quinta-feira, 19 de julho de 2012

O fogo do inferno é real e corpóreo


Alguns questionam a literalidade do fogo do inferno. Dizem que se trata de um símbolo da ausência de Deus na danação eterna, e que a corporeidade do fogo infernal é uma interpretação fundamentalista de corte protestante ou uma crença fruto de idéias infantis a respeito da religião.
 Ora, esse entendimento é completamente equivocado.
 Primeiro porque confunde a pena de dano (estar longe de Deus) com a pena de sentidos. O fogo está justamente nesta última.
 Vejamos o que os bons teólogos católicos ensinam, com base no Magistério da Igreja:
 “Com relação ao inferno deve-se crer com fé divina:
1º - Que existe o inferno constituído pelos demônios e pelos que morreram em pecado mortal, mesmo que fosse um só.
2º - Que no inferno os condenados são atormentados por dupla pena: a de dano e a pena de sentidos, sendo esta principalmente de fogo.
3º - Que as penas que os condenados do inferno cumprem são eternas, e jamais terão fim, nem serão atenuadas.
4º - Que não são as mesmas penas para todos, mas diversas, conforme o número e a gravidade dos pecados, que mereceram a condenação eterna.
É teologicamente certo, se bem que não de fé, que o fogo, com o qual os condenados do inferno são atormentados é um fogo real ou corpóreo, não metafórico.” (Cardeal Gaspani. Cathecismus Catholicus, aprovado pela Santa Sé)
 Atentemos: a doutrina da realidade do fogo no inferno é católica, não protestante. Querer negá-la, em vez de defesa da verdadeira fé católica, é tese modernista.
Alguns objetarão como as almas, que não são materiais, mas espirituais, poderão queimar num fogo real?
 Fiquemos com o mesmo Cardeal Gaspani, eminente teólogo e comentador tomista:
 "É disputado ainda livremente entre os teólogos de que maneira o fogo real pode atormentar os espíritos puros, como o dos demônios, e as almas dos condenados antes da ressurreição dos corpos; qual a natureza do fogo do inferno; onde se encontra o inferno, se acima, ou abaixo da terra, se é um lugar, se é um estado..."
 A ação do fogo sobre as almas é, segundo a doutrina mais comum, com o fim de aprisionamento, e não de cremação. Isto porque as almas não são materiais e, portanto, não podem se queimar.
 Lembremos, ademais, que, após a ressurreição da carne, os condenados terão, sim, corpos e, portanto, "matéria para queimar" no fogo do inferno. Santo Tomás lembra mesmo que os corpos dos condenados terão duas propriedades: incorruptibilidade e passibilidade, pois para que o fogo do inferno os atormente sem consumi-los é necessário que sejam incorruptíveis, e para que sofram o dano eterno é necessário que sejam passíveis.
 "Capítulo CLXXVI
OS CORPOS DOS CONDENADOS SERÃO PASSÍVEIS E SEM DOTES, MAS ÍNTEGROS
Como nos santos a beatitude da alma extender-se-á, de certo modo, pelo corpo, conforme nos referimos acima, assim também a miséria da alma refletir-se-á no corpo. Como o bem natural não será retirado da alma, não o será, outrossim, o do corpo. Os corpos dos condenados ficarão íntegros na sua natureza, sem, contudo, possuírem as condições pertencentes à glória dos beatificados. Esses corpos, portanto, não serão sutis nem impassíveis, mas unir-se-ão à sua natureza pesada e passível, que lhes será, ainda, agravada: não serão ágeis, mas somente empurrados pela alma; não serão claros, mas obscuros, para que as trevas da alma mostrem-se nos corpos, conforme se lê em Isaís: "os seus rostos serão de faces queimadas" (Is 13,8).
Capítulo CLXXVII
OS CORPOS DOS CONDENADOS SERÃO PASSÍVEIS, MAS INCORRUPTÍVEIS
Deve-se saber que, apesar de os corpos dos condenados serem passíveis, contudo não se corromperão, bem que isso pareça ser contrário ao que agora experimentamos, pois a paixão, quanto mais veemente, tanto mais é prejudicada a substância.
Haverão, então, dois motivos para justificarem porque a paixão, apesar de perpetuamente continuada, não prejudicará os corpos.
(...)
Desse modo, aqueles corpos sofrerão para sempre, sem se corromperam, porém.
Capítulo CLXXVIII
A PENA DOS CONDENADOS EXISTIRÁ JÁ ANTES DA RESSURREIÇÃO
Se é evidente, pelo que se acabou de dizer, que tanto a felicidade quanto a miséria futuras realizam-se principalmente na alma, secundariamente, porém, e por certa derivação, no corpo, a felicidade ou a miséria da alma não dependem da felicidade ou da miséria do corpo, mas mais dela mesma. Como, após a morte e antes da ressurreição dos corpos, umas almas apresentam-se com a merecida bem-aventurança, outras, com a merecida miséria, isso evidencia que, já antes da reassunção dos corpos, algumas almas gozarão da felicidade, conforme atesta a Segunda Carta aos Coríntios: "Todos nós sabemos que, quando destruída essa tenda em que vivemos na terra, teremos no céu uma casa feita por Deus, uma habitação eterna, não feita por mãos humanas"; e: "Cheios de confiança desejamos sair deste corpo para habitar com o Senhor." (II Co 5,1.8)
Outras almas, porém, viverão na miséria, conforme se lê no Evangelho de São Lucas: "O rico morreu, e foi seupultado. Achando-se em tormentos no inferno..." (Lc 16,22--23)
Capítulo CLXXIX
A PENA DOS CONDENADOS CONSISTE EM MALES ESPIRITUAIS E CORPORAIS
(...)
Por isso também os textos das Sagradas Escrituras que prenunciam as penas corporais para as almas dos condenados, isto é, que elas serão atormentadas pelo fogo.
Capítulo CLXX
PODE A ALMA SOFRER A AÇÃO DO FOGO CORPÓREO?
1 - Para que não se pense ser absurdo sofrer a alma separada do corpo ação do fogo corpóreo, deve-se considerar que não é contra a natureza da substância ser retida pelo corpo. Isso realiza-se pela própria natureza, como se poder verificar na união que há entre a alma e o corpo, e nas mágicas, em que o espírito fica retido por imagens, por anéis, ou coisas semelhantes. Entretanto, isso pode ser também feito por virtude divina, de modo que as substân cias espirituais, sem embargo de por natureza estarem elevadas acima de todos os corpos, sejam retidas por determinados corpos; ou seja, pelo fogo do inferno, não como se a ele estivesse unida, mas de certo modo a ele se submetendo. Esse fato, ao ser verificado pela substância espiritual, é-lhe aflitivo, isto é, ver-se ela submetida a uma criatura inferior. Esse conhecimento que é aflitivo à substância espiritual, confirma o que se diz: a alma ao ver-se queimada, queima-se. Não deixa também de ser razoável dizer-se que aquele fogo é espiritual, porque o que a aflige é o fogo, conhecido como retendo-a.
2 - Que tal fogo seja corpóreo, comprova-se pela afirmação de São Gregório, que disse sofrer a alma a ação do fogo não só enquanto o vê, mas também enquanto o experimenta." (Comp. Th., CLXXVI-CLXX)
 Será, então, que Santo Tomás tinha uma idéia infantil, e ensinava coisas contrárias à verdade da Igreja?
 Que o inferno tenha um fogo é de fé, i.e., está o católico obrigado a acreditar. Que o fogo seja corpóreo e possa, apesar disso, causar sofrimento às almas espirituais, é sentença teologicamente certa. Quanto à natureza do tal fogo, pode-se discutir. Não se sabe se o fogo é o mesmo fogo da terra. A natureza do fogo (se é o mesmo ou não) pode ser livremente discutida. Mas que há um fogo, seja corpóreo, e possa causar sofrimento às almas, isso NÃO se pode discutir, é teologicamente certo.
 Ora, alguns poderiam redargüir que a sentença teologicamente certa não é a mesma coisa que um dogma e, por isso, pode-se não aderir àquela.
 Que sejam distintas as verdades “de fé divina e católica” (dogmáticas) e “teologicamente certa” não há dúvida. Todavia, não se trata de graus diversos de adesão a uma ou outra verdade, de modo que se possa aceitar menos ou deixar de aceitar o dado certo teologicamente, mas que não é “de fé”. A distinção entre as duas categorias de verdades está é no objeto. Enquanto a verdade de fé (o dogma) se ocupa da Revelação, a verdade teologicamente certa é conexa com as doutrinas formalmente reveladas, e, embora não esteja contida formalmente na Revelação, está virtualmente presente dada sua ligação estreita com as mesmas. Negar a verdade teologicamente certa equivale a, indiretamente, negar a verdade de fé, portanto a recusar um dogma solenemente definido.
 Se o ensino do Doutor Angélico não foi suficiente para provar a corporeidade do fogo do inferno e a ausência de contradição entre esse seu caráter e a espiritualidade das almas dos que lá estão, vamos ao Magistério da Igreja.
 Diz o Credo Atanasiano (que se reza na liturgia e é doutrina da Igreja, por ser testemunho da Tradição Oral... ademais, está no Denzinger):
 "Porém, é necessário para a eterna salvação crer também fielmente na Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo. (...) À sua vinda, todos os homens irão ressuscitar com seus corpos e dar contra de seus próprios atos; e os que fizeram o bem, irão para a vida eterna; os que fizeram o mal, ao contrário, ao fogo eterno. Esta é a fé católica: todo o que não a crer fiel e fielmente não poderá salvar-se." (Denz., 76)
 Por sua vez, o Sínodo de Arles, em 473, sob o pontificado do Papa Simplício, ensina, infalivelmente:
 "Portanto, de acordo com os recentes decretos do venerável Concílio, condeno juntamente conosco aquela sentença (...) que diz que não há fogo nem inferno." (Denz., 338)
 O mesmo sínodo, mais adiante, continua a explicitar:
 “Professo também que os fogos eternos e as chamas infernais estão prepararadas para as ações capitais (...)." (Denz., 342)
 De outra sorte, o Sínodo de Toledo XVI, em 693, por sua Confissão de Fé, sob o pontificado do Papa Sérgio I, condena os hereges e os cismáticos que, por sua culpa, estão fora da Igreja de Cristo, dizendo que serão "castigado[s] com condenação eterna, e até o fim dos séculos será abrasado com o diabo e seus companheiros em fogueiras ardentes.." (Denz., 575)
 Vemos, portanto, que no inferno existe fogo real, não metafórico (embora não se saiba sua natureza), e que esse fogo tem ação de aprisionamento sobre as almas (até a ressurreição da carne), e de cremação (após a ressurreição), ainda que, nesta última, os corpos sofram, queimem, mas não se consumem.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Arcebispo de Los Angeles: A ameaça contra a liberdade religiosa nos Estados Unidos é real


WASHINGTON DC, 03 Jul. 12 / 10:54 am (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos),  a maior arquidiocese do país, Dom José Horacio Gómez, assinalou que as ações propostas pela Administração de Barack Obama mostram que a ameaça contra a liberdade religiosa no país não é um exagero como alguns meios ou pessoas no Governo querem demonstrar.

Em sua última coluna publicada na página em espanhol do grupo ACI, o Prelado se referiu ao mandato que obrigará em 2013 que entidades católicas comprem planos de saúde que dão cobertura para a anticoncepção e o aborto. O bispo disse que este texto atenta contra a liberdade religiosa porque ameaça "nossa capacidade como cristãos individuais para vivermos da maneira que Jesus quer que vivamos" e a capacidade da Igreja para levar adiante sua missão.

Nesse sentido, disse ainda que a iniciativa dos bispos "Fortnight for freedom" (Quinzena pela Liberdade)", deve ser uma ocasião para que os americanos renovem sua "dedicação às liberdades fundamentais que fizeram os Estados Unidos tão excepcional. Se não o fizermos, corremos o risco de esquecer as lições da história e de esquecer por quê essas liberdades tão importantes".

"Como cristãos, também temos o dever de amar a liberdade e defender a liberdade que amamos. A história da Igreja nos ensina que temos que lutar por essas liberdades; elas nunca foram dadas aos cristãos gratuitamente", acrescentou.

Por isso, afirmou que a maior ameaça para os cristãos é "a própria indiferença, ou nosso sentimento de que esta luta realmente não nos diz respeito pessoalmente". Dom Gómez advertiu que a liberdade religiosa não um conceito abstrato, mas sim tem muito que ver com a vida diária.

"Verdade que hoje livres de ir à igreja, de ler nossas Bíblias, de orar em nossas casas, de ler publicações religiosas e de encontrar programação religiosa na televisão e a Internet. Mas a liberdade religiosa significa mais que isso, porque ser cristão significa mais que isso", afirmou.

Nesse sentido, destacou que a iniciativa "Fortnight for freedom" –que culmina no dia 4 de julho-, coincida com a lembrança de importantes Santos que morreram defendendo a liberdade religiosa.

"A quinzena começou na Vigília da Festa dos Santos John Fisher e Thomas More", que foram executados por não dobrar-se "às pressões políticas do rei Enrique VIII, que demandava que eles aceitassem sua ‘supremacia’ sobre a Igreja e que eles negassem os ensinos da Igreja sobre a santidade domatrimônio".

Também recordou São João Batista, "executado por um rei tirano por defender a lei de Deus sobre o matrimônio". Além disso, recordou "os primeiros mártires da Igreja de Roma" e a São Pedro e São Paulo, "os maiores desses primeiros mártires".

"Todos esses valentes homens e mulheres sofreram a morte por defender as liberdades que freqüentemente nós damos por garantidas. Todos eles usaram sua liberdade em Cristo para transformar suas sociedades. De dentro. Pela força do seu amor e seu exemplo. Cada um de nós estamos chamados à mesma missão na nossa sociedade", afirmou.

Por isso, convidou os americanos a pedir a intercessão desses mártires e para que "Nossa Senhora de Los Angeles que nos dê o valor para defender a liberdade da Igreja e nossa liberdade de consciência".

Europa restaura a “Roda” medieval para salvar os recém-nascidos.




A Alemanha e diversos países europeus apelaram para um sistema medieval visando salvar a vida de recém-nascidos, acolhendo-os no anonimato.

Trata-se da “Roda dos enjeitados”, ou “Roda da Misericórdia”, ou ainda “Roda dos Expostos”, criada na cidade francesa de Marselha em 1188, durante a Idade Média. 

Ela foi largamente usada no Brasil, onde ainda ficam algumas, porém fora de uso. A primeira foi aberta em Salvador em 1734, por determinação real, com o nome de Roda do Asilo do Santo Nome de Jesus. Seu uso se estendeu a todas as cidades importantes do Brasil até o século XX.

Embora o método seja criticado, muitas autoridades europeias reconhecem que todos os anos ele salva as vidas de dezenas de crianças. As críticas obedecem à antipatia visceral contra tudo o que é medieval, ainda quando é benéfico.

A Alemanha adotou o sistema (“Babyklappe” em alemão), visando salvar as vidas dos bebês que morriam de frio abandonados na rua. 

Antigamente a Roda funcionava em conventos e hospitais que eram dirigidos por religiosos ou religiosas. 

Roda de Misericórdia, Portugal
Roda de Misericórdia, Portugal
De fato, na Idade Média, hospitais, orfanatos e asilos eram mantidos gratuitamente pela Igreja Católica e por confrarias leigas por Ela aprovadas. 

Esse bom costume perdurou ainda nos séculos posteriores, sendo muito perseguido e diminuído pelo laicismo de Estado ligado à Revolução Francesa.

Nos séculos penetrados pela doçura da caridade católica, o tratamento dado às criancinhas abandonadas deixa envergonhados os sistemas modernos.

As Rodas eram giratórias, ficavam em locais discretos e a infeliz mãe não era vista. Religiosas e religiosos cuidavam bem das crianças, como se estas fossem o próprio Jesus Cristo. Velavam pela sua saúde, educação, pelo ensino de profissão no caso dos moços e do casamento no caso das moças.

Hoje estão sendo aplicadas melhorias técnicas como um dispositivo automático que toca uma campainha e liga o aquecimento indispensável no frio europeu. Infelizmente, faltam religiosas ou religiosas para atender a essas crianças que são tratadas por funcionários do Estado.

Entretanto, o Comitê das Nações Unidas para os Direitos das Crianças, que jamais ofereceu algum sistema melhor, voltou-se contra o retorno ao sistema medieval. 

A ONU, que tanto se tem empenhado pelos direitos humanos dos bandidos, alega que a prática violaria os direitos das crianças ao favorecer um retrocesso à Idade Média!

Roda dos expostos, Viseu
Roda dos expostos, Viseu
Gabriele Stangl, do Hospital Waldfriede, de Berlim, que administra uma “roda salva vidas” de crianças, reagiu com senso humanitário à absurda objeção da ONU. O costume tem o objetivo de evitar o pior: que mães desesperadas abandonem os recém-nascidos no frio.

Se os medievais acertaram melhor, bem-vindos sejam suas invenções e seus progressos.

Segundo Steffanie Wolpert, responsável pela “Babyklappe” de Hamburgo, no ano de 1999, antes do funcionamento da “Roda salva-vidas”, cinco bebês foram abandonados nas ruas, três dos quais morreram de frio. 

A Alemanha é o país que tem mais “Rodas” para receber bebês: 99. Hungria, Itália, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Lituânia, Bélgica, Holanda e Suíça também adotaram o sistema.

A caridade cristã inspirou realizações na Idade Média para as quais os homens se voltam hoje à procura de bom senso, humanidade e fé. Os adversários do Catolicismo, obviamente, não gostam de nada disso.

EUA: Carolina do Norte reforça casamento natural e proibe “casamento” homossexual”



Defensores do casamento tradicional enfrentaram à grande mídia
e ao establishment político nacional
Por 61% dos votos contra 39%, os habitantes da Carolina do Norte, nos EUA, aprovaram uma emenda à Constituição estadual definindo o casamento entre um homem e uma mulher como sendo “a única união doméstica legal que será válida ou reconhecida neste Estado”, informou a CWN.

A emenda previne que o legislativo estadual possa legalizar “casamentos” entre pessoas do mesmo sexo ou uniões civis igualmente viciadas.
“Embora nosso estado já tenha uma lei que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo, nós somos bem conscientes, pelo que aconteceu em outros estados, que uma lei como essa pode ser anulada por iniciativas judiciárias ou legislativas” – escreveram os bispos católicos D. Michael Burbidge de Raleigh e D. Peter Jugis de Charlotte em carta que foi lida nas missas em toda a Carolina do Norte no domingo anterior à votação.

“É por isso que é tão importante para nós o voto para proteger o casamento tradicional e aprovar a emenda que estabelece essa definição como parte de nossa Constituição estadual. (…) Nós os instamos a juntar-se a nós para sustentar a vocação sagrada do casamento e tudo quanto esta definição significa para nós e para o futuro de nosso estado”, acrescentaram os prelados.
A vitória da emenda pelo verdadeiro casamento adquire ainda mais relevância por ter acontecido num estado onde os seguidores do Partido Democrata (esquerda) superam habitualmente os seguidores do Partido Republicano (conservador) por mais de 750.000 votos.

Numerosos líderes do Partido Democrata, entre os quais o presidente Barack Obama, o ex-presidente Bill Clinton e o governador Beverly Perdue, falaram contra a emenda pelo casamento normal, e a Secretaria de Educação emitiu uma declaração contra a proposta aprovada por larga maioria popular.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Ciclo Formativo de Dons Infusos - Dom da Ciência.

Caros irmãos combatentes,

disponibilizamos mais um tema do ciclo formativo sobre dons: o Dom da Ciência. Conduzida pela missionária Ana Luiza, da Comunidade Canção Nova.

Deus abençoe a todos!

http://domdaciencia.4shared.com


Série Memórias - Quebre a ''casca'' do seu coração - Padre Léo









Tomai cuidado para que vosso corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida.

Ao alertar de uma forma muito insistente que cada um precisa tomar cuidado para não ficar com o coração insensível, é óbvio que Jesus está lembrando da possibilidade de que nosso coração pode ficar insensível. Insensível é aquele que não sente. O coração insensível é aquele que perdeu a capacidade de sentir aquilo que Deus está falando.
Estamos falando do espaço íntimo e profundo no interior de cada um de nós, onde nos comunicamos com Deus.

O nosso coração é o espaço reservado por Deus onde Ele colocou sua marca. A Igreja confirma isso através dos seus documentos. O coração é um sacrário inviolável. O demônio jamais entrará no seu coração; ali está a consciência, a morada de Deus, dentro de nós. Dentro do coração só existe você e Deus.

Você pode perguntar: "Mas, padre, se o demônio não entra no meu coração, por que a cura dos traumas?"

O demônio cria uma casca em redor do nosso coração e torna o coração incapaz de sentir; podemos, então, perder a comunicação com Deus e com as outras pessoas.

Na Palavra (Lc 21,34-36), foram citadas três coisas que fazem o homem perder a sensibilidade: gula, embriaguez e as preocupações com a vida.

A gula tem a ver com a falta de auto domínio; é um desequilíbrio afetivo. A quantidade de comida não tem nada a ver com gula. Gula é quando eu como mais do que eu preciso comer. Se você não tem controle sobre sua alimentação, vai ter controle sobre o quê? Gula é a alimentação fora de hora. Os antigos já ensinavam que a gente tem que sair da mesa sempre com um pouco de fome.

Com que facilidade vamos nos enchendo com coisas pecaminosas? Os cristãos tinham uma preocupação mais séria quanto a alimentação.
Conheço muitos senhores que nas quartas e sextas não comem carne. Na quaresma, dificilmente a pessoa comia carne, a não ser no domingo, dia festivo ou em festas de aniversário. Hoje em dia, muitos católicos comem carne na sexta-feira santa e depois vão à Igreja participar da solenidade da morte do Senhor.

O Domingo, dia do Senhor, é um dia de descanso semanal unido ao descanso espiritual. A Igreja é sábia. No domingo, vamos à Igreja para o encontro com o Senhor e com as pessoas. É um encontro espiritual, descanso físico e encontro social. É aí que se estabelecem as relações. A Palavra de Deus é muito sábia! Por causa da gula, das coisas materiais e essas preocupações com a vida, isso vai acabando. Hoje em dia, vemos o dono de empresa que abre a sua firma no domingo. Geralmente, essas pessoas não vão muito para frente, não porque Deus castiga, mas porque formam uma barreira e a graça de Deus não chega a elas.

A segunda coisa é a embriaguez. Você vai perceber na Palavra que essa embriaguez é na forma de bebidas alcoólicas e de todas outras dependências químicas, seja da droga, de remédios e até mesmo o vício de TV. A TV, muitas vezes, é uma companhia que leva a pessoa a fugir da realidade.

Quantos filhos já chegaram para mim chorando, dizendo que não querem mais cair na droga. Existe aí o mistério da iniqüidade já estabelecido, é a força do mal que envolveu esta pessoa e a libertação exige um longo processo. A cura interior não é fácil, exig-se persistência e perseverança. Vão acontecer milhares de desgraças - diz Jesus -, mas quem perseverar vai vencer. 

Nas horas difíceis, temos que estar de pé, conforme diz o Evangelho, à semelhança de Maria, aos pés da cruz. Isso é cura interior. Temos que dizer conforme a liturgia: "Anima-me, Senhor! Levanta-me, Senhor!"

Temos que descobrir o que está embriagando a cada um de nós. Não é fácil largar os vícios. Não é a toa que Jesus diz que não devemos julgar, pois quando julgamos, fazemos isso devido à aparência e não sabemos o que se passa no interior da pessoa. E eu, como cristão, o que estou fazendo para mudar esse mundo?

Hoje em dia, com a liberação sexual e com os namoros livres, as pessoas cada vez mais, deixam de assumir compromissos sérios. Elas vão se tornando pessoas cada vez mais vazias.

O terceiro elemento é como a conclusão dos outros problemas: preocupações da vida. É por isso que Jesus ensinava: "Não vos preocupeis". A preocupação gera ansiedade e insegurança. Não adianta estar aqui pensando nos problemas que precisam ser resolvidos nessa semana. Entrega nas mãos de Deus.A cura interior significa quebrar a "casca" do coração. A preocupação nos torna pessoas angustiadas e pesadas.

O pecado e os traumas nos levam a olhar para baixo. Você está com um problema muito sério para resolver? Levante a a cabeça, pois assim você tem disposição para resolver. Quando você abaixa a cabeça, fisicamente falando, seu organismo obedece.
Levante a cabeça! Vai dar certo!
Somos um povo vencedor!

A liturgia nos diz, hoje: "Força! Ânimo! Você tem que estar de pé na presença do Senhor!"

Transcrição e áudio: Caio Rigotti
Fotos: Natalino Ued

Só em Deus encontro repouso - Márcio Mendes





No livro dos Números, Deus convocou o povo para reunir 80 homens na tenda de reunião. Enquanto isso fora do acampamento, outros dois homens ficaram cheios do Espírito Santo. Eles começaram a profetizar, mas alguns que os ouviam diziam a Moisés que os impedissem. Porém, Moisés lhes disse que seria bom que todos assim o fizessem.

Isto também pode e deve acontecer hoje, o Senhor derrama o Seu espírito Santo para que possamos profetizar. Podemos ver que, como naquele tempo, o Espírito Santo é derramado não somente na “tenda” principal. Não há obstáculos para Jesus, mesmo quando Ele encontra as portas fechadas. Mesmo as pessoas que não estão aqui presentes, o Senhor vai a todos os lugares e você o pode encontrar, mesmo que as portas estejam fechadas.

Jesus disse: Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve. (Mt 11:28-30).

Quantos de nós experimentamos o cansaço em meio ao mundo de hoje. O Senhor nos propôs uma cura nessa passagem, mas na dimensão da fé. O Senhor, vivo e ressuscitado está no meio de nós. Dele ouvimos o convite: Vinde a mim! Você pode estar se perguntando: devo ir onde? Na Canção Nova, ou outro lugar? Não, você tem que buscar uma experiência com Jesus!

Jesus prometeu e é mais fácil esse Rincão ser lançado fora daqui, do que Ele voltar atrás de suas promessas. Hoje em dia, muitos se apresentam como a solução para os seus problemas. Por isso precisamos tomar cuidado para não sermos enganados por pessoas que estão pensando somente em seus próprios interesses. Jesus nos oferece gratuitamente: Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. (Mt 16-24). Isso é submeter-se ao jugo do Senhor. Ele nos promete: Encontrarei alivio para as vossas almas.

Jesus tem para nós algo muito melhor pra você do que o que você veio buscar. Porém, para isso, você tem que deixar aqui o Seu homem velho. A coisa mais fácil para Jesus é atender você imediatamente. Para Deus é muito mais fácil dizer: levanta, toma o teu leito e anda. (Jô 5:9). Mas podemos ver numa dimensão diferente, como em Jo 4:14, Jesus nos diz: “mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede”. É isso que Ele quer fazer conosco, nos dar a água viva do Espírito Santo. Jesus nos oferece duas águas. A solução para os seus problemas e a salvação. Temos então que escolher, como na multiplicação dos pães. A multidão seguia Jesus e Ele lhes disse: Vocês vem a mim não por causa dos milagres, mas porque ficaram saciados com os pães. Eles tinham visto que Jesus podia curar, multiplicar os pães mas quando Ele lhes disse que quem quiser a salvação tinha que comer a Sua carne e beber seu sangue. Muitos deixaram de seguir Jesus por causa dessas palavras, porque não foram atendidos na hora.

Jesus quer nos dar muitas coisas, mas o mais importante é a vida eterna. O restante é acréscimo, por isso muitas vezes não recebemos o que pedimos, porque para nós o mais importante é o Reio dos Céus. Santo Agostinho dizia: de que adianta viver bem, se eu não viver eternamente.

A nossa presente tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona um peso eterno de glória incomensurável. Porque não miramos as coisas que se vêem, mas sim as que não se vêem . Pois as coisas que se vêem são temporais e as que não se vêem são eternas. (IICor 4-17-18).

Estou aqui na Canção Nova porque eu creio na eternidade. Há uns 800 anos atrás, São Francisco disse: “meus filhos, grandes coisas prometemos a Deus, mas muito maiores são as que Ele nos prometeu. Pequena é a pena, o sofrimento do tempo presente, mas a glória que nos espera é infinita.”

Quando não acreditamos na vida eterna, qualquer sofrimento parece ser insuportável. Mas quando acreditamos, o que são os sofrimentos da vida diante dos bens eternos. Faço um apelo a sua fé: as coisas visíveis são momentâneas, mas os que Deus quer nos oferecer é eterno. Vale a pena dar a vida por aquilo que é eterno. Quem sabe um dia podemos ser irmãos de comunidade, sair em missão juntos.

Nós da Canção Nova, espalhamos eternidade e se alguém lhe perguntar responda, eu encontrei a eternidade!

Transcrição: Natalino Ueda
Fotos: Maurício Rebouças

A hipótese de consórcio sexual de anjos maus com seres humanos


O demônio, sendo criatura espiritual, não pode, em hipótese algu­ma, praticar consórcio carnal. Ele não tem carne, nem experimenta as cobiças da carne. Ele pode, sim, tentar o homem a atitudes de cobiça carnal ou de apetites desregrados (Jesus, como homem, quis ser tenta­do a aceitar falsas concepções messiânicas; cf. Mt 4, 1-10; Lc 4, 1-11); mas ele mesmo não sente (nem pode sentir) os afetos sensuais que a criatura humana sente.
Em conseqüência, compreende-se que é totalmente insustentável a sentença dos que atribuem aos espíritos maus consórcio com mulheres.
É certo, porém, que desde a época pré-cristã há pensadores que falam de relações sexuais de demônios com seres humanos. Assim os judeus de Alexandria, entre 250 e 100 a.C, ao traduzirem a Bíblia do hebraico para o grego (tradução alexandrina ou dos LXX), verteram o hebraico bene-eiohim (filhos de Deus) de Gn 6, 2 por ángeloi tou Theou (anjos de Deus) e atribuíram a estes relações sexuais com as filhas dos homens; de tal consórcio teriam nascido homens gigantescos (cf. Gn 6, 1-4). Os escritores judeus Filon de Alexandria (t 44 d.C.) e Flávio José (| 100 d.C.) repetiram a mesma concepção (cf. Filon, De Gigantibus 6ss; De somniis 133ss: Flávio José, Antiquitates 131 § 73), que se tornou freqüente nos apócrifos judeus.
Vários escritores cristãos dos quatro primeiros séculos, por sua vez, professaram a mesma teoria; assim S. Justino (f 165), Taciano (t após 172), Atenágoras (f 177), S. Ireneu (f 202), Clemente de Alexan­dria (f antes de 215), S. Metódio de Olimpo (f 311), S. Cipriano de Cartago (t 258), S. Basílio de Cesaréia (f 379), S. Ambrósio (f 397). Esta tese era devida à falsa tradução apresentada pelos LXX e aceita pelos anti­gos. Favorecia-a o inadequado conceito de espírito que muitos escrito­res dos primeiros séculos professavam: influenciados pelos estóicos, admitiam, sim, que os espíritos tivessem uma corporeidade sutil, a qual explicaria o pretenso relacionamento com mulheres.
Com o tempo, porém, foi-se implantando entre os cristãos a tradu­ção da Vulgata de S. Jerônimo (f 421), que em Gn 6, 2 não falava de anjos, mas simplesmente de filhos de Deus, como o texto hebraico. Além disto, o conceito de espírito foi-se depurando, de modo a não se lhe atribuir corporeidade.
Muito típico da evolução de pensamento é, por exemplo, o livro dos Diálogos, atribuído a S. Gregório de Nazianzo. Este se pergunta como os anjos, sendo incorpóreos, puderam ter consórcio carnal com mulhe­res e gerar gigantes. Acaba julgando absurda e blasfema tal tese. O mes­mo se lê nas obras de S. Cirilo de Alexandria (f 444): afirma que os anjos não têm corpo nem procuram as volúpias da carne; além do quê, obser­va que as Escrituras em Gn 6, 2 falam de filhos de Deus e não de anjos de Deus. Muitos outros testemunhos da transição do pensamento dos doutores da Igreja nos séculos IV/V se encontram no artigo "Démon d'après les Pères", de E. Mangenot, em "Dictionnaire de Théologie Catholique" IV/1, col. 339-384.
Isto explica que na Idade Média os grandes teólogos como S. Boaventura (f 1274), S. Tomás de Aquino (t 1274), Duns Scoto (t 1308), S. Alberto Magno (f 1280)  tenham abandonado por completo a teoria de relações carnais dos anjos com mulheres. Todavia ficou na crença popu­lar a concepção de que os demônios podiam unir-se sexualmente a se­res humanos; por isto algumas publicações da Idade Média (e ainda de épocas posteriores) falavam de demônios ácubos (os que se deitavam por cima) e de súcubos (os que se deitavam por baixo)... Alguns pronunci­amentos de Concílios e de Papas atribuíram largas partes ao demônio na vida dos homens, admitindo mesmo a possibilidade de relações carnais dos mesmos com mulheres. Ampla documentação a propósito acha-se coletada no artigo "Documentos Eclesiásticos sobre Práticas Supersticio­sas e Demoníacas" de Frei Constantino Coser O.F.M., publicado em REB, vol. XVII, março de 1957, pp. 54-88. É certo, porém, que nenhum desses documentos tem a força de definição dogmática; trata-se de orientações dadas para atender à problemática de séculos passados muito propensos a admitir o demônio em todo fenômeno física ou moralmente hediondo.
Em nossos dias, está totalmente fora de cogitação a hipótese de consórcio sexual de anjos maus com seres humanos; a teologia só pode classificar tal crença como falha em suas próprias premissas, visto que supõe corporeidade nos demônios; trata-se, pois, de um produto da fan­tasia, que a piedade popular pôde alimentar, mas que há de ser estrita­mente dissipado.

Veja e ouça o depoimento de político do PT expulso pelo partido por ser CONTRA o aborto.


O Aborto faz parte do programa do PT e quem está no partido e não defende o aborto pode ser expulso do mesmo, como foi o caso aqui.

É uma incoerência absoluta com a fé católica fiel que se diz católico e  que vota em um partido que defende a morte dos inocentes.
Muitos argumentam que “existem outras questões boas” e que , por isso, acham que podem votar no partido…Bem , diante do mais elementar dos direitos humanos, de onde brotam todos os outros, que é a VIDA, não tem muito o que discutir.
Veja o vídeo e tire suas conclusões:




O “trono de ouro” do Papa e a caridade da Igreja. Uma resposta!




Blogueiro Jorge Ferraz
Voltou a circular no Facebook uma imagem retratando a suposta contradição entre a “opulência” do Papa sentado em um trono (alegadamente) de ouro e a miséria de uma criança passando fome na África. A imagem recente provoca mais comoção, imagino, por conta do olhar da criança: a foto mostra o menino faminto ostentando dois olhos enormes e brilhantes, no melhor estilo Gato-de-Botas, acrescentando assim à (já comovente, é lógico) tragédia uma apelo visual que faz com que seja impossível não se compadecer imediatamente. É uma obra-prima de propaganda, forçoso reconhecer.
Contudo, nem tudo o que reluz é ouro e nem toda boa peça publicitária divulga a verdade. Aliás, o que acontece neste caso é exatamente o contrário.
Sobre este assunto já se falou antes.  No entanto, fez-se uma confusão com as imagens que convém esclarecer.
O que se disse anteriormente (e que é verdade) é que nem mesmo a Cathedra Petriencrustrada n’A Glória de Bernini, é de ouro. A obra do famoso escultor italiano é de madeira revestida por bronze dourado. Contudo, este não é o trono que aparece nas fotos divulgadas no Facebook, como qualquer um que compare as duas imagens pode ver.Aliás, creio que nenhum Papa se senta na Cathedra Petripor óbvias razões ergonômicas: a obra é alta e imponente, e é perceptível que foi confeccionada visando mais a razões estéticas do que ao uso prático quotidiano.

O trono no qual o Papa aparece sentado – e que NÃO é o de Bernini – é o Trono de Leão XIII. Sobre esta confusão falou extensamente o Caos & Regresso no início deste mês, e recomendo a leitura: tanto deste texto quanto do anterior lá linkado, mormente na parte específica sobre as riquezas da Igreja. O que realmente interessa nessa discussão – como eu respondi pela primeira vez a um amigo que me questionou – é que não importa o valor do trono no qual o Papa se senta, uma vez que ele (como aliás todas as riquezas da Igreja) pertence(m) não ao Papa enquanto indivíduo, mas sim à Igreja como um todo. As riquezas da Igreja estão lá não para conforto dos homens, mas para reverenciar a Deus. E o valor delas, conquanto fosse alto, seria ainda assim insuficiente para “comprar” um mundo perfeito porque, infelizmente, o egoísmo humano é maior do que toda a riqueza acumulada pela humanidade e uma terra sem males não está à venda. Portanto,

1) ainda que o Trono do Papa fosse de ouro maciço, o Papa não poderia vendê-lo porque ele não lhe pertence;
2) ainda que o Trono do Papa fosse de ouro maciço e o Papa o derretesse e vendesse, a fome do mundo não ia acabar com isso. Porque dinheiro se gasta e acaba, ao passo em que as pessoas têm fome todos os dias. Isto é tão evidente que dói ter que desenhar.
O que interessa é dizer que a Igreja – ao contrário desta galera que acredita estar colaborando com o futuro da humanidade ao divulgar no Facebook uma peça de propaganda caluniosa – é a maior instituição de caridade do mundoA gente não costuma divulgar porque caridade é para ser feita sem alarde mesmo, mas existe um Dicastério Romano (o Conselho Pontifício Cor Unum) voltado para a caridade institucionalizada.
Os que acham ser uma boa idéia jogar pedras na Igreja Católica, melhor fariam se primeiro dessem uma olhada nos relatórios anuais do Cor Unum. Se não têm coragem de ler textos grandes e em outros idiomas, então tenham ao menos a decência de passar os olhos pelos números organizados em tabelas (mostrando o total de doações e o número de países beneficiados por ano) antes de perguntar cinicamente quantas crianças poderiam ser alimentadas pela venda de uma peça histórica.
O mais trágico é que as pessoas que divulgam estas cretinices, as mais das vezes, não têm coragem de comprar um pão na padaria para dar a um mendigo faminto da rua, e certamente não lhes passa pela cabeça vender o próprio carro (ou o iPhone ou a roupa de marca) para alimentar a criança que passa fome na calçada do seu próprio prédio. No entanto, vêm fazer exigências sem sentido à Igreja Católica. Donde se vê que, na verdade, hipocrisia não é o que está representado na imagem.
Hipocrisia existe em quem compartilha uma coisa dessas.

É possível ser Católico e ao mesmo tempo acreditar em Horóscopo?




Dom Estevão Bettencourt
Para abordarmos devidamente a questão, faz-se mister em primeiro lugar dizer algo sobre o histórico e as doutrinas da Astrologia.
1. A Astrologia através da história
A Astrologia vem a ser a arte de predizer o futuro mediante a observação dos astros, observação interpretada à luz de certas normas filosófico-religiosas.
Embora até o fim da Idade Média Astrologia e Astronomia tenham sido .cultivadas conjuntamente, elas se distinguem uma da outra.
A Astronomia visa apenas observar os astros e, mediante a aplicação de cálculos matemáticos, de leis da Física e da Lógica, predizer condições climáticas, bom ou mau rendimento das colheitas e fenômenos cósmicos previsíveis estritamente segundo métodos científicos; a Astronomia permanece, pois, no setor das ciências naturais (por isto também é chamada «Astrologia natural ou meteorológica»).
A Astrologia propriamente dita, ao contrário, apela para crenças religiosas e místicas que não estão sujeitas ao controle da razão; é também denominada «Astrologia judiciária», porque não prediz fenômenos cósmicos apenas, mas pretende julgar o temperamento pessoal e a futura sorte dos homens.
O berço da Astrologia é a Mesopotâmia, onde, diz Diodoro da Sicilia (séc. I. d.C.), «inigualável limpidez atmosférica permite ver as estrelas como que mais próximas e mais nítidas do que em qualquer outra região». Encontraram-se na segunda metade do século passado, em arquivos do antigo reino da Babilônia, tabuinhas cuneiformes datadas da época do monarca Assurbanipal (668-626 a.C.), as quais já contêm oráculos de Astrologia. Os sacerdotes da Babilônia eram encarregados oficialmente de observar os astros e catalogar as predições que de tal arte se podiam colher; os vaticínios possuíam sempre caráter religioso, pois cada astro da abóbada celeste era tido como a figura concreta de determinado deus.
Nos séc. VI/V a. C. a Astrologia se propagou da Babilônia para a Pérsia, a Índia e o Ocidente greco-romano.
O Cristianismo, desde que começou a se afirmar, mostrou-se alheio às práticas astrológicas. Contudo no séc. VII da nossa era estas receberam notável impulso por parte do islamismo; com efeito, a religião de Maomé herdou algo do antigo culto dos astros praticado pelos árabes; além disto, ela acentua a absoluta dependência do homem em relação a Deus, ensinando mesmo o fatalismo. É o que explica tenham os maometanos experimentado especial afinidade com a Astrologia.
Por influxo dos árabes, encontraram-se durante a Idade Média pensadores latinos que aderiram à Astrologia (no séc. XIII tornou-se famosa a figura de Guido Bonatti, o qual, a serviço do nobre Guido de Montefeltro, subia a Forli sobre a torre de S. Mercurial, para interrogar as estrelas antes de cada empreendimento bélico). Como se sabe, a Cabala judaica contribuiu outrossim eficazmente para nutrir crenças astrológicas no Ocidente latino (a respeito desta corrente de pensamento, veja-se «P. R.» 10/1958, qu. 12).
Nos séc. XIV/XVI o movimento da Renascença corroborou, com suas concepções por vezes pouco cristãs, a estima até então devotada à Astrologia. O Humanismo prezava muito a afinidade da natureza humana com os demais valores naturais; afirmava analogias entre as energias latentes no homem e as dos corpos que cercam a este. A vida do homem assim aparecia muito sujeita à influência e às leis impostas pelo ambiente e pelos… astros.
Em consequência destas ideias, compreende-se que a medicina renascentista (para não dizermos também : medieval) tenha estado muito ligada à Astrologia: Paracelso (+1541) estipulou uma série de doenças produzidas por influência das esferas celestes; dizia que qualquer corpo, de animal ou de planta, era sede de um espírito emanado dos astros, espírito que presidia à formação dessa matéria. Por causa da afinidade geralmente admitida entre os diversos elementos do mundo, os astrólogos admitiam poder terapêutico em certas plantas que tinham aspecto semelhante ao de um órgão doente; assim a erva «dente de cão» serviria para repelir a dor de dentes; a cenoura (por sua cor) combateria a palidez; a pulmonária, os males do pulmão, etc.
Com o desenvolvimento da Astronomia científica, devido principalmente a Galileu (+1642), a Astrologia foi aos poucos perdendo sua voga. No fim do séc. XVIII, porém, alguns ocultistas pretenderam restaurá-la, de sorte que em nossos dias são principalmente as correntes esotéricas (isto é, de iniciação secreta) que apelam para as normas da Astrologia; esta parece comunicar às concepções fantasistas da pseudo-mística um caráter científico, fidedigno…
O expressionismo das línguas modernas até hoje guarda vestígios do modo de falar dos astrólogos. Tenham-se em vista as seguintes locuções: «ser lunático, ter boa ou má estrela, sofrer os efeitos de uma maré de sorte,… de uma boa ou má hora, estar o tempo saturno, viver um dia aziago» (os romanos contavam seus dias fasti e nefasti).
Após este esboço histórico, voltemo-nos para a consideração das
2. Linhas-mestras doutrinárias da Astrologia (o horóscopo)
Três são as principais modalidades de Astrologia cultivadas pelos gregos no início da nossa era e praticadas através dos séculos:

a) o «sistema das interrogações», que visa captar resposta para os casos da vida cotidiana;
b) o «sistema das escolhas», que tem por fim averiguar o momento oportuno para se dar início a determinado trabalho ou empreendimento importante;
c) o «sistema das natividades», que se propõe prever acontecimentos referentes a pessoas, de acordo com o momento em que estas nasceram. É tal técnica que recebe propriamente o nome dehoroscopia. Detenhamo-nos um pouco sobre as suas leis.
O nome horóscopo (do grego horoskópos) designa a arte de observar (skopein) a posição dos astros por ocasião (hora) do nascimento de uma criança. O momento preciso da natividade e a respectiva configuração de astros são tidos como importantes para se descrever a futura sorte do indivíduo, assim como para se interrogarem os astros no decurso da existência dessa pessoa.
Pois bem. Sete são, segundo as concepções cosmológicas dos antigos, os «planetas» que entram na consideração da horoscopia: a Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. Cada um desses planetas simboliza determinada época ou idade da vida humana: a Lua, por exemplo, a primeira infância; Mercúrio, a Juventude;… Saturno, a decrepitude.
Para determinar com exatidão a posição dos planetas no céu, a horoscopia distingue na linha do horizonte (concebida como um anel que envolve a Terra) doze compartimentos iguais chamados «casas do horóscopo». A cada um desses compartimentos corresponde um símbolo ou um sinal próprio; os doze símbolos assim concebidos constituem os famosos sinais do zodíaco (do grego zódion, sinal), que assim se denominam:

1. Aríete (Carneiro)                                    8. Escorpião
2. Touro                                                           9. Arqueiro (Sagitário)
3. Gêmeos (Irmãos)                                   10 . Capricórnio (Cabra com cauda de peixe)
4. Câncer (Caranguejo)                              11. Ânfora (aquário)
5. Leão                                                             12. Peixes
6. Virgem
7. Balança

Os doze nomes podem ser agrupados em dois versos mnemônicos latinos:
«Sunt Aries, Taurus, Gemini, Câncer, Leo, Virgo, Libra, Scorpio, Arcitenens, Caper, Amphora, Pisces».
A origem desses títulos se deve à mitologia oriental e grega.
Cada um dos sinais do círculo zodiacal, por sua vez, significa um aspecto ou uma situação da vida do indivíduo. Imaginem-se agora as múltiplas combinações possíveis dos sete planetas com os doze sinais do zodíaco; cada uma dessas combinações vem a ser um oráculo do destino, que marca decisivamente o temperamento e o currículo de vida da pessoa que nasce sob a sua égide. Deve-se ainda observar que cada qual dos sete planetas tem, dentre as doze casas do horóscopo, a sua mansão própria, na qual o astro é mais enérgico e a partir da qual exerce influência mais eficaz do que nas outras casas.
Eis o valor simbólico dos diversos sinais do zodíaco ou das casas do horóscopo:
1ª casa (Aríete) significa a Vida. Nela se determinam a complexão e as potencialidades da alma e do corpo. É esta casa que por excelência marca o caráter e o aspecto físico da pessoa.
2ª casa é a dos Peixes (a série se desenvolve doravante em ordem regressiva). Assinala o desenvolvimento material, seja corpóreo (crescimento), seja financeiro (riquezas), definindo assim as relações do indivíduo com o seu ambiente imediato, com os seus bens móveis e as suas economias.
3ª casa (Ânfora) determina as relações da pessoa com seus irmãos e vizinhas.
4ª casa (Capricórnio) diz respeito à hereditariedade, representando os laços de parentesco, ascendência, raça e pátria.
5ª casa (Arqueiro) significa a geração material; representa, por conseguinte, os filhos, a expansão instintiva do indivíduo, os seus prazeres e as suas façanhas de juventude.
6ª casa (Escorpião) denota o desenvolvimento moral,  o que vem a ser a felicidade da pessoa, felicidade condicionada por saúde, empregados, vocação social, inimigos.
7ª casa (Balança) marca a união. É a casa de todos os contratos: casamentos, sociedades comerciais, sociais, políticas…
8ª casa (Virgem) determina as obrigações materiais; toca de perto os problemas de conservação do corpo, decrepitude e morte.
9ª casa (Leão) tem por objeto a geração intelectual (Religião, filosofia, sonhos, viagens distantes).
10ª casa (Câncer) indica a atividade, isto é, profissão, cargos e autoridade que possam convir à pessoa.
11ª casa (Gêmeos) compreende a associação material, isto é, amizades, relações humanas, clientela comercial, lucros de trabalho, etc.
12ª casa (Touro) designa as obrigações morais, ou seja, os vínculos materiais e morais que prendem o homem ao trabalho e às idéias. É a casa da inimizade, do cárcere, do ciúme, da inveja, da maldade.

Na Idade Média, o significado das doze casas do horóscopo era resumido nos dois seguintes versos:
«Vita, lucrum, fratres, genitor, nati, valetudo, Uxor, mors, pietas, regnum, benefactaque, carcer.»

As várias casas do horóscopo não gozam todas do mesmo poder influente na vida do indivíduo; a primeira (Aríete) é a mais influente; a décima (Câncer) vem logo a seguir, nessa escala.
Dentre os sete astros, ensinam os astrólogos, dois implicam sempre bom presságio: Vênus e Júpiter. Ao contrário, Marte e Saturno são maléficos; o Sol, Mercúrio e a Lua são neutros, capazes de se combinar com a influência boa ou má dos anteriores. Também aos signos zodiacais é atribuída influência de bom ou mau agouro: benéficos são o Touro, o Câncer, o Leão, a Virgem, o Arqueiro e os Peixes; maléficos vêm a ser o Aríete, os Gêmeos, a Balança, o Escorpião, o Capricórnio e a Ânfora. Além disso, os doze sinais zodiacais são distribuídos em quatro tríades, cada uma das quais corresponde a um dos elementos fundamentais da natureza:
Gêmeos, Balança e Ânfora — Ar
Touro, Virgem e Capricórnio — Terra
Câncer, Escorpião e Peixes — Água
Aríete, Leão e Arqueiro — Fogo

Na antiguidade, os astrólogos atribuíam influências masculinas aos sinais do Ar e do Fogo; femininas, aos da Terra e da Água.

Poder-se-iam multiplicar os princípios e normas observados pela horoscopia; os que foram acima expostos, dão suficientemente a ver quão relevantes são as partes da fantasia (quase humorista) no cultivo dessa arte.

3. Uma conceituação…
1. A Astrologia e as suas diversas aplicações se baseiam, como vimos, no pressuposto de que os astros exercem influência decisiva não somente sobre os fenômenos naturais, mas também sobre a vontade e a vida moral dos homens. Nessa concepção o livre arbítrio da criatura e a Providência paterna de Deus carecem de significado. É o que S. Agostinho notava nos seguintes termos:
«Os astrólogos pretendem que no céu se acha a causa inevitável do pecado; foi Vênus, Saturno ou Marte que nos fez executar esta ou aquela ação. Querem assim isentar de culpa o homem, o qual é carne, sangue e verme soberbo, e procuram transferir a responsabilidade para Aquele que criou e governa tanto o céu como as estrelas» (Confissões IV 3).
Ora, por induzirem o determinismo e o fatalismo, a Astrologia e, em particular, a horoscopia entram em conflito não somente com a fé cristã, mas também com a sã filosofia (sobre a liberdade de arbítrio no homem, veja-se «P. R.» 5/1958, qu. 3, 6 e 7).
Além disto, deve-se observar que as práticas astrológicas estão não raro associadas a teses panteístas. Com efeito, há quem explique a influência dos astros sobre a vida terrestre, afirmando que todos os seres — celestes e terrestres, divinos e humanos — não são senão combinações dos quatro elementos fundamentais (terra, água, ar, fogo) ou meras expressões de uma única substância universal, vivificada pela «alma do mundo». Ora o raciocínio sadio tem o panteísmo e o monismo na conta de aberrações filosóficas (cf. «P. R.» 7/1957, qu. 1).
2. Tais erros justificam as repetidas condenações que os documentos da fé cristã têm proferido sobre a Astrologia em geral.
Já a Sagrada Escritura admoesta :
«Não temais os sinais do céu, que os gentios receiam, pois vãos são os ritos dos povos» (Jer 10,2 ; cf. Is 47,13).
«Não vos dirijais aos feiticeiros nem consulteis os adivinhos, para não vos contaminardes pelo seu contato; sou o Senhor vosso Deus» (Lev 19,31).
A Tradição cristã sempre repudiou a Astrologia como sendo superstição, isto é, atribuição de feitos maravilhosos a causas por si ineptas para tanto, o que equivale a derrogar ao conceito de Deus ou a «tentar» a Deus. Seja citado mais uma vez S. Agostinho:
«Ele (o astrólogo convertido à fé cristã), seduzido pelo inimigo em virtude da sua boa fé, foi durante muito tempo astrólogo, seduzido e sedutor, enganado e enganador. Atraiu, enganou, proferiu muitas mentiras contra Deus, o qual teria dado aos homens o poder de fazer o bem, e não o de cometer o mal. O adultério, não é a minha vontade própria que o comete, mas é Vênus; o homicídio, não é a minha vontade própria que o realiza, mas é Marte; o justo, não é Deus quem o justifica, mas é Júpiter; e muitos despropósitos sacrílegos (eram assim proferidos pelo astrólogo). A quantos cristãos não roubou ele o dinheiro! Quantos dele não compraram mentiras!» (En. in Ps 61,23).
As palavras condenatórias de S. Agostinho encontraram amplo eco em concílios regionais; basta citar os de Toledo, no ano de 447, e Braga em 561 (cf. Denziger, Enchiridion 35.239). Aos 5 de janeiro de 1566 o Papa Sixto V condenou mais uma vez a Astrologia mediante a bula «Caeli et terrae Creator», documento este que Urbano VIII corroborou e ampliou na nova bula «Inscrutabilis iudiciorurnn de 31 de março de 1621.

3. Aliás, parece digno de nota o fato de que, até mesmo entre os mestres da cultura pagã, se fizeram ouvir vozes depreciativas sobre a técnica dos astrólogos (os quais eram equivalentemente chamados em Roma «astronomi, astrologi, mathematici, planetarii, genethliaci, chaldaei, babylonii»). É de Tácito (+120 d.C.), por exemplo, o seguinte juizo:
«Mathematici genus hominum potentibus infidum, sperantibus fallax. — Os matemáticos (astrólogos) constituem uma categoria de homens desleal para os poderosos, enganadora para os esperançosos» (Hist. I 22).
Cícero (+43 d.C.), por sua vez, escreve:
«Contemnamus babylonios et eos qui ex Caucaso, caeli signa ser- vantes, numeris et motibus stellarum cursus persequuntur; con- demnemus eos aut stultitiae aut vanitatis aut imprudentiae. — Desprezemos os babilônios e os que, oriundos do Cáucaso, observam os sinais do céu, assinalam com números e traçados o curso dos astros. Condenemo-los por motivo ou de tolice ou de vaidade ou de imprudência» (De divin. I 19).
Embora os pagãos, principalmente em Roma, não tivessem senso religioso muito apurado, sabiam por vezes denunciar os abusos da fantasia e da pseudo-mística…

4. Por fim, observar-se-á que o repúdio da Astrologia dita judiciária não impede se reconheça certa solidariedade vigente entre os elementos da natureza irracional e o corpo humano que vive em meio a estes. Não se negará que os astros, por sua massa, sua temperatura, seus raios, influenciam as disposições fisiológicas do corpo humano. Verdade é que não se poderia determinar até que ponto preciso se estende tal influência (hoje em dia, a telepatia, a telestesia, a percepção extrassensorial ainda estão em exploração); não há dúvida, porém, de que os influxos da natureza sobre o corpo humano estão longe de implicar o liame estreito que os antigos astrólogos admitiam entre os fenômenos celestes e os atos da vida humana. A utilização das energias da natureza para promover o bem-estar do homem dever-se-á basear estritamente em resultados da observação empírica e do cálculo matemático; não seria lícito mesclar a isso teorias religiosas ou místicas; a observação dos astros há de ser cultivada como ciência, e não como técnica religiosa.

domingo, 15 de julho de 2012

Série Memórias - Padre Rufus Pereira - "O amor do Pai por mim"



Esse encontro iniciou-se ontem com Missa da Exaltação da Santa Cruz. Eu não sei se organizadores do encontro tinham planejado isso, mas o Evangelho da Missa de ontem nos deu a palavra chave para esse encontro.

Quando João menciona o encontra entre Nicodemos e Jesus, o evangelho diz que Jesus falou para ele o plano de Deus para o homem, esse é o plano mais favorito do homem.

Ouça: Padre Rufus fala do sentido da vida


Esse encontro começou com João 3,16: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. Começou com a Festa da Exaltação da Santa Cruz e a palavra exaltação tem duplo sentido, crucificação e ressurreição, então eu quero que vocês foquem este encontro nesta palavra de João 3,16.

Todo ministério de Jesus teve um propósito, a única coisa que Jesus pregou foi que Deus nos amou e nos ama. E como Deus nos ama? Por que dizemos que Deus nos ama? A Bíblia diz que Deus nos fez como Ele, sua imagem e semelhança.

O tema desse encontro é “Quem como Deus”? E vocês sabem a resposta. A resposta para essa pergunta está no primeiro livro da Bíblia: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher” (Gêneses 1, 27). Cada um de nós somos como Deus, Ele nos criou à sua imagem semelhança.

Vou dizer para vocês porque Deus nos ama.
Primeiro porque Ele nos fez à sua imagem e semelhança. Nós pertencemos a Ele, somos propriedade d’Ele, Ele nos possui, essa é a grande revelação da Bíblia. Não somente Ele me criou, mas cuida de mim, é isso que Jesus nos diz.

Por que vocês se preocupam com o dia de amanhã? Se Deus cuida dos lírios dos campos, não vai cuidar de nós? Por que vocês têm a fé tão pequena? Deus cuida de nós. Quantas pessoas com fardos pesados dizendo que ninguém cuida delas. Tem alguém que cuida de você, e esse alguém é Deus. São Paulo nos diz: “Se Deus é por nós quem será contra nós?"

Ouça: Padre Rufus diz que Deus nos ama


Deus está sempre cuidando de cada um de nós
, essa é a minha definição de Deus, Aquele que sempre cuida de nós. Isso eu copiei de São Paulo, nada pode nos separar do amor de Deus. Ele sempre está sempre cuidando de mim.

Por que eu sei que Deus me ama? Porque Ele me ensina. A Bíblia diz que o pai que não corrige, não ensina. Nós temos várias passagens que dizem que Deus nos ensina. Ele nos chama de filhos e filhas.

Quando Jesus foi batizado, Deus falou com Ele: “Tu és meu Filho amado”. Mas eu sei que essas mesmas palavras são ditas por Deus para nós. O Senhor diz para você: “Você é meu filho amado”. Nenhuma outra religião falou isso, só o cristianismo.

A Bíblia diz que Deus nos ama como somos. Deus amou Davi antes de ele pecar e da mesma forma o amou depois que pecou. Deus nos ama exatamente como somos. O amor de Deus é assim, Ele me ama como se eu fosse a última pessoa da face da terra.

Deus criou cada um de nós diferente um do outro, para mim isso é uma nova forma de dizer que Deus me ama. Você não vai encontrar ninguém que seja semelhante a você. Deus fez de cada um de nós uma pessoa única, essa é a grande certeza de que Ele nos ama.

Todos nós somos chamados a ter uma experiência pessoal com Deus. Na cultura religiosa do meu país, deus não é uma pessoa, é uma energia, por isso as pessoas não tem relacionamento com ele. Deus quer ter um relacionamento especial com cada um de nós.

Jesus diz: “Seja santo com eu mesmo sou santo”, como vamos fazer isso? Eu não sei. Mas quando Deus fala, Ele fala sério. Mas a palavra diz que Ele nos fez sua imagem semelhança.

Quando a Bíblia fala que Deus é amor, diz que cada um de nós somos amor. Isso é uma coisa incrível. Como eu sei que Deus me ama? Se o nosso pai da terra tem orgulho de nós, imagine o Pai celeste.

O meu pai foi a pessoa que mais me machucou durante minha vida, eu não vou dizer o porquê, mas eu tinha um grande ressentimento do meu pai. Mesmo quando eu estava em Roma estudando, os meus colegas tiveram muitas pessoas na primeira Missa que celebraram, eu fui a única pessoa que não tive amigos e nem parentes na primeira Missa. Vocês podem imaginar a raiva que senti do meu pai. Mas anos depois quando fui refletir a vida do meu pai eu vi que ele gostava e tinha mim. Tudo que eu sou é porque meu pai me amava e tinha orgulho de mim. Assim como Deus também tem orgulho de cada um de nós e ama cada um de nós.

Se eu não realizo as expectativas que Deus tem para mim, eu cometo falhas que são chamadas de pecados que não vão de encontro às expectativas de Deus para mim não permitindo que eu alcance o amor do Pai. Moisés disse para Deus que era um fracasso, que era para Deus escolher outra pessoa para guiar o povo, mas Deus diz: “Não! Você é minha última escolha”. Quando Pedro negou Jesus, ele deve ter dito para Jesus escolher outra pessoa, mas Jesus deve ter dito: “Sei que você me negou, mas sei que você me ama. E meu amor por você vai além de disso”.

Ouça: Padre Rufus relata um caso de libertação

Se por um lado Deus nos ama e nos quer perfeito, por outro lado temos um Deus que sempre nos ama e perdoa. Por um lado Deus é muito exigente quer o melhor de cada um, por outro lado, é uma pessoa que nos ama e perdoa sempre, tem um coração amoroso. Mesmo se o mundo nos esquecer, Ele não se esquecerá de nós. Deus é tanto pai quanto mãe.

A coisa mais importante que Jesus falou nos seus três anos de ministério é muito simples: “Deus é amor”. Quando pediam para João falar sobre Deus, ele dizia: “Deus é amor em primeiro lugar”. Isso é cristianismo.

Todos se preocupavam com o novo o Papa Bento XVI, pois para o Papa a razão era mais importante porque ele professor responsável pela doutrina da fé, então quando ele se tornou Papa todos estavam preocupados com sua primeira encíclica, mas quando viram sua encíclica foram surpreendidos pelo título: “Deus é amor”. Ninguém esperava por isso.

Quando eu li essa encíclica eu procurei a minha tese de quando estudei em Roma, e qual era o título? “Deus é amor”. Eu não estou dizendo que ele copiou minha tese, que foi feita há 50 anos, mas eram similares. Qual a razão de está dizendo isso? Digo, porque o ministério de cura e libertação é um sinal do amor de Deus. A cura e a libertação é o ministério do amor.

Vou contar uma história para comprovar.

Eu tinha acabado de entrar na RCC (Renovação Carismática Católica) e fiquei uma semana visitando as casas da minha paróquia. Eu entrei na maior mansão da cidade. Eu bati a campainha e não tive resposta. O menino que estava comigo disse para eu não ir naquela casa porque o dono era alcoólatra, e eu disse que sabia, e que ele tinha mudado de vida. Mas alguém disse: “Padre, ele voltou a beber”.

Vocês sabem que na recaída é pior ainda. Uma mulher na casa vizinha disse: “Padre não entre nessa casa, porque o homem que vive aí é um porco, e a casa dele é como uma casa de porco”. Eu disse: Eu não vim para abençoar a casa, parte física, mas os lares.
Ele abriu a porta e disse que não estava preparado para me receber, eu o reconheci, era um grande escritor, mas a bebida havia destruído seu casamento, seus bens e tinha se tornado um mendigo.

Quando comecei a abençoar o lar vi que ele estava vivendo como um porco. Percebi que naquela casa grande não havia um móvel. Ele me disse que tinha vendido os móveis para comprar bebidas, não tinha roupa nenhuma.

Quando estava para sair senti uma compaixão daquele homem, mas também um sentimento de raiva porque ele trouxe muita dor para a família dele, tinha rompido com tudo que a família tinha. Inclusive um irmão dele dava aula no seminário. Quando eu percebi a vergonha que ele tinha trazido para a família eu me voltei para ele e disse: “Eu desejo que você mude de vida”. Mas ele se voltou para mim e disse: “Eu quero mudar, mas me diga como”?

Eu nunca vou esquecer aquelas palavras de um homem desesperado. Eu creio que Jesus ouviu aquelas palavras. Eu não fui embora, mas não tinha muita experiência, pois tinha acabado de entrar na RCC e não tinha resposta como tenho hoje. Eu vi uma imagem do Sagrado Coração de Jesus na sala e parecia que Jesus dizia: “Venha para mim todos que estais com fardos pesados, Eu vou curar vocês”. Eu o levei diante da imagem, não havia coroa na cabeça de Jesus, e o homem me disse que havia vendido a coroa para comprar bebida, e as pessoas diziam que ele iria para o inferno por causa disso.

Eu disse a ele: "Diga para Jesus que você nunca mais vai tocar em álcool". Eu não sei por que eu disse aquilo, pois não teria coragem, mas o Espírito Santo estava em mim. Eu o levei a orar a oração que o Espírito Santo me levou a falar com ele. Pedi que se arrependesse de todos os pecados que havia cometido. Que renunciasse as práticas de ocultismo, que rezasse pedindo ab.net/eventos/2007/acm_perufus/pregrufsab3.wma Jesus que Ele entrasse em sua vida. Depois eu saí da casa.

Se vocês me perguntassem depois se a oração havia funcionado eu diria que não, mas a casa dele voltou ao normal. Um ano mais tarde, eu como pároco fui convidado para participar de uma festa, e naquela casa havia um convidado e num determinado momento o anfitrião da festa se levantou e disse: “Vocês devem estar imaginando porque eu convidei vocês e porque só tem refrigerante na festa. Exatamente um ano atrás um padre veio a essa casa...” E a medida que ele falava, percebi que estava se referindo a minha visita naquela casa, fiquei ansioso porque me recordei de tudo, quando há um ano atrás após a oração, o Senhor o havia o libertado do vício do álcool.

Todo mundo sabia que ele era o pior alcoólatra da cidade, e pior que isso os médicos haviam dado para ele apenas um mês de vida, pois ele estava cheio de doença por causa da bebida, mas quando Deus o libertou do vício o curou das doenças. Então ele se colocou a disposição dos alcoólatras com seu testemunho para que outros também pudessem mudar de vida.

Ele disse: “Eu agradeço ao meu Pai que me permitiu ficar caído nas ruas porque se eu não tivesse caído, jamais saberia do amor de Deus por mim. Existe uma pessoa que eu quero agradecer, a Jesus, que me deu mais uma chance de voltar para Ele. Jesus que me libertou do alcoolismo, meu Salvador”.

O que Deus fez para esse homem Ele irá fazer para cada um de vocês hoje. E Ele diz: “Na cruz Eu estou de braços abertos, então venham a Mim todos que estão com fardos pesados, vou curar, libertar e dá uma nova vida para cada um”.

Ouça: Padre Jonas Abib reza ao final desta pregação


Transcrição: Willieny Isaias
Fotos: Natalino Ueda

Ciclo Formativo sobre dons infusos. Introdução

Boa Noite a todos irmãos e irmãs combatentes.

Estivemos um pouco ausentes de nosso blog, por conta das adversidades e intempéries próprias de nossas vida hodierna.

Estamos atualmente no ciclo temático sobre Libertação. Iremos postar na quarta feira próxima a pregação da terça, mas para atualizarmos nossos arquivos, publico as pregações sobre "Os Dons Infusos". A primeira é a introdução aos dons. Deus abençoe a todos.

Unidos em Cristo e na sua Igreja.

Christian Moreira

http://Introducaodonsinfusos.4shared.com



Imagem de João Paulo II é pichada após evento católico em Cuiabá.



G1
Uma imagem do papa João Paulo II foi pichada após o evento católico Bote Fé, realizado no final de semana, em Cuiabá. A estrutura de cinco metros foi colocada recentemente, utilizada como banner de identificação da entrada principal do Memorial João Paulo II, no bairro Morada do Ouro, na capital mato-grossense.
O Bote Fé foi realizado durante três dias na capital para receber a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Foram realizadas passeatas, orações e shows, que contaram com a participação de mais de 20 mil pessoas. O público na maioria era composto por jovens de várias regiões.
A assessoria do evento informou ao G1 que o ato de vandalismo ocorreu após o último show da noite de domingo (8) quando as atividades se encerraram no local. No entanto, nenhum suspeito de danificar a imagem foi identificado ou detido.
Na imagem, os suspeitos escreveram o número 666 em várias partes do banner. A coordenação da unidade disse que a estrutura será removida ainda nesta semana. A intenção é confeccionar uma estátua do religioso e colocar na entrada principal do Memorial.
Memorial
O Memorial João Paulo II foi construído para homenagear os 20 anos da visita do sacerdote a Cuiabá, no dia 16 de outubro de 1991. Na ocasião, o religioso celebrou uma missa e reuniu mais de 300 mil pessoas e se tornou um momento histórico em Mato Grosso.