sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Preconceitos



Assim como eu e os milhares de leitores de minha coluna diária, todos possuímos preconceitos. Isso nem é de todo uma desgraça. Alguns de nossos preconceitos são tolos e, talvez, perniciosos, mas outros são, simplesmente, as regras necessárias pelas quais vivemos.
"Pré-conceito" significa pré-julgamento: ou seja, decisões a que chegamos rapidamente sem ter de pesar muito as provas. Assim, se os "pré-conceitos" que temos são sensatos ou insensatos, dependerá das fontes de nossas crenças e de nossas preferências mais arraigadas.
É claro que uma pessoa pode nutrir preconceitos tolos a respeito do tom da pele ou dos cabelos de outro ser humano ou sobre a natureza de sua religião. Mas também é verdade, como escreveu Edmund Burke (1729-1797), que por um sábio preconceito a virtude se torne hábito.
Dessa maneira, povos de inclinações saudáveis e de instrução moral decente alimentam um preconceito a respeito do assassinato. Quando ouvimos que foi cometido um homicídio, reagimos a partir de nossos pré-conceitos -- e é justo que o façamos. Não perguntamos se o homem assassinado era bom ou se o assassino tinha boas maneiras, ou (supondo que sintamos como se estivéssemos desferindo o derradeiro golpe) podemos conseguir escapar sem sermos notados. Diferente da personagem principal do romance de Fiódor Dostoiévski (1821-1881), "O Idiota", não pesamos racionalmente os aspectos benéficos e nocivos de um determinado assassinato para então decidir se iremos eliminar outra vida humana.
Ao contrário, simplesmente obedecemos ao mandamento "Não matarás", caso sejamos pessoas normais. Ao tomarmos conhecimento de um assassinato, decidimos que independente das circunstâncias particulares, o assassinato é mau e que a justiça deve ser feita. Um preconceito sensato, adquirido desde cedo na vida, nos informa que o assassinato é algo proibido e que não deve ser tolerado por sentimentalismos.
Igualmente, somos capazes de manter uma decente ordem social civil porque a maioria de nós age com base em sábios preconceitos sobre roubo, crueldade e fraude. Não temos de titubear e tentar ponderar as possíveis perdas e ganhos que encerram atividades como a trapaça ou o espancamento do próximo. Se somos bons, a maioria das pessoas é boa por ter hábitos morais. Não temos de realizar uma espécie de cálculo todas as vezes em que somos compelidos a tomar uma decisão moral.
Instilamos, deliberadamente, preconceitos desejáveis desde o início da vida -- por exemplo, no ato de dar umas palmadas caso nossos meninos persistam em chutar as canelas de outros meninos. Pais prudentes, de modo acertado, criam suas crianças com preconceitos a respeito de pequenos furtos em lojas, de estilhaçar janelas e de atormentar os cães. Não ensinam aos seus rebentos a perguntar: "Será que alguém vai me assistir torturando aquele cãozinho?"ou "Não seria mais divertido que perigoso dar um jato d'água na Sally?"
Permitam-me acrescentar que pais saudáveis também tentam manter os filhos livres de falsos preconceitos. É uma questão de discriminação precoce, mas criar alguém completamente sem preconceito é educar de modo indeciso e totalmente imoral. Não é errado ser preconceituoso com trapaceiros, mentirosos, fanáticos e demagogos.
Traduzido do inglês por Márcia Xavier de Brito
O presente ensaio foi publicado originalmente no livro "Confessions of a Bohemian Tory: Episodes and Reflections of a Vagrant Career". New York: Fleet Publishing Corporation, 1963.
Fonte: CIEEP: Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Entendendo as “entranhas” da perseguição anti cristã pelo Mundo e desfazendo mitos. Parte I



John L. Allen Jr - National Catholic Reporter

O intelectual francês Régis Debray observou que a perseguição anticristã se desdobra diretamente no ponto cego político do Ocidente – as vítimas são geralmente “muito cristãs” para estimular a esquerda e “muito estrangeiras” para o interesse da direita. 
Como contribuição para apagar esse ponto cego, vamos desmascarar cinco mitos comuns sobre a perseguição anticristã.
Mito nº 1: Os cristãos são vulneráveis apenas quando são minoria
Acima de tudo, mesmo que isso fosse verdade, dificilmente diminuiria a seriedade da questão. De acordo com uma recente análise do Pew Forum, 10% dos cristãos vivem em sociedades em que são uma minoria. Dado que existem 2,18 bilhões de cristãos no planeta, isso se traduz em mais de 200 milhões de pessoas, muitas delas enfrentando ameaças, como as da Faixa de Gaza.

Qualquer flagelo que põe 200 milhões de pessoas em perigo, seja qual for a causa, mereceria preocupação.

No entanto, é palpavelmente falso que a perseguição ocorre apenas onde os cristãos são uma minoria. Segundo dados de outubro de 2010 do Pew Forum, os cristãos enfrentam ataques em um impressionante total de 133 países, o que representa mais de dois terços de todas as nações da terra, incluindo muitas onde os cristãos são uma forte maioria.

Um olhar sobre uma recente lista reunida pela Agência Fides, a agência de notícias missionária do Vaticano, de agentes de pastoral católicos mortos durante o ano passado, ilustra esse ponto.

Dos 26 que perderam suas vidas em 2011, apenas um morreu em um país onde os cristãos são uma minoria: o padre salesiano Marek Rybinski, morto na Tunísia, em fevereiro. Todos os demais morreram em países onde os cristãos são maioria, incluindo várias nações majoritariamente católicas, como ColômbiaMéxicoBurundiSudão do Sul Filipinas.

Colômbia, o sexto maior país católico do planeta, também foi lugar mais perigoso do mundo para ser um agente de pastoral católico em 2011. Seis padres e um leigo morreram, somando-se a uma sangrenta contagem de 70 padres, dois bispos, oito religiosos e três seminaristas mortos na Colômbiadesde 1984.

Um dos mais angustiantes e novos martirológios de 2011 veio do México, onde 92% da população é católica. Mary Elizabeth Macías Castro, líder do Movimento Leigo Scalabriniano e blogueira, foi decapitada por expor as atividades de um cartel de drogas. De acordo com a Comissão para a Proteção dos Jornalistas norte-americana, ela foi a primeira jornalista do mundo morta devido ao uso de mídias sociais.

Em qualquer lugar em que os cristãos professam a sua fé abertamente, tomam posições contra a injustiça ou se colocam em perigo por causa do Evangelho, eles estão em risco – seja qual for a demografia religiosa do lugar.

Liberdade de consciência é “inegociável”. Leia e entenda.



Zenit
Superando as fortes pressões do lobby gay e abortista contra sua eleição, o político católico maltês Tonio Biorg (Foto) foi confirmado para a Comissão de Saúde e Consumo da União Europeia (UE). 

O Parlamento da UE decidiu a vitória de Borg ontem, 21, por 386 votos a favor e 281 em contra e 28 abstenções. 

Conforme assinala a plataforma espanhola pró-família HazteOir (HO), esta votação “vinha precedida de uma formidável polêmica internacional, provocada pela agressão de determinados lobbys radicais –financiados pela própria UE–”.

Entre estes grupos estão a Federação Humanista Européia, a Associação Internacional de Lésbicas e Gays (ILGA) e a multinacional abortista Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF), “que quiseram impor o veto ao político maltês exclusivamente por suas convicções morais e religiosas”.

Com o caso do Borg, assinala HO, “o verdadeiro respeito a um dos valores indisputáveis da Europa –a liberdade de consciência– foi novamente posto à prova. E o resultado, defendido por milhares de cidadãos através do alerta da HO, não pôde ter sido mais satisfatório: venceu a liberdade. Venceram os cidadãos”.

O alerta do grupo espanhol HazteOir pedindo a nomeação de Borg passou de 21 mil assinaturas no dia 20 de novembro a 37 526 (mais de 15 mil novas assinaturas) em menos de 24 horas.

Durante as últimas semanas Borg, ministro maltês de Assuntos Exteriores foi submetido ao escrutínio do Parlamento Europeu para comprovar sua idoneidade para o cargo.

Como parte do processo de escrutínio da Euro câmara, Borg respondeu por escrito a cinco perguntas dos deputados e respondeu às perguntas dos representantes de três comissões parlamentares da câmara em uma audiência de três horas de duração.

“Matrimônio” gay na França: Hollande respeitará objeção de consciência dos prefeitos do país.



ACI
O presidente da França, François Hollande, comprometeu-se ontem ante um congresso de prefeitos a que a lei do mal chamado “matrimônio” homossexual que ele impulsiona, inclua a cláusula de respeito à objeção de consciência para os funcionários que rejeitem casar a casais do mesmo sexo.
Conforme informa o jornal La Razón, Hollande disse ante o congresso da Associação de Prefeitos da França (AMF) que “os prefeitos são representantes do Estado e, se a lei for aprovada, deverão aplicá-la. Mas existem possibilidades de delegação e que podem ser ampliadas. E está a liberdade de consciência”.
O mandatário disse que o Estado deve respeitar “o laicismo e a igualdade” e precisou que “a lei se aplicará a todos no respeito da liberdade de consciência”.
O projeto de matrimônio de pessoas do mesmo sexo na França, apresentado pelo Governo no último dia 7, chegará ao Parlamento no final do próximo mês de janeiro, onde conta com o respaldo da maioria, embora alguns partidos também tenham expressado sua oposição.
Centenas de prefeitos enviaram uma carta ao presidente na qual asseguravam que se negariam a efetuar uniões entre pessoas do mesmo sexo.
Do mesmo modo, no sábado passado, dia 17 de novembro, 250 mil pessoas saíram às ruas de 10 cidades da França em uma grande manifestação a favor do autêntico matrimônio, formado por um homem e uma mulher; e contra as uniões homossexuais.
Paris, Lyon, Toulouse, Rennes, Dijon, Metz, Marsella, entre outras, estavam lotadas por franceses que fizeram uma marcha pela defesa dos direitos das crianças a ter pai e mãe.
Em Lyon, desfilaram juntos o Arcebispo, Cardeal Philippe Barbarin, e o reitor da grande mesquita, Kamel Kabtane, quem assinalou que “compartilhamos os mesmos valores fundamentais e esses, devemos defendê-los juntos”.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Exorcista adverte que usar magia é confiar mais no demônio que em Deus.



O exorcista canadense, Pe. Françoise-Marie Dermine, advertiu aos católicos que acreditar em superstições e usar a magia para solucionar os problemas, é no fundo confiar mais no demônio que na Providência de Deus.
“A superstição abre as portas à magia, e a magia abre as portas ao demônio, porque quando uma pessoa recorre à magia, não tem confiança em Deus, pensa que Ele não pode conceder-lhe o que precisa, então vai aos bruxos para obtê-lo”, expressou em uma entrevista dada ao Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME).
“O que não sabem -acrescentou o sacerdote exorcista- é que o bruxo realiza ritos e usa sinais dos quais o demônio se serve para fazer a sua vontade”.
O sacerdote, que chegou para participar do IX Congresso de Exorcistas da Arquidiocese do México, explicou que a superstição nasce da falta de fé, mas “também pode nascer de causas psicológicas ocasionadas por carências afetivas na infância, porque quando uma pessoa não se sente amada pelos seus pais, começa a procurar proteção no mundo mágico”.
Entretanto, advertiu que “a magia sempre é magia e tem cumplicidade com o demônio, sempre intervém uma potência externa que não é Deus, e isto não traz nada bom, é contraproducente porque provavelmente a pessoa vai conseguir o que quer, mas há um depois, e o demônio vai cobrar o que lhe foi pedido”.
Do mesmo modo, indicou que uma superstição é também outorgar a outro mais poder que a Deus, por exemplo, “quando uma pessoa acende uma vela a São Bento e carrega como amuleto uma medalha com a sua imagem, mas continua vivendo uma vida desordenada, isso não serve de nada”.
Segundo o SIAME, o exorcista explicou que há superstições passivas e ativas, que são mais graves porque têm o propósito de provocar um efeito, como acreditar em ídolos, atribuir ao demônio o mesmo poder de Deus ou acreditar que o diabo é a causa ordinária e constante dos fenômenos que não podemos compreender.
O Pe. Dermine também advertiu aos católicos que os bruxos ao utilizarem imagens de Santos ou da Virgem de Guadalupe para tranquilizar as pessoas que chegam para solicitar seus serviços estão cometendo um grande engano.
Finalmente, exortou aos católicos a estar em guarda e não acreditar em amuletos, pois “se tivessem fé, mais confiança em Deus, tudo isto não existiria… Jesus fala de que nesta vida vamos ter tribulações, dificuldades e que temos que carregar a cruz”.
Mas ao mesmo tempo, explica o sacerdote, Jesus “nos diz que ter confiança em que Deus está presente, nos da a força espiritual para enfrentar qualquer dificuldade”.

Pastora evangélica, eleita vice de Ibirité (MG) prometeu banir Igreja Católica do município.




Como reflexão dessa noticia quase inacreditável, segue alguns lembretes da Constituição brasileiraque no seu artigo 5º, VI, estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.
O inciso VII afirma ser assegurado, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva.
O inciso VII do artigo 5ºestipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.
O artigo 19, Iveda aos Estados, Municípios, à União e ao Distrito Federal o estabelecimento de cultos religiosos ou igrejas, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.
O artigo 150, VI, “b”, veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a instituição de impostos sobre templos de qualquer culto, salientando no parágrafo 4º do mesmo artigo que as vedações expressas no inciso VI, alíneas b e c, compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.
O artigo 210 assevera que serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar a formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais, salientando no parágrafo 1º que o ensino religioso, de matéria facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.
O artigo 213 dispõe que os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação e assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas atividades. Salientando ainda no parágrafo 1º que os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio, na forma da lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da residência do educando, ficando o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade.
E a Declaração Universal do Direitos Humanos:
A Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada pelos 58 estados membros conjunto das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, no Palais de Chaillot em Paris, (França), definia a liberdade de religião e de opinião no seu artigo 18:
Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.
Apoiada pela Leis Brasileiras TAMBÉM:
A Constituição brasileira de 1988, consagrou de forma inédita que os direitos e garantias expressos na Constituição “não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.” (art. 5°, § 2°). Assim, os direitos garantidos nos Tratados de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil integram a relação de direitos constitucionalmente protegidos.
Fonte: “PARA ESSES DIAS”
Comentário feito por um amigo do Blog.
Fui saber mais a respeito e só achei cópias da mesma notícia. Quando ia desistindo, achei esta. Espero que a palhaçada dessa carta seja realmente mentira.
Vice-prefeita nega autoria de carta que prometia fechamento de igrejas católicas. A folha com propostas inconstitucionais foi jogada nas casas durante a madrugada dias antes das eleições.

Depois de Cuba e Guiana, Uruguai “legaliza” crime do Aborto.



outubro 18th, 2012

O Congresso uruguaio aprovou , por estreita margem, a despenalização do aborto durante as 12 primeiras semanas de gestação.
A medida, aprovada no mês passado na Câmara, passou no Senado por 17 x 14 votos, com apoio dos parlamentares da Frente Ampla (governo) e de um dissidente do oposicionista Partido Nacional. O presidente José Mujica (socialista) anunciou que promulgará a lei.
Em 2008, o então presidente Tabaré Vázquez vetou uma iniciativa semelhante aprovada no Congresso. “Com esta lei estamos dentre os países desenvolvidos, que na sua maioria adotaram critérios de liberalização, reconhecendo o fracasso das normas penais que tentam evitar os abortos”, disse o senador governista Luis Gallo no plenário.

O aborto é crime no Uruguai desde 1938. A nova lei permite a interrupção da gravidez, desde que a mulher se consulte com um grupo de profissionais da saúde e reflita durante cinco dias sobre sua decisão.

O Uruguai, país de tradição cristã, mas com separação entre Estado e Igreja, é o terceiro país da América Latina a aprovar o aborto, depois de Cuba e Guiana. A Cidade do México também permite a prática. Pesquisa feita semana atrás pela consultoria local Cifra mostrou que 52 por cento dos uruguaios concordam com a mudança na lei, e que 34 por cento são contra.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ciclo Formativo sobre libertação - Tema : "Os ataques do inimigo"



Caros irmãos combatentes,

ontem tivemos nosso encontro semanal, e na formação sobre o ciclo temático de Libertação, trabalhamos o tema: "Os ataques do inimigo". Nele buscamos desvendar as estratégias do maligno para nos derrotar e nos afastar de nossa vocação primeira que é a santidade, e consequentemente o céu.

Partilhamos também com alegria que realizamos a nossa primeira transmissão por nossa rádio web, no nosso blog http://blog.cancaonova.com/fortaleza/. Divulguemos para que essa graça seja compartilhada por todos.

O endereço para donwload da formação é Os ataques do inimigo

Unidos em Cristo e na sua Igreja.

Christian Moreira

O que define um trabalho como missionário?



Arquivo
Padre Hamilton Nascimento - Formador Frente de Missão Canção Nova de BH/ Mestrando em Teologia FAJE/BH.
Como distinguir o que é um trabalho missionário e o que não é? Para quem ainda tem dúvidas, a missão vai desde o trabalho direto com a evangelização até aquele que está por trás de tudo isso, como as atividades desempenhadas nos setores mais escondidos de uma comunidade. Independentemente da área em que se realiza, a missão começa com a oração.

A oração é o coração da missão. Isso é o que pensa o padre Hamilton Nascimento, da comunidade Canção Nova. Para ele, a ação missionária não é só a parte externa, mas começa justamente a partir do interno. “Santa Terezinha descobriu que, através do amor, amor traduzido em forma de oração, ela poderia desenvolver a missão, sustentar a missão da Igreja”, disse.

Ele explicou que, antes de partir em missão, é necessário rezar por ela. Isso porque sem colher de Deus as inspirações, a missão não terá eficácia, não dará frutos. E aquelas pessoas que não saem em missão, mas ficam de base para os missionários que o fazem, também desenvolvem uma ação missionária.

Exemplo disso, segundo padre Hamilton, é o trabalho de Madre Tereza de Calcutá. Para sua ação missionária em Calcutá e mundo afora, ela contava sobretudo com um grupo de amigas, intercessoras, uma espécie de filhas espirituais, a quem recorria nas dificuldades do dia-a-dia da missão, entraves que apareciam e impediam o avanço da obra de Deus.

“Era justamente nessas horas de intenso embate que ela recorria a outros missionários, que eram justamente aqueles que, por muitas razões, não poderiam ir em missão como ela. (...) Madre Tereza sabia que a eficácia na missão dependia muito antes da comunhão íntima e profunda com Deus”.
Luciane Marins
A missionária Ana Elisabete em seu local de trabalho, na auditoria interna da Fundação João Paulo II
Testemunho

Assim também é o trabalho missionário de Ana Elizabete De Lucena Calado, missionária da comunidade Canção Nova que atua no setor administrativo, na auditoria interna da Fundação João Paulo II.

“O meu trabalho missionário na Canção Nova é aquela ação meio silenciosa. Na verdade, eu não evangelizo diretamente com o povo, mas estou evangelizando através da minha participação na companhia de pesca que o padre Jonas ensina, como Canção Nova, a vivermos”, relatou a missionária.

Concretamente falando, ela explicou que seu trabalho deve ser bem desenvolvido de forma a ajudar a trazer os balanços de forma mais transparente para o público. Ela descreveu suas atividades cotidianas como simples, mas de grande responsabilidade.

“Lido com muito papel, com várias pessoas, com vários departamentos, porque na auditoria interna nós temos que criar procedimentos de controles internos para toda a Fundação João Paulo II”.

E esse trabalho burocrático não faz Ana Elisabeth ser menos missionária que os outros. Ela acredita que está evangelizando a partir do momento que desenvolve o seu trabalho profissionalmente. “Se não formos profissionais de Deus, não vamos prestar contas ao público e à promotoria de forma justa e como deve ser”.

Para Ana, Deus investe em cada um de maneira diferente, mas cada um tem o seu papel. “O trabalho é de suma importância, seja aquele que pesca e traz o peixe, ou aquele que está no barco remando para que o pescador traga os bons peixes, todos os dois têm um papel fundamental. Um é o fim e o outro é o meio. Para Jesus, todos evangelizam da mesma forma”.

Nova evangelização
Independente da forma se desenvolve, toda a ação missionária está diante de um novo contexto: a nova evangelização. Padre Hamilton lembrou que o beato João Paulo II  já dizia que para o 3º milênio seria necessário que a Igreja lançasse mão de novos métodos para chegar ao coração das pessoas.

Nessa tarefa, o sacerdote disse ser fundamental a formação. “Para eu anunciar Jesus Cristo Vivo e Ressuscitado, eu devo ser o primeiro a ser alguém que foi encontrado por Ele, a conservar uma amizade pessoal com Ele”.

Essa preparação se explica principalmente tendo em vista as dificuldades impostas pelo mundo ao trabalho evangelizador, como a crise da fé. Esta é a razão da proclamação do Ano da Féiniciado no último dia 11.

“Nesse Ano da Fé, é muito importante nós termos o processo de formação que é feito na Igreja, na catequese, na evangelização explícita como realiza a Canção Nova através dos seus muitos e variados encontros, através de toda uma programação televisiva, radiofônica, da internet".

Perfil do missionário do século XXI

E esse trabalho da comunidade, que é uma dentre outras da renovação carismática, busca transmitir sempre a mesma fé cristã-católica, mas de forma nova, com uma linguagem mais catequética, aberta e simplificada, mas não menos profunda.

Essa adaptação de linguagem é, para padre Hamilton, fator essencial para o missionário do século XXI. O mundo mudou e, da mesma forma, as características do missionário precisam ser outras.

“Ele (o missionário) não deixa de ser o que é, mas precisa se inculturar, adequar sua linguagem, sua postura, porque se não, como a gente diria no popular, ele vai ‘ficar falando para as paredes’”.

Canção Nova

Jéssica Marçal
Da Redação

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ciclo Formativo sobre Libertação - Libertos do Maligno



O grupo de oração Combatentes, está realizando um ciclo temático ligado a Libertação. Hoje iniciaremos as postagens das formações já realizadas. A primeira delas, que disponibilizamos para você é a Libertação do Maligno.

Que Deus abençoe a todos!

Christian Moreira

Segue o link para donwload

Libertos do Maligno

O amor verdadeiro é exigente



Ele exige esforço para cumprir a vontade de Deus
Quando Jesus saía com os seus discípulos, a caminho de Jerusalém, apareceu um jovem que se ajoelhou diante d’Ele e lhe perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?” O Senhor indica-lhe os Mandamentos como caminho seguro e necessário para alcançar a salvação. O jovem, com grande simplicidade, respondeu-lhe que os cumpria desde a infância. Então Jesus, que conhecia a pureza daquele coração e o fundo de generosidade e de entrega que existe em cada homem e em cada mulher, “olhou para ele com amor” e convidou-o a segui-Lo, pondo à parte tudo o que possuía.

Como gostaríamos de contemplar esse olhar de Jesus! Umas vezes, imperioso; outras, de pena e de tristeza, por exemplo ao ver a incredulidade dos fariseus (Mc 2,5); outras, de compaixão, como à entrada de Naim, quando passou o enterro do filho da viúva (Lc 7,13). É esse olhar que comunica uma força persuasiva às palavras com que convida Mateus a deixar tudo e segui-Lo (Mt 9,9); ou com que se faz convidar a casa de Zaqueu, levando-o à conversão (Lc 19,5).

Mas o jovem prefere a “segurança” da riqueza e recusa o convite de Jesus!

Ao recusar o convite, diz o Evangelho:” quando ele ouvir isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico” (Mc 10,22). “A tristeza deste jovem deve fazer-nos refletir. Podemos ter a tentação de pensar que possuir muitas coisas, muitos bens neste mundo, pode fazer-nos felizes. E no entanto, vemos no caso deste jovem do Evangelho que as muitas riquezas se converteram em obstáculo para aceitar o chamamento de Jesus. Não estava disposto a dizer Sim a Jesus e não a si próprio, a dizer Sim ao amor e não á fuga!



O amor verdadeiro é exigente. O amor exige esforço e compromisso pessoal para cumprir a vontade de Deus. Significa disciplina e sacrifício, mas significa também alegria e realização humana. Não tenhais medo a um esforço honesto e a um trabalho honesto; não tenhais medo à verdade. Queridos jovens, com a ajuda de Cristo e através da oração, vós podeis responder ao Seu chamamento, resistindo às tentações, aos entusiasmos passageiros e a toda a forma de manipulação de massas.

Segui a Cristo! Vós, esposos, tornai-vos participantes reciprocamente, do vosso amor e das vossas cargas, respeitai a dignidade humana do vosso cônjuge; aceitai com alegria a vida que Deus vos confia; tornai estável e seguro o vosso matrimônio por amor aos vossos filhos.

Segui a Cristo! Vós solteiros ou que estais a preparar para o matrimônio!Em nome de Cristo estendo a todos vós o chamamento, o convite, a vocação: Vem e segue-Me” (Beato João Paulo II).

A reflexão da passagem bíblica sobre o jovem rico leva-nos a entender o uso dos bens materiais. Jesus não os condena por si mesmos; são meios que Deus pôs à disposição do homem para o seu desenvolvimento em sociedade com os outros. O apego indevido a eles é o que faz que se convertam em ocasião pecaminosa. O pecado consiste em “confiar” neles, como solução única da vida, voltando as costas à divina Providência. São Paulo diz que a ganância é uma idolatria (Cl 3,5). Cristo exclui do Reino de Deus a quem cai nesse apego às riquezas, constituindo-as em centro da sua vida, ou melhor disto, ele mesmo se exclui.

Quem é esse jovem do Evangelho? Posso ser eu. Pode ser você… São muitas pessoas que observam os Mandamentos e até desejariam fazer mais… Mas quando Deus pede algo mais… se retiram tristes, porque estão apegadas a muitas coisas, que amaram o seu coração e impedem de dar esse passo a mais. As vezes são medíocres, querem ficar satisfeitas apenas com o mínimo necessário!…

Cristo nos dirige, ainda hoje, o mesmo convite: “Vai e vende tudo o que tens e dá aos pobres… e depois, vem e segue-Me.” Todos nós temos alguma coisa para “vender”… Quais são as “riquezas”, de que devemos nos desfazer para esse algo mais e que tornam o nosso coração materializado e insensível às coisas de Deus?

Cristo continua nos olhando com amor! Com esforço devemos seguir o Mestre. “Neste esforço de identificação com Cristo, costumo distinguir como que quatro degraus: procurá-Lo, encontrá-Lo, tratá-Lo, amá-Lo. Talvez vos sintais como que na primeira etapa. Procurai o Senhor com fome, procurai-O em vós mesmo com todas as forças. Atuando com este empenho, atrevo-me a garantir que já O tereis encontrado, e que tereis começado a tratá-Lo e a amá-Lo” (São Josemaria Escrivá, Amigos de Deus, nº 300).

Mons. José Maria Pereira
Diocese de Petrópolis-RJ

Seja exigente com seu filho. Ele vai lhe agradecer!



ROBERTO ZANIN

Uma colega suspirou dia desses: “Ufa! Meu filho quis que eu comprasse a chuteira salmão igual à do Neymar. Sabe o preço? R$ 500! Comprei, né? O pior é que fiquei sabendo que a empresa vai lançar um novo modelo de três em três meses!”, lamentou, impotente. No mesmo instante, respondi: “Bastava dizer ‘não’”! Ela argumentou: “Você não conhece meu filho. Ele não desistirá de me aborrecer até conseguir o que quer!”
Uma amiga de minha mulher exibiu um pen drive: “Sabe o que tem aqui? ‘Eu quero Tchú’, ‘Assim você me mata’ e outras músicas do tipo. O Cauê exigiu. O que a gente não faz pelos filhos…” Em ambos os casos, os meninos tinham 7 anos de idade.
Não sou psicólogo, especialista em educação ou coisa do tipo, mas sou pai de quatro filhos, ou quatro degraus de uma escadinha: 8, 6, 4 e 2 anos de idade. Além disso, assisto a palestras de orientação familiar e acho que posso compartilhar algo sobre o assunto. Se é um erro ser autoritário, uma espécie de sargento com os filhos, é tão ou mais nocivo capitular, render-se e deixar que os pequenos assumam o controle.
Diante de um apelo consumista ou da vontade do filho ouvir música de mau gosto – e não adianta vocês me dizerem que, se a criança não ouve em casa, vai ouvir fora, já que apreciar o belo se aprende na família –, infelizmente é mais cômodo dizer “sim”. O “não” sempre é seguido de birras, choros, chantagens sentimentais e argumentos. Argumentos, aliás, que vêm revestidos de certa lógica: “Meus amigos sempre viajam e a gente só fica em casa”, “Você comprou tal coisa para ele, mas para mim não compra”.
Esses e outros chavecos amolecem muitos pais e mães.
E outro trabalho dado pelo “não” é que ele pede explicações. Por que não posso lhe dar tudo o que me pede, mesmo tendo dinheiro? Por que música, ou programas de tevê de baixo nível fazem mal? Para responder a perguntas desse tipo, os pais devem ter formação à altura, além de dedicar tempo para conversa – muita conversa – com os filhos.
A ascensão social experimentada por quem antes não tinha condições de consumir produtos mais sofisticados fez que pequenos ditadores e pais submissos se disseminassem por todas as classes. Podemos estar formando uma geração de molengas, que se acostumam desde cedo a ter tudo de mão beijada. Lá na frente, descobrirão que a vida não é um estalar de dedos. E, ao se depararem com frustrações, dificuldades e situações que exijam fortaleza, a reflexão vira à mente daquele adulto infantilizado: “Por que meus pais não me exigiram?”
Roberto Zanin é jornalista e blogueiro http://robertozanin.com

Jornal denuncia: “A eugenia avança no Brasil"


Depois da “legalização” do aborto de anencéfalos agora eliminam-se crianças com outras anomalias genéticas graves.
Um novo retrocesso no reconhecimento da dignidade humana dos não nascidos foi dado no fim de agosto, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou que uma jovem realize o aborto de um feto de 16 semanas. A criança não foi concebida em um estupro, nem é anencéfala: ela sofre de síndrome de Edwards, doença causada pela existência de um cromossomo extra e que provoca uma série de problemas de saúde para o portador; apenas uma minoria dos bebês com esse problema chega a nascer com vida; desses, 90% morrem ainda no primeiro ano.
A solicitação de aborto havia sido acertadamente recusada na primeira instância, mas o caso foi levado ao TJ-SP, onde o desembargador Ricardo Tucanduva concedeu a liminar permitindo a eliminação da criança, pois a jovem alegava que a continuação da gravidez colocaria a vida da gestante em risco – uma alegação no mínimo controversa, tratando-se de gestações de filhos com síndrome de Edwards.
O desembargador justificou sua decisão afirmando que o artigo 128 do Código Penal, que trata do crime de aborto, deveria ser interpretado com “flexibilidade” por estar em vigor há cerca de sete décadas.
Diante da falta de literatura médica (atestada inclusive pelo Instituto Nacional de Saúde norte-americano) que comprove a ligação entre a doença no feto e o risco de vida para a mãe durante a gravidez, resta a forte suspeita de que a motivação para o aborto seria mesmo a própria doença da criança, e não possíveis ameaças à integridade física da jovem – até mesmo porque, em caso de risco de vida para a mãe, a autorização judicial nem seria necessária.
Um caso semelhante já havia ocorrido em Goiás, no ano passado, com uma gestante de 41 anos que também recebeu permissão para abortar após o diagnóstico de que seu filho tinha a síndrome de Edwards. É assustador perceber que, mesmo sem haver certeza absoluta sobre a ameaça à vida da mãe, nos dois casos decidiu-se pela eliminação da criança.
Também percebe-se que, apesar de o artigo 128 do Código Penal não ter sofrido alterações no Congresso Nacional, o Poder Judiciário vem tomando para si a atribuição de legislar sobre o tema, abrindo brechas no sentido de tornar a legislação cada vez mais permissiva. Com a ADPF 54, julgada no início de 2012, o aborto de anencéfalos passou a ser aceito; agora, eliminam-se crianças com outras anomalias genéticas graves; a julgar pelo ritmo de aceitação da eugenia intrauterina, é possível imaginar um futuro no qual passe a ser legal negar o direito à vida de crianças diagnosticadas com outras doenças e deficiências menos graves.
Na realidade, a perspectiva pode ser ainda pior, pois a proposta de reforma do Código Penal em avaliação atualmente no Senado prevê a liberação do aborto, em qualquer momento da gestação, nos casos em que a legislação atual já não pune a prática, com o acréscimo de situações em que o feto padeça de “incuráveis anomalias que inviabilizem a vida extrauterina”; e, até a 12.ª semana de gestação, o aborto ficaria liberado “quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade” – critérios puramente subjetivos e que, na prática, dão margem à legalização ampla da eliminação de nascituros.
Em entrevista ao canal Globo News no início de setembro, o procurador Luiz Carlos Gonçalves, coordenador da comissão de juristas que elaborou o projeto de reforma do Código Penal, admitiu abertamente seu orgulho – e o de seus pares – em propor a legalização do aborto em termos tão amplos.
Além disso, segundo a proposta de Código Penal, nos casos em que a prática continua sendo crime, a pena deverá variar de seis meses a dois anos de prisão, contra os dois a quatro anos da legislação atual. Crimes ambientais contra animais silvestres ou de laboratório, no entanto, seriam punidos com prisão de dois a quatro anos. Uma legislação em que eliminar seres humanos ainda por nascer é uma falta considerada menos grave que a destruição de um ninho de pássaros revela, na melhor das hipóteses, uma falta de critério assombrosa – ou, na pior delas, um desprezo deliberado pela vida humana.
É fundamental que o Congresso rejeite a proposta de legalização do aborto feita pelos juristas coordenados por Gonçalves, e ao mesmo tempo também é urgente que o Poder Judiciário deixe de promover a eugenia e esticar a lei atual para além dos limites de sua interpretação. A vida dos seres humanos mais inocentes e indefesos precisa é de mais proteção, e não de novas ameaças movidas por uma mentalidade que só reserva o direito à vida aos “perfeitos” e “desejados”.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Círio de Nazaré congrega 2 milhões de fiéis em Belém do Pará



Foto: Neto Soares (www.ciriodenazaré.com.br)
BELÉM, 15 Out. 12 / 04:03 pm (ACI).- Em mais uma edição de uma das maiores procissões do mundo, o Círio de Nazaré reuniu mais uma vez cerca de 2 milhões de fiéis que saíram às ruas da capital paraense para mostrar sua fé católica e amor a Maria. As homenagens marianas e procissões que conformam a grande celebração do Círio continuam ao longo das próximas duas semanas de outubro.

Segundo informou a Rádio Vaticano, o clima de emoção e devoção marcou amissa do 220º Círio de Nazaré, presidida pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello e concelebrada pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, na Praça Frei Caetano Brandão, em frente à Catedral Metropolitana da Sé.

Mais de 50 mil pessoas participaram da missa celebrada às cinco horas da manhã. Quase duas horas depois, teve início a principal procissão que reuniu cerca de 2 milhões de fiéis.

Para o novo núncio no Brasil, o momento foi experiência única na sua vida.

“Foi difícil dormir depois da Trasladação e ficar na espera para viver de novo essa experiência no domingo”, afirmou Dom d’Aniello à Rádio Vaticano.

O Círio teve início na sexta-feira, 12 de outubro, com a primeira das onze romarias que compõem a quadra Nazarena. As homenagens continuam nas duas próximas semanas.

De acordo com a nota publicada neste sábado, 13 de outubro, pela página oficial da procissão (www.ciriodenazaré.com.br) só na procissão da transladação, reuniram-se 1.4 milhão de pessoas

“Neste ano, a Berlinda da Trasladação esteve ornamentada com 25 tipos de flores de quatro tons, mesclando as cores rosa e verde, distribuídas em 500 dúzias e 800 vasos de mudas. Entre as espécies estão: boca de leão, orquídea, cravina, cravo, rosa, crisântemo anastácia, astromélia, entre outros. Além de folhagens de brometa, tostoão e hera”, relata a nota do site da procissão.

Para o Diretor Coordenador do Círio 2012, Kleber Vieira, a procissão chegou no tempo esperado, às 23h. “Este ano o que ajudou na rapidez da procissão foi o recuo das arquibancadas que ajudou e muito na movimentação da procissão e dos fiéis”, afirma Kleber.

A cada ano que passa, o número de fiéis que acompanham a Trasladação é maior.
Na avaliação do Diretor de Procissões do Círio 2012, Carlos Augusto Nobre, “foi tudo maravilhoso”.

Durante o trajeto, foram diversas as homenagens dedicadas a Nossa Senhora de Nazaré. Entre as mais tradicionais, esteve a do Sindicato dos Estivadores e dos Arrumadores do Pará que soltaram fogos de artifício em honra à Virgem.

A Trasladação teve saída do Colégio Gentil Bittencourt, e seguiu pelas avenidas Magalhães Barata, Nazaré, Presidente Vargas, Boulevard Castilho França, Portugal, Praça do Relógio até a chegar à Catedral Metropolitana de Belém.

Fonte: ACI Digital

Cristãos precisam superar a « síndrome do embaraço» de anunciar explicitamente Jesus.



O relator-mor do Sínodo dos Bispos de 2012 diz que a sociedade atual está a ser percorridapor um “tsunami de influência secular” que ameaça destruir o campo de evangelização.
Em declarações reproduzidas esta segunda-feira pela Rádio Vaticano, relativas ao segundo dia de trabalhos da 13ª assembleia geral ordinária sinodal, o cardeal Donald Wuerl alerta para ameaças como o “individualismo”, o “racionalismo” e a “redução drástica na prática da fé” no meio das comunidades.
Para o arcebispo de Washington, a Igreja Católica tem vindo a deparar-se com uma barreira “intelectual e ideológica” que dificulta o anúncio da mensagem de Cristo, já que estão em questão conceitos como o “bem comum” e a “distinção entre bem a mal”.
Se os missionários do passado foram obrigados a percorrer “grandes distâncias geográficas” para levar o Evangelho aos outros, os missionários do presente estão a ser confrontados com “distâncias ideológicas igualmente imensas”, sem sequer saírem do seu bairro, aponta o prelado norte-americano.
No entanto, aquele responsável sustenta que esta mudança foi também favorecida pela atuação da hierarquia católica.
Reportando-se mais concretamente à situação no seu país, o relator-mor recuou às décadas de 70 e 80 do século XX, um período marcado pela “escassez catequética” e por algumas “aberrações” cometidas “na prática da liturgia”.
O prelado norte-americano lembrou também os casos de pedofilia que envolveram sacerdotes e religiosos, considerando que “os pecados de poucos” alimentaram a desconfiança nas estruturas da Igreja.
Apesar do cenário negativo, o cardeal Donald Wuerl considera que ainda é possível dar um novo rumo à relação com Deus, sobretudo através da família, “primeiro elemento constitutivo da comunidade” e “modelo-lugar da nova evangelização”.
Para isso, os cristãos precisam de “superar a síndrome do embaraço” de anunciar Jesus e ao mesmo tempo privilegiar o testemunho, porque evangelizar significa “oferecer a experiência do amor de Cristo” e não “dar uma tese filosófica de comportamento”, aponta o relator-mor.
O Papa inaugurou este domingo a 13ª assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, que se vai prolongar até ao próximo dia 28.
A iniciativa é dedicada ao tema “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, contando com a maior presença de participantes na história destes eventos: 262 cardeais, arcebispos e bispos, a que se juntam peritos e outros convidados, incluindo representantes de outras 15 Igrejas cristãs.
Entre os presentes incluem-se dois representantes da Conferência Episcopal Portuguesa: D. Manuel Clemente, bispo do Porto, e D. António Couto, bispo de Lamego.
O Sínodo dos Bispos, criado pelo Papa Paulo VI em 1965, pode ser definido em termos gerais como uma assembleia consultiva de representantes dos episcopados católicos de todo o mundo.