesus Cristo assume e possui o pão e vinho para que Ele esteja ali no Seu Corpo glorioso. Não O vemos presente ali porque ainda não somos um corpo glorioso e só um corpo glorioso consegue ver outro [corpo glorioso].


Você comunga na Santa Missa, mas Jesus permanece com você durante todo o seu dia. Verdadeiro Corpo e Sangue quer dizer verdadeiro Corpo e Sangue! A lógica está aí. A Eucaristia acabará unindo os cristãos. A Igreja verdadeira de Jesus é a Igreja da qual Pedro é a pedra. Estou falando isso como irmão, não desprezo os evangélicos de maneira nenhuma. Mas digo aos que já foram católicos e têm saudade imensa da Eucaristia que voltem porque sua Igreja está à sua espera.


O que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa.

(Palestra de monsenhor Jonas Abib 27/04/2007)

Tenha fé



Se você precisa de ressurreição, saiba que Jesus pode chegar até você e dizer: “Talitá, qum. Menina, eu te ordeno, levanta-te! Ressuscita!”

Tenha a fé daquela mulher que tinha um fluxo de sangue ininterrupto havia 12 anos, a fé de Jairo. Mesmo que sua fé esteja desgastada; mesmo que sua cabeça e seus sentimentos fiquem em redemoinhos como ficaram os de Jairo, sinta, você também, a palavra de Jesus dizendo no fundo de seu coração: “Não temas, crê somente!”

É assim que o Senhor vai treinando na fé Seus valentes guerreiros. Nenhum de nós, no ponto de partida, já é o homem e a mulher de fé que Deus quer. Somos treinados no dia a dia. Você também. O Senhor quer fazer de você um valente guerreiro. Ele insiste: Ele mesmo quer adestrar você.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Combatentes na fé" de monsenhor Jonas Abib).

Série - As dez formações mais acessadas

5ª Formação - Voltar ao Primeiro Amor
Ciclo temático - Igreja
link para donwload: http://Voltaraoprimeiroamor.4shared.com






Série - Conheça a Bíblia segundo a Doutrina Católica em 86 perguntas.


21. Sua Igreja proibe a leitura da Escritura no vernáculo? 
Não. Há várias sociedades católicas para a difusão dos Santos Evangelhos no vernáculo, como a Sociedade de são Jerônimo, aprovado pela Igreja. Na frente de toda Bíblia católica você achará que o papa Leão XIII em 13 de dezembro de 1898, concedeu "Uma indulgência de 300 dias a todo o crente que ler um quarto de uma hora pelo menos para os Santos Evangelhos. É concedida uma indulgência plenária sob as condições habituais uma vez por mês para a leitura diária." Bem, isto não parece que a Igreja queria que as pessoas ficassem ignorantes da Palavra de Deus. A carta seguinte de Sua Santidade, Pio VI, para o Revº Anthony Martini, em sua Tradução da Santa Bíblia em italiano, mostra o benefício que o crente tem ao ter as Escrituras no vernáculo "de cada vez que um vasto número de livros ruins que grosseiramente atacam a Religião católica é circulado, mesmo entre os iletrados, para a grande destruição das almas, você vê que o crente deveria SER EXCITADO À LEITURA das Santas Escrituras; pois estas são as fontes mais abundantes que devem permanecer abertas a todo o mundo para tirar delas a pureza de moral e de doutrina, erradicar os erros que são disseminados amplamente nestes tempos corruptos, etc. " 
22. Então por que o papa Clemente XI.em 1713. condena a doutrina que a Bíblia é para todos lerem? 
Ele não condenou a doutrina que é bom ler as Escrituras. Ele condenou somente a teoria que só isto é necessário para saber o que é cristianismo. O método de Cristo foi estabelecer uma Igreja pedagógica, e o que é necess[ario deveria ser ensinado por aquela Igreja. Ele não ordenou que os apóstolos comercializassem Bíblias. Se a leitura das Escrituras fosse necessária a salvação, Cristo teria escrito um livro em vez de dar a ordem aos apóstolos de ensinar e dito: "Quem te escuta, escuta a Mim". E antes da descoberta da imprensa Cristo poderia fazer Sua religião dependente antes da invenção de John Gutenberg? E os analfabetos e iletrados de toda a história? É absurdo fazer da Primeira Página do papa uma religião. O papa Clemente XI sabiamente condenou a idéia que a leitura das Escrituras fossem necessárias a todos. 
23. Tem uma tradução correta da Bíblia? 
Sim. Nós temos um que é reconhecido por estudiosos protestantes como sendo uma verdadeira tradução. Um católico é proibido de ler essas versões protestantes nas quais há muitas má interpretações e no qual o texto é torcido para dar respaldo os inimigos da Igreja católica. Falsos textos não são a Palavra de Deus. 
24. Vocês católicos parecem amedrontados que os católicos serão danificados pela leitura das Escrituras. 
Mesmo tendo uma versão perfeita e correta, milhares de pessoas foram danificadas pela leitura das Escrituras e pensaram que eram capazes de interpretá-la corretamente. Os fariseus leram as Escrituras, contudo conseguiram usar, ou abusar de citações da Bíblia como um argumento contra Cristo, da mesma maneira que os homens de hoje citam as Escrituras como um argumento contra a verdadeira Igreja de Cristo, a Igreja católica. 
25. Você diz que você tem uma Bíblia e que os católicos podem ler a Bíblia, mas eles fazem assim? 
Alguns fazem e alguns não fazem. Todos são livres para fazer assim, mas não é absolutamente necessário que eles devam se dar à leitura privada das Escrituras. 

Mensagem do Dia

"Não dê importância ao demônio, despreze-o!" (Padre Pio de Pietrelcina)

Maria - a cheia de Graça!



“ Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.”
            








               Durante o mês de maio, nós, fiéis católicos, nos aproximamos de mais uma das grandes graças de nossa fé: a veneração de Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa Mãe. A alegria de professar essa filial devoção teve início nos primórdios da Igreja e certamente se reporta ao que se passou como descreve o evangelista João:
“Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse a sua mãe: ‘Mulher, eis aí o teu filho. ’ Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí a tua mãe.’ E dessa hora em diante o discípulo a levou para casa.”(Jo 19, 26-27)
            Naquele momento, diante da cruz de Jesus, ao lado de Maria estava não apenas o discípulo amado (João), mas encontrava-se representado cada um de nós. O momento é envolto de uma oportuna providencia divina e se faz cheio de significado.
Primeiro: elucida em nós uma questão tantas vezes levantada: Teria Jesus tido irmãos? José teria sido casto, vivendo ao lado daquela jovem até sua morte sem ter com ela a união íntima? Ora, se Jesus tivesse tido realmente irmãos, Maria não teria que ser entregue a um dos discípulos de Jesus, mas ficaria na companhia de seus filhos.
Segundo: revela uma ordem de importância na participação de Maria frente aos discípulos de Jesus. A sociedade hebraica daquele período era extremamente machista, sendo necessária por várias vezes a intervenção da religião para resguardar as viúvas como podemos constatar várias vezes no texto sagrado. Assim sendo, Jesus deveria primeiro enviar João para cuidar de sua mãe, mas o que vemos? Exatamente o oposto disso. É ela que deve cuidar de João. É Maria que deve acolher João como seu filho, dispensando a ele, todo o amor e carinho que ela destinara a Jesus, enquanto estava entre nós em sua missão.
Terceiro: ali em João, encontram-se cada um de nós, sendo acolhidos como filhos por Maria. Mas não apenas isso. Diante da cruz! Quantos de nós podemos testemunhar que quando estávamos diante das mais terríveis cruzes de nossas vidas pudemos sentir a presença consoladora de Maria ao nosso lado. E qual deve ser nossa atitude a partir de então? Como João levar Maria para a nossa casa, para nossa vida, para nossas lutas, para nossa família. Sendo Maria a Cheia de Graça, assim começamos esta reflexão, onde ela estiver ali também estará à graça do Senhor! (Catecismo nº 970).
Se reconhecemos a importância do Pentecostes para o cristianismo, quando o Espírito Santo, o Paráclito, o prometido do Pai, veio sobre os apóstolos, amedrontados e escondidos por medo dos judeus e infundiu-lhes um novo vigor e uma paresia (cf. At 2,1-47),ainda mais teremos motivos de considerar Maria como Bem-Aventurada segundo o próprio cântico do Magnificat, pois é nela que se dá a primeira experiência do Pentecostes no Novo Testamento. “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra.” (Luc 1,35b) A simples saudação de Maria a sua prima Isabel, narra o evangelista Lucas, a deixa cheia do Espírito Santo. Desta forma, ensina a Igreja: "O Espírito Santo preparou Maria com a sua graça. Convinha que fosse ‘cheia de graça’ a mãe daquele em que ‘habita corporalmente a Plenitude da Divindade’ (Cl 2,9). Por pura graça, ela foi concebida sem pecado como a mais humilde das criaturas, a mais capaz de acolher o Dom inefável do Todo-Poderoso.” (Catecismo 722).
No centro de nossa fé, está o próprio Cristo, em sua presença eucarística, em tantos e tantos sacrários de Igrejas e Capelas. Não podemos esquecer porém que o primeiro sacrário foi o seio virginal de Maria, onde  esteve Jesus em sua carne e seu sangue. E ousando em nossa fé católica, aquele divino sangue que jorrou na cruz por nossa salvação, como celebramos recentemente no Domingo da Misericórdia, tinha no mínimo o DNA de Maria.
Tudo por Jesus, nada sem Maria! Que nesse mês de Maio, consagrado a Maria, Advogada, Auxiliadora, Protetora, Medianeira, Assunta, Cheia de Graça, Escrava do Senhor, Imaculada, Mãe de Deus, Mãe de Cristo, Mãe da Igreja, Sede da Sabedoria, Refúgio do Cristão, seja renovado em nós, por meio do Espírito Santo, o amor àquela que se fez nada, mas que nos trouxe tudo. E que tenhamos nosso sim diário a Jesus e ao seu chamado renovado e um inflamado amor por sua Igreja, ao lado de Maria, mesmo nos momentos de Cruz. Amém!

Unidos em Cristo e na sua Igreja.

Christian Moreira

Papa: católicos devem participar da vida pública Reza ao rosário com os bispos italianos pelos 150 anos da unidade da Itália


ROMA, quinta-feira, 26 de maio de 2011 (ZENIT.org) - O Papa rezou na tarde desta quinta-feira o Rosário com os bispos italianos, na Basílica de Santa Maria Maior, no contexto das celebrações dos 150 anos de unidade da Itália.
Bento XVI fez um apelo a que os prelados alentem os católicos a participar da vida pública.
“A fé, de fato, não é alienação: são outras as experiências que contaminam a dignidade do homem e a qualidade da convivência social”, disse.
“Em cada época histórica, o encontro com a palavra sempre nova do Evangelho foi manancial de civilização, construiu pontes entre os povos e enriqueceu o tecido de nossas cidades, expressando-se na cultura, nas artes e, não em último lugar, nas mil formas da caridade.”
O Papa pediu aos bispos que estimulem os fiéis leigos a “vencer todo espírito de fechamento, distração e indiferença, e a participar em primeira pessoa na vida pública”, para construir uma sociedade que respeite plenamente a dignidade humana.
Bento XVI insistiu na importância das “iniciativas de formação inspiradas na doutrina social da Igreja, para que quem esteja chamado a responsabilidades políticas e administrativas não seja vítima da tentação de explorar sua posição por interesses pessoais ou por sede de poder”.
É muito importante também – sublinhou – “apoiar a vasta rede de agregações e associações que promovem obras de caráter cultural, social e caritativo”.
Ao falar sobre a Itália, o Papa destacou que o país deve se orgulhar da presença e da ação da Igreja. Esta não persegue privilégios nem pretende substituir as responsabilidades das instituições políticas; respeitosa da legítima laicidade do Estado, está atenta em apoiar os direito fundamentais do homem”.
“A Igreja – forte por uma reflexão colegial e pela experiência direta sobre o terreno – continua oferecendo sua contribuição para a construção do bem comum, recordando a cada um seu dever de promover e tutelar a vida humana em todas as suas fases e de sustentar com os fatos a família; esta continua sendo, de fato, a primeira realidade onde podem crescer pessoas livres e responsáveis, formadas nesses valores profundos que abrem à fraternidade e que permitem enfrentar também as adversidades da vida.”

Integrar a própria incompletude Quando conhecemos o que somos podemos estabelecer metas


O ser humano traz em si certa medida de incompletude e ausência, e a isso atesta a imensa “procura” que ele realiza ao longo de toda a sua vida.Todos estão sempre à procura de algo. Todos buscam incansavelmente na vida – consciente ou inconscientemente – uma realidade que os possa completar. Muitos a procuram nos vícios, alguns em amores destemperados, outros ainda no dinheiro e nas posses… Mas o fato é que, se buscarmos em fontes erradas, nossa incompletude se tornará ainda maior e nos sentiremos cada vez menos saciados.
Tal incompletude pode ser percebida nos mais variados momentos de nossa história, principalmente, naqueles nos quais parece que, irremediavelmente, nos falta algo para nos sentirmos realmente completos na vida. Essa incompletude é humana, é puramente existencial. Diante de tal constatação, o que se faz necessário para o coração que quer crescer é a madura atitude de buscar integrar as próprias ausências. Mas como realizar isso?
Para tal pergunta nem sempre respostas prontas e encomendadas serão eficazes – apesar de muitos as perseguirem e até as exigirem… Contudo, diante desse questionamento torna-se perceptível que, para que este êxito de integração aconteça, é necessário recorrer a fontes que, de fato, nos possibilitem um encontro com nossa própria identidade, e isso sem negar nossa real essência e verdade. Nesse encontro é preciso também renunciar a toda deformidade que possa ter sido agregada a essa identidade, mas que, na verdade, não é parte integrante do que essencialmente se é.
Quando conhecemos o que somos e como funcionamos, e também o que não somos – e que a vida e as circunstâncias acabaram nos acrescentando –, podemos verdadeiramente estabelecer metas que nos possibilitem compreender aonde queremos chegar, integrando, dessa forma, nossas ausências em um projeto maior.

Assim não empreenderemos energias à toa, apenas “procurando” uma forma concreta para eliminar a própria incompletude. Mas, de maneira consciente, nos reconciliaremos com esta (incompletude), dando passos concretos na busca de ideais que nos integrem e nos tornem mais completos (lembrando que isso não é uma resposta pronta e absoluta, mas somente uma provocação para construí-la…).
Conhecer-se é o primeiro requisito para integrar-se. Quem se conhece e se compreende, retirando de si inverdades assumidas, conseguirá procurar um sentido para a vida de maneira certa. Quem se assume no que é – desde que não seja em uma deformidade falsamente agregada – eliminará a parte de incompletude que brota do fato de não saber em qual direção empreender os dias.
Integrar a própria incompletude é tarefa que só se acontece a caminho. A cada passo dado, assumindo-se e assumindo um Sentido que agregue sentido à vida, as ausências se dissiparão e os vazios poderão ser portadores de infinitas presenças. Desse modo, o coração poderá se tornar mais completo e menos perdido na vida e, assim, poderá empregar seus belíssimos esforços na aquisição de uma integrada e, possível, felicidade.
Diácono Adriano Zandoná